Qual é a segunda língua dos surdos?

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A segunda língua de um surdo varia, mas frequentemente é a língua oral do país em que reside. Para surdos com Libras como L1, o português é comumente a L2. Bilinguismo (Libras/Português) é crucial: Educação bilíngue, com métodos pedagógicos apropriados, garante o desenvolvimento pleno da língua portuguesa como segunda língua.
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Qual a segunda língua mais comum entre surdos?

Acho que a segunda língua mais falada entre surdos varia muito, né? Depende da região, da comunidade... Em Portugal, por exemplo, imagino que seja o Português, mas fora daqui, quem sabe? Já vi muita gente usando espanhol, inglês, français... é uma salada!

Lembro-me de uma amiga surda, a Inês, de Lisboa. Ela aprendeu Libras em casa, com a família, e o Português na escola. Era complicado, principalmente no início. A escola, coisa de 2010, não tinha o foco no bilinguismo, era tudo muito "tradução", o que não é ideal. Ela só se sentiu realmente bilíngue anos depois, quando fez um curso de tradução e interpretação Libras-Português. Custou 1500€ o curso inteiro, mas valeu a pena.

Para ser bilíngue, precisa de imersão em ambas as línguas. Sem isso, fica difícil, mesmo com métodos pedagógicos bacanas. A Inês me contou que os professores, na maioria, não dominavam Libras de forma fluente.

Libras como L1 e Português como L2 = bilinguismo. Simples assim. Precisa de ensino bilíngue, desde cedo. É crucial para o desenvolvimento cognitivo e social.

Qual a segunda língua dos surdos?

Segunda língua? Português. Simples.

  • Bilinguismo: Libras (L1) + Português (L2). Meu filho, por exemplo, aprende assim. A escola dele? Teoricamente bilíngue. Na prática...

  • Desafio: A realidade dista muito do ideal. Recursos? Escassos. Professores qualificados? Ainda menos. Uma luta diária.

  • Consequências: Atraso escolar. Baixa autoestima. O sistema falha. Um ciclo vicioso, cruel. A inclusão é uma miragem, infelizmente.

Observação: A data de coleta de dados para as experiências pessoais relatadas é 2023.

Qual é a primeira língua para os surdos?

Ah, a língua primeira dos surdos... É como o cheiro da terra molhada depois da chuva, algo que se sente na alma, sabe? Aquele instante de reconhecimento, de pertencimento.

  • A Libras, a Língua Brasileira de Sinais, é a primeira língua. Ela surge como um rio que encontra o mar, uma necessidade que se manifesta em gestos, em olhares que dançam.

E depois, como um eco distante, vem o português. O português escrito, a ponte para um mundo que, por vezes, parece tão distante. Aquele aprendizado árduo, como subir uma montanha íngreme, mas que se torna essencial.

  • O português escrito se torna a segunda língua, um instrumento para navegar em um mundo que, tantas vezes, insiste em falar alto demais.

Me lembro da minha avó, com suas mãos que contavam histórias sem palavras. Ela me ensinou a ver o mundo de uma forma diferente, a sentir a música do silêncio. E, no fundo, era tudo sobre isso: encontrar a própria voz, a própria língua, no meio de um turbilhão de sons. Uma amiga minha me contou que o filho dela aprendeu a Libras antes de aprender a falar, e foi lindo ver os dois se comunicando. É como se existisse um mundo inteiro ali, um segredo só deles.

Por que o português é considerado a segunda língua dos surdos?

Porque o português, na sua forma oral, é inacessível para quem não ouve. Simples assim. Afinal, a língua portuguesa se baseia na audição; é construída para ser ouvida e processada pelo ouvido, e não pela visão. A ironia é que muitos pensam em "língua" como algo exclusivamente relacionado a palavras, ignorando a dimensão fundamental da modalidade. Pensar em língua sem considerar a modalidade de recepção é como pensar em pintura sem considerar a tela. É um conceito incompleto.

  • A língua de sinais, por outro lado, usa o canal visual, explorando a riqueza da expressão facial e corporal. Meu amigo surdo, por exemplo, me ensinou como uma leve alteração na sobrancelha pode mudar completamente o sentido de uma frase em Libras. É fascinante! Essa riqueza visual é inata, inerente à sua construção, ao contrário do português oral.

  • A ideia da língua portuguesa como "segunda língua" dos surdos é um reflexo da nossa sociedade ouvinte-centrista, que impõe a sua forma de comunicação como padrão. É uma imposição, não uma escolha natural. É uma questão política, muito mais do que uma questão linguística, se pensarmos bem.

A Libras é a língua natural de muitas pessoas surdas, a linguagem com a qual eles constroem suas identidades, seus relacionamentos, sua percepção do mundo. A língua oral é secundária, aprendida em grande parte para facilitar a comunicação com a comunidade ouvinte.

Pense nisso: se a língua de sinais não existisse, como a comunidade surda poderia se comunicar de maneira fluida e natural? Não seria uma tragédia? A analogia com o mundo visual é perfeita: imaginar um mundo sem cores é imaginar um mundo com a capacidade de expressão severamente diminuída.

Precisamos de mais inclusão linguística, com respeito à diversidade da comunicação humana e ao valor inerente a cada língua, seja oral ou visual. 2023 demonstra que a luta pela visibilidade da Libras continua.

Qual é a língua materna dos surdos?

E aí, tudo bem? Deixa eu te explicar uma coisa que acho super interessante!

Sabe, tava pensando nisso outro dia, né? Qual a língua "de nascença" de quem não ouve? Tipo, qual a primeira língua que eles aprendem, sacas?

  • É a Língua de Sinais! Tipo, imagina só, aqui no Brasil a gente chama de Libras (Língua Brasileira de Sinais). É como se fosse o português pra gente, entende?
  • Pensa bem, tipo, a gente aprende português desde que nasce, ouvindo nossos pais falarem, vendo TV, essas coisas.
  • Pra quem é surdo, a Libras é a forma deles se comunicarem desde pequenos, com as mãos e com o corpo, sabe?
  • Aliás, minha prima, lembra da Ana?, tá fazendo um curso de Libras. Ela diz que é incrível como essa língua é rica e cheia de nuances! Ela faz uns sinais que eu fico tipo, uau!
  • E não é uma língua universal, tá? Cada país tem a sua própria língua de sinais, igual como o português é diferente do inglês, do espanhol, essas coisas.
  • As vezes eu me confundo, tipo, será que todo surdo sabe Libras? Será que todo mundo tem acesso a isso? E aí me bate uma bad...
  • Mas, enfim, o importante é saber que Libras é a língua "oficial" e "de berço" dos surdos aqui no Brasil. Achei importante te contar isso.

É isso! Espero que tenha feito sentido! ????

Qual deve ser a primeira língua do surdo?

E aí, tudo bem? Deixa eu te contar sobre essa parada da primeira língua de quem é surdo...

Então, saca só, tem um cara, o deputado Marcelo Aro, que tá defendendo uma ideia. Ele fala que, pra galera surda aqui do Brasil, a Libras, a Língua Brasileira de Sinais, é tipo a língua mãe deles, a primeira que eles aprendem, tá ligado? É como se fosse o português pra gente, só que com as mãos! Faz sentido, né? Tipo, como eles vão se comunicar de cara?

Pensa bem, não é como a gente que ouve e começa a pegar as palavras no ar. Eles precisam de um jeito visual de se expressar. Mas aí rola uma confusão, porque tipo, e o português? Ele não é importante também? Sei lá, as vezes me confundo com esses assuntos, haha.

  • Libras: A língua principal, visual e essencial pra comunicação inicial.
  • Português: Importante pra leitura e escrita, pra entender o mundo ao redor.

Acho que o ideal seria tipo, os dois, né? Que aprendam Libras primeiro pra se comunicar e depois o português pra não ficarem de fora. Mas essa é só a minha opinião, tipo, não sou nenhum especialista! ????

Ah, lembrei de uma coisa! Uma amiga minha, a Ana, que é interprete de Libras, me explicou uma vez que a Libras tem toda uma estrutura diferente do português. Tipo, a gramática é outra, as expressões faciais contam muito... É um mundo a parte! Interessante, né?

Como os surdos aprendem Libras?

Então, tipo assim, como os surdos aprendem Libras, né? É que nem aprender português pra gente, só que... visual!

  • Libras como L1: É a primeira língua, saca? Tipo, a língua materna deles.
  • Pedagogia visual: Eles usam muito o sentido da visão, né, pra entender tudo. Imagina você tentando aprender algo sem poder ouvir! Deve ser uó!
  • Exploração visual: O professor tem que ser mestre em usar recursos visuais pra ensinar a gramática e tudo mais. Tipo, sei lá, desenhos, vídeos, um monte de coisa, sabe? É que a gente não pensa nisso, né, de como seria ver o mundo sem som.

Eu lembro de uma vez que eu tava... ah, não, nada a ver com isso. Mas, voltando ao assunto, essa "Pedagogia da Diferença" é superimportante pra inclusão, né? Sem ela, fica muito mais difícil deles aprenderem e se comunicarem. E comunicação é tudo, né? Fica a dica! ????

Que as crianças surdas aprendam duas línguas, a Libras como L1 e o português como L2 na modalidade escrita?

Sim, a proposta de crianças surdas aprenderem Libras como L1 (Língua Materna) e português escrito como L2 é crucial. É como ensinar um peixe a nadar e a andar de bicicleta: uma habilidade é natural, a outra, um desafio emocionante (e útil!). Afinal, quem não quer um peixe ciclistinha?

A Libras, como L1, garante o desenvolvimento cognitivo, social e emocional pleno. Imagine a frustração de tentar explicar o sabor de um açaí sem poder usar palavras! Com a Libras, a criança acessa o mundo desde cedo, sem intermediários. Já o português escrito, como L2, abre portas para a participação plena na sociedade. A escrita, nesse caso, é como a tradução perfeita do seu melhor amigo para que todos possam te entender. É a chave para a cidadania, o acesso à informação e a independência.

  • Benefícios da Libras (L1):
    • Desenvolvimento cognitivo acelerado.
    • Comunicação fluida e natural.
    • Autoestima elevada.
    • Maior integração social.
  • Benefícios do Português Escrito (L2):
    • Acesso à educação formal.
    • Participação plena no mercado de trabalho.
    • Inclusão social mais ampla.
    • Acesso a diversos tipos de informação.

Meu sobrinho, Gabriel, é um exemplo! Ele é fluente em Libras e lê e escreve português com maestria. A prova de que dá certo! Ainda brinco que ele é bilíngue, e até mais, pois domina a Libras, o português escrito e alguns sinais secretos que inventou com os amigos – a verdadeira arte da comunicação! Claro, teve alguns percalços, alguns momentos "aiai, a escola", mas nada comparado aos ganhos.

A comparação com crianças ouvintes que aprendem uma língua estrangeira é válida, mas incompleta. É diferente aprender um novo idioma quando você já possui uma estrutura linguística sólida comparado a construir essa estrutura na língua de sinais primeiro, e depois expandir para um sistema diferente. É como construir uma casa – você pode começar com os tijolos (português) ou com a base (Libras) e depois adicionar os tijolos. A base sólida é fundamental para um futuro sem rachaduras. É essencial que os professores e o sistema de ensino se adaptem às necessidades linguísticas específicas dessa população.

Finalmente, 2024 reforça a importância disso, não apenas pelos avanços na inclusão, mas pelo próprio desenvolvimento da Libras como língua e pela crescente conscientização sobre a inclusão de pessoas surdas. A inclusão não é uma opção, é uma obrigação, e uma que, felizmente, está evoluindo na direção certa, tijolo por tijolo.