Como distinguir orações subordinadas substantivas completivas e relativas?

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A distinção entre orações completivas e relativas se baseia na função do "que". Nas completivas, "que" é conjunção, sem função sintática própria na subordinada. Nas relativas (inclusive as substantivas sem antecedente), "que" ou "quem" cumprem uma função sintática (sujeito, objeto) dentro da própria oração relativa. Essa diferença sintática é a chave para identificá-las.
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Qual a diferença entre orações substantivas completivas e relativas?

Sempre me confundi com isto, a sério. Lá na Escola Secundária Pedro Nunes, por volta de 98, a Dona Elvira tentava explicar e a minha cabeça dava um nó. Ela dizia que era simples, mas pra mim era tudo igual.

A chave que ela me deu foi pensar no 'que' como uma pessoa. Na oração completiva, o 'que' é só um mensageiro, um carteiro. Ele entrega a mensagem e vai-se embora. Não faz mais nada na frase.

Por exemplo, "Desejo que sejas feliz." O 'que' só está ali pra ligar "Desejo" a "sejas feliz". Ele não é feliz, não faz nada para seres feliz, ele é um fantasma sintático. Só um conector, uma ponte vazia.

Já na oração relativa substantiva, o 'que' ou o 'quem' não é um mensageiro. Ele é um ator principal dentro da sua própria cena. Ele tem uma função, um papel, como sujeito ou objeto. Ele faz coisas.

Pensa nisto: "Quem avisa amigo é." Quem é que está a avisar? É o "Quem". Ele é o sujeito do verbo "avisar". Ele não está só a ligar, ele está a agir. É uma peça fundamental na engrenagem daquela pequena oração.

Acho que a dificuldade vinha de eu tentar ver o 'que' sempre da mesma maneira. Mas ele muda de personalidade. Num sítio é um figurante, no outro é a estrela. Foi preciso muito tempo pra entender essa diferença subtil.

Perguntas e Respostas

Qual a função do 'que' na oração substantiva completiva? É uma conjunção integrante. Não tem função sintática na oração que introduz, apenas a liga à oração principal.

Qual a função do 'que' e 'quem' na oração relativa substantiva? São pronomes relativos. Desempenham uma função sintática (sujeito, objeto direto, etc.) dentro da própria oração subordinada.

Como diferenciar as duas orações? Na completiva, o 'que' apenas conecta. Na relativa substantiva, o 'que' ou 'quem' pode ser substituído por 'aquele que' ou 'aquele a quem' e tem uma função sintática clara na sua própria oração.

Como identificar uma oração completiva?

Oração completiva. Identificação:

Segue verbo/locução verbal. Funções: sujeito ou complemento direto. Exemplo: "Sei [que é tarde]." A oração subordinada completa o sentido da principal.

Análise:

  • "Sei" – Verbo transitivo direto.
  • "[Que é tarde]" – Oração subordinada substantiva objetiva direta. Responde à pergunta "Sei o quê?".

Detalhes:

  • Sujeito: "É importante [que você compareça]." O "que você compareça" funciona como sujeito de "é importante".
  • Complemento: "Ele afirmou [que viria]." O "que viria" complementa o verbo "afirmou".
  • Conjunções: Introduzida por conjunções subordinativas integrantes ("que", "se") ou pronomes interrogativos/relativos.
  • Posição: Geralmente após o verbo ou locução verbal da oração principal.

Em suma: A completiva, como um fecho, encerra o sentido verbal. Sem ela, a principal fica incompleta.

O que são orações subordinadas completivas?

Caramba, que pergunta difícil. Oração subordinada completiva... hmm. É tipo um encaixe na frase, sabe? Funciona como se fosse um substantivo mesmo, completando o sentido.

  • Faz a vez de sujeito: Tipo, "Quero que você venha". Essa parte em negrito é a completiva, fazendo papel de sujeito do "quero".

  • Faz a vez de objeto: Ou "Eu acredito em você". Aqui, "em você" seria a completiva, complementando o "acredito". Antes chamavam de objetiva, né?

Às vezes dá um nó na cabeça, porque é tanta regra. Mas é essencial pra frase ficar redondinha. Imagina falar sem isso?

Essas orações, as completivas, são fundamentais mesmo. Sem elas, muitas frases ficariam incompletas, sem a informação que precisam pra ter sentido total.

  • Exemplos de sujeito:

    • É importante que todos estudem. ("que todos estudem" é o sujeito de "é importante")
    • Desejo que você seja feliz. ("que você seja feliz" é o sujeito de "desejo")
  • Exemplos de complemento:

    • Ele tem medo de altura. ("de altura" complementa "medo")
    • Precisamos de ajuda. ("de ajuda" complementa "precisamos")

Ah, e tem umas que são predicativas também, ligadas ao verbo de ligação. Tipo "Ele é quem eu esperava". Essa aí complementa o verbo de ligação "é". Pura lógica gramatical!