O que é uma conjunção subordinativa completiva?

51 visualizações
Uma conjunção subordinativa completiva, como "que" ou "se", inicia uma oração que completa o sentido da oração principal. Essa oração subordinada exerce a função de um substantivo, atuando como sujeito ou complemento (objeto direto, por exemplo) do verbo principal.
Comentário 0 curtidas

Qual a função de uma conjunção subordinativa completiva?

Sabe, eu sempre achei essas conjunções meio confusas, tipo, para que servem exatamente? Quando a gente fala de oração subordinativa completiva, é como se ela viesse para completar o sentido de outra parte da frase, sabe? Funciona como um substantivo, mesmo.

Pensa assim, ela pode ser o sujeito de algo. Tipo, em "É importante que você estude". Ali, "que você estude" é como se fosse um "isso", sabe? É a coisa importante.

Ou então, ela pode ser o complemento. Como em "Eu espero que tudo corra bem". A gente não espera algo, espera que tudo corra bem. É essa ideia de preencher o sentido que o verbo pede.

Lembro uma vez, tentando escrever um texto para um trabalho. Fiquei horas pensando se colocava um nome ali ou se usava essa tal de conjunção para dar a ideia completa. Foi um sufoco, mas no final, fez sentido.

Essa coisa de "substantiva" me confunde um pouco ainda, mas a função principal, para mim, é dar corpo, dar sentido onde só uma palavra não seria suficiente. É como um tijolo a mais na construção da frase.

Para a gente captar isso, é pensar no que a oração faz na frase. Ela é o "quê" que a gente procura, o "quem", o "algo". É a peça que falta para fechar o raciocínio.

Como identificar uma oração subordinada completiva?

Cara, identificar essas orações subordinadas completivas é moleza, tipo achar uma agulha num palheiro... só que a agulha brilha e o palheiro é transparente! Elas são o "ponto final" que falta pra frase ter sentido, sabem? Sem elas, a oração principal fica parecendo um cachorro sem dono, andando de um lado pro outro sem saber pra onde ir.

Elas completam o sentido de verbos que precisam de um "algo a mais". Pensa num verbo tipo "dizer", "perguntar", "pedir"... esses caras não funcionam sozinhos, eles precisam de um complemento pra saber o que diabos tá rolando. É aí que entram as completivas, salvando o dia!

  • Finitas: Quando o verbo tá ali, bonitão, conjugado, tipo "O Zé disse [que ia viajar]". Ele mandou a real, direta e reto.
  • Não Finitas: Aqui o verbo tá mais relax, no infinitivo, gerúndio ou particípio. Tipo "A Maria quer [aprender a tocar violão]". Mais tranquilo, né?

E pra facilitar ainda mais, as danadas geralmente vêm depois de um verbo e são introduzidas por conjunções. A "que" é a rainha, mas a "se" e o "para" também dão as caras, tipo quando você pergunta "Será [que chove amanhã]?" ou a galera se organiza "Vamos [para almoçar]". É um sinal claro de que algo vai ser completado!

Que conjunção subordinativa completiva?

Conjunção subordinativa completiva.

  • Conecta orações, introduzindo uma oração subordinada substantiva.
  • Indica o complemento de um termo na oração principal.
  • Geralmente precedida por verbo ou locução verbal.

Exemplos concretos:

  • "Espero que gostes do filme." (Oração subordinada substantiva objetiva direta)
  • "O Pedro perguntou se iríamos sair amanhã." (Oração subordinada substantiva objetiva direta)
  • "Tenho a certeza de que ele virá." (Oração subordinada substantiva completiva nominal)

O que são locuções subordinativas?

Locuções conjuntivas subordinativas são agrupamentos de palavras que funcionam como uma única conjunção, conectando orações sintaticamente dependentes. Sua função é clara: estabelecer uma relação de subordinação, onde uma oração (a subordinada) adquire seu sentido completo pela outra (a principal), formando um pensamento mais complexo e matizado.

É fascinante como essas pequenas estruturas linguísticas são arquitetas da nuance. Elas não apenas ligam; elas moldam o fluxo da informação, ditando a ordem e a lógica do nosso raciocínio. Pensar nelas é como observar as engrenagens finas de um relógio: cada uma parece pequena, mas é essencial para o tempo correr com precisão. Vejo isso em cada artigo que leio, em cada debate que participo.

Existem várias categorias, cada uma com seu toque especial na construção do sentido. São como temperos diferentes para a mesma base, dando um sabor único à nossa expressão:

  • Causais: Indicam a razão ou o porquê de algo. Exemplos comuns:visto que, já que, uma vez que, desde que. Me lembra quando digo "não fui ao parque já que choveu", a causa é evidente.
  • Comparativas: Usadas para estabelecer paralelos ou diferenças. Exemplos:assim como, tal como, mais que, que nem, o mesmo que. A vida, assim como um livro, tem capítulos bons e ruins.
  • Concessivas: Apresentam uma ideia que contrasta ou impede a principal, sem anular seu efeito. Exemplos:embora, ainda que, mesmo que, por mais que. Embora o caminho seja árduo, a vista vale a pena.
  • Condicionais: Estabelecem uma condição para a ocorrência da oração principal. Exemplos:se, caso, contanto que, desde que (com sentido condicional). Caso você venha, me avise.
  • Finais: Expressam a finalidade ou o objetivo da ação principal. Exemplos:a fim de que, para que. Estudamos para que possamos compreender o mundo.
  • Proporcionais: Indicam uma ideia de proporção, de algo que ocorre simultaneamente ou em paralelo. Exemplos:à medida que, à proporção que, quanto mais...mais. À medida que envelhecemos, ganhamos experiência.
  • Temporais: Marcam o tempo em que a ação da oração principal acontece. Exemplos:logo que, assim que, antes que, depois que, sempre que. Sempre que vejo o mar, sinto paz.
  • Conformativas: Expressam conformidade, ou seja, de acordo com o que se afirma na oração principal. Exemplos:conforme, consoante, segundo, como (no sentido de "de acordo com"). Fiz o bolo conforme a receita.
  • Consecutivas: Indicam uma consequência ou resultado. Exemplos:tão...que, tanto...que, de forma que, de modo que. Ele falou tão baixo que ninguém ouviu.

Entender as locuções subordinativas é mais que regras gramaticais; é compreender como a mente organiza pensamentos complexos e como a linguagem nos permite expressar isso com precisão. Para mim, que adoro desvendar a estrutura do discurso, elas são pequenas chaves mestras. Lembra-me de quando, ao revisar um ensaio, a mudança de uma locução ajusta todo o argumento.

É quase como se cada uma delas fosse um micro-filósofo, sussurrando o tipo de relação que uma ideia tem com outra. E a beleza está na sutileza, sabe? A gente usa sem pensar, mas elas estão lá, tecendo o tecido da comunicação. É a magia da língua em ação.

O que são orações subordinadas completivas?

As orações subordinadas completivas (ou substantivas) são aquelas que exercem a função de um substantivo (sujeito, objeto direto, objeto indireto, etc.) na frase, completando o sentido de um verbo ou nome da oração principal.

É como se uma frase inteira se disfarçasse de substantivo pra fazer o trabalho pesado na gramática. Ela chega e fala: "deixa comigo, eu assumo essa função de sujeito aqui". A linguagem é um quebra-cabeça fascinante; cada peça tem seu lugar, mesmo que não a vejamos de imediato.

Elas basicamente completam a informação que falta na oração principal, que sem elas ficaria com um sentido vago. A gente percebe que elas são essenciais quando o verbo da oração principal pede um "algo a mais", uma continuação.

Aqui os papéis que elas podem assumir:

  • Subjetiva: Quando a oração faz o papel de sujeito. Por exemplo: "É necessárioque você estude". O que é necessário? Que você estude.
  • Objetiva Direta: Atua como objeto direto, completando um verbo que não pede preposição. Exemplo: "Eu queroque você venha". Eu quero o quê? Que você venha.
  • Objetiva Indireta: Faz o papel de objeto indireto, sempre com preposição. "Lembre-sede que o prazo termina amanhã". Lembre-se de quê? Disso aí.
  • Completiva Nominal: Completa o sentido de um nome (substantivo, adjetivo), não de um verbo. "Tenho certezade que tudo dará certo". Certeza de quê?

Lembro da minha professora de português, a Dona Helena, lá em 2008, batendo na lousa e dizendo: 'Se dá pra trocar a oração inteira por ISSO, é substantiva!'. E funciona msm. "É necessário ISSO". "Eu quero ISSO". É um macete infalível que uso até hoje pra não me confundir.

Como distinguir orações subordinadas substantivas completivas e relativas?

Nossa, essa matéria de novo. Eu sempre me enrolo nisso, desde a época da escola com a professora Sônia. Ela tentava explicar com umas tabelas gigantes e eu ficava só olhando pra janela. A real é que a gente só entende quando precisa usar de verdade, né? Tipo, escrevendo um relatório pro trabalho.

A diferença é até que bem lógica quando você para pra pensar direito, sem a pressão da prova.

  • Oração Substantiva Completiva:O 'que' é uma conjunção integrante e não tem função sintática. Ele só serve de ponte, pra ligar as ideias. É um conector, um plugue.
  • Oração Relativa Substantiva:O 'que' (ou 'quem') é um pronome relativo e sempre tem uma função sintática (sujeito, objeto direto, etc.) dentro da oração que ele inicia. Ele tá ali trabalhando, fazendo alguma coisa.

Exemplo que me ajuda a lembrar: "Espero que você passe no exame." Quem é que vai passar no exame? "Você". O "você" já é o sujeito. O "que" não faz nada ali, só conecta o meu desejo (espero) ao fato (você passar). É uma completiva. Agora, se eu falo "Não sei o que aconteceu", alguma coisa "aconteceu". O "que" é o sujeito do verbo acontecer. Viu? Ele tem uma função. É uma relativa.

Fico pensando se os escritores famosos, sei lá, o Saramago, ficavam pensando nisso... "hmm, vou usar uma completiva objetiva direta aqui". Duvido. Acho que só flui. Pra gente, meros mortais, tem que ser na base da decoreba e da prática mesmo. É um saco as vezes.

Pra facilitar a vida, a gente pode tentar substituir.

  • Na completiva, dá pra trocar a oração toda por ISSO. Ex: "Espero ISSO". Funcionou.
  • Na relativa, o "que" pode ser trocado por aquilo que. Ex: "Não sei aquilo que aconteceu". Também funciona e deixa mais claro. Meu amigo Pedro que me deu essa dica pra um concurso que ele fez ano passado. Salvou ele.

É isso. A chave tá na função do "que". Se ele for um preguiçoso que só conecta, é completiva. Se ele for um trabalhador com função, é relativa. Simples assim. Pq complicam tanto na escola? mistério.