O que é uma conjunção subordinativa completiva?

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Conjunções subordinativas completivas introduzem orações que atuam como sujeito ou complemento em uma frase, tal como nomes o fazem. Essas orações são essenciais para completar o sentido da oração principal.

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Desvendando as Conjunções Subordinativas Completivas: O Segredo das Orações que Completam o Sentido

A gramática da língua portuguesa, rica e complexa, apresenta inúmeras nuances que enriquecem sua expressividade. Entre elas, destacam-se as conjunções subordinativas, palavras que conectam orações, estabelecendo entre elas diferentes relações de dependência. Neste artigo, focaremos em um tipo específico: as conjunções subordinativas completivas. Ao contrário do que o nome possa sugerir, sua função não se limita a simplesmente completar uma frase; elas desempenham um papel crucial na estrutura e no sentido da oração principal, atuando como verdadeiras peças-chave na construção do significado.

Diferentemente das conjunções subordinativas adverbiais, que expressam circunstâncias de tempo, lugar, causa, consequência etc., as conjunções subordinativas completivas introduzem orações que exercem função sintática semelhante a um substantivo. Imagine um nome próprio, como “Maria”. Ele pode ser sujeito (“Maria cantou”), objeto direto (“Vi Maria”) ou complemento nominal (“Tenho certeza de Maria”). Orações introduzidas por conjunções subordinativas completivas atuam da mesma maneira, completando o sentido da oração principal, preenchendo uma lacuna sintática.

Essas orações completivas podem desempenhar duas funções principais:

  • Sujeito: A oração completa o verbo da oração principal, atuando como seu sujeito. Observe o exemplo:

Que ele viesse era importante.

Neste caso, a oração “que ele viesse” é o sujeito da oração principal “era importante”. Note que, sem ela, a frase ficaria incompleta e sem sentido. A conjunção “que”, nesse contexto, introduz a oração que funciona como sujeito.

  • Complemento verbal (objeto direto ou indireto): A oração complementa o significado do verbo da oração principal, funcionando como objeto direto ou indireto. Vejamos alguns exemplos:

Desejo que você seja feliz. (Objeto direto – complementa o verbo “desejo”)

Tenho certeza de que ele voltará. (Objeto indireto – complementa o verbo “tenho certeza” com a preposição “de”)

Ele disse que estava cansado. (Objeto direto – complementa o verbo “disse”)

As conjunções subordinativas completivas mais comuns são: que, se. Entretanto, dependendo do contexto, outras palavras podem assumir esse papel, como as preposições “de” + “que”, por exemplo, como visto no exemplo “Tenho certeza de que ele voltará”. É crucial analisar a função sintática da oração introduzida para identificar corretamente a conjunção subordinativa completiva em jogo.

Em resumo, as conjunções subordinativas completivas são essenciais para a construção de frases complexas e ricas em significado. Elas introduzem orações que funcionam como substantivos, completando o sentido da oração principal e desempenhando papéis sintáticos cruciais, sejam como sujeito ou como complemento verbal. Compreender sua função é fundamental para uma análise sintática precisa e para uma escrita mais elaborada e precisa.