Como estudar e entender a matéria?

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Estudar e Compreender MatériasPara absorver e fixar o conteúdo, experimente variar suas disciplinas. Mantenha o foco em uma matéria por vez, mas intercale os assuntos. Evite distrações e opte por materiais impressos. Ensine o que aprendeu e faça conexões relevantes. Mude seu local de estudo e pratique o conhecimento adquirido. Reflita sobre seu próprio processo de aprendizagem (metacognição).
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Como otimizar o estudo e a compreensão da matéria?

Olha, para otimizar o estudo e conseguir realmente entender as coisas, o que funcionou para mim foi mesmo mudar o foco. Por exemplo, antes eu passava tipo umas três horas seguidas em cálculo, e aquilo, sei lá, virava uma parede depois de um tempo. A minha cabeça já não absorvia nada depois de quarenta minutos. Então comecei a alternar. Tipo, meia hora de cálculo, depois uns vinte minutos de história, aí volto para cálculo ou pego biologia. Essa variação parece que areja a mente e a gente não esgota tanto um só tópico, percebe.

Outra coisa que me lixa é o telemóvel. Sério, aquelas notificações são uma praga. Eu percebi que se o deixasse na secretária, mesmo virado para baixo, a minha atenção já não era a mesma. Hoje em dia, eu ponho-o na sala, lá longe, ou então guardo-o na gaveta trancado com a chave, e a chave vai para a cozinha. No dia 14 de março do ano passado, para o meu exame de ética, fiz isso e a diferença na concentração foi absurda. É preciso manter as distrações longe, mesmo.

Também notei que quando tento explicar uma coisa a alguém, percebo o quão bem a entendi. Uma vez, para tentar perceber a Segunda Guerra Mundial, fiz um esquema e comecei a explicar ao meu cão, o Max, cada fase, como se ele fosse um aluno. Claro que ele só abanava o rabo, mas ao verbalizar tudo, as falhas no meu raciocínio ficaram claras, e foi aí que comecei a ligar os pontos. Ensino o que aprendi para outra pessoa, ou para mim mesmo em voz alta, ajuda imenso.

E o papel. Ah, o papel é diferente. Posso até ler no tablet, mas para fixar, para sublinhar, para fazer anotações à margem, nada bate o material impresso. Lembro de ter umas apostilas enormes de direito, tipo uns trezentos páginas cada, e eu sublinhava a cores, escrevia dúvidas, referências, e isso ajudava a construir um mapa mental do conteúdo. Acho que é a textura, o ato físico de escrever.

Fazer conexões também é crucial. Não é só decorar factos. Por exemplo, na universidade, quando estava a estudar economia, percebi que a teoria da oferta e da procura, que parecia tão abstrata, se aplicava perfeitamente à fila do pão na padaria aqui da minha rua, às oito da manhã, quando há poucos pães e muita gente quer. Conectar o novo com o que já conheço torna tudo mais real e menos um bicho de sete cabeças.

Mudar o local de estudo faz maravilhas. Eu ficava sempre no meu quarto, e o quarto é cheio de coisas que me lembram outras coisas. Então comecei a ir para a biblioteca municipal aqui perto, ou às vezes para aquele café na Rua de Cedofeita, perto da minha avó – paguei uns 2,50€ por um café, valeu a pena. A mudança de ambiente dá um ar de novidade e ajuda a focar, como se o cérebro associasse aquele lugar apenas ao estudo.

E praticar, né? Não adianta só ler e achar que percebeu. Para a prova de matemática, resolvi sei lá quantos exercícios do manual, os que o professor deu, e até uns da internet. As primeiras vezes era um desastre, mas depois comecei a pegar o jeito. Praticar o que aprendeu é a única maneira de realmente solidificar o conhecimento e perceber onde estão as nossas lacunas.

Por fim, uma coisa que descobri é a metacognição. É tipo, pensar sobre como estou a pensar. Estar atento ao meu próprio processo de aprendizagem. Tipo, "este método está a funcionar para mim agora ou estou só a fingir que estudo?". Refletir sobre isso ajuda a ajustar a estratégia em tempo real. Uma vez, durante uma semana de exames em 2019, percebi que estava a usar flashcards de forma errada e mudei tudo.