Em que consiste a dislalia?

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A dislalia se caracteriza por dificuldades na articulação dos fonemas, impactando a fala. Contrariamente à crença comum, a dislalia não indica falta de conhecimento linguístico, mas sim um transtorno que pode gerar prejuízos sociais e emocionais significativos para quem a apresenta, demandando intervenção especializada.

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Desvendando a Dislalia: Mais que um “erro” de pronúncia

A dislalia se caracteriza por dificuldades na articulação dos fonemas, impactando a fala. Frequentemente, observa-se uma dificuldade em pronunciar sons específicos, ou mesmo grupos de sons, resultando em distorções, omissões ou substituições. Esta condição, embora possa parecer apenas um “erro” de pronúncia, representa um transtorno que exige atenção e intervenção especializada.

Contrariamente à crença popular, a dislalia não está relacionada a uma falta de conhecimento linguístico. A criança ou indivíduo com dislalia compreende perfeitamente o significado das palavras, possui um vocabulário amplo e entende as regras gramaticais da língua. O problema reside na coordenação motora necessária para produzir os sons corretos, na precisão na articulação dos órgãos fonoarticulatórios (lábios, língua, dentes, palato). Isso pode envolver dificuldades na percepção auditiva desses sons, tornando a produção adequada muito desafiadora.

As manifestações da dislalia são diversas e podem variar de simples dificuldades na pronúncia de determinadas letras ou sílabas a problemas mais complexos na fluência da fala, impactando a clareza e a inteligibilidade da mensagem. Algumas vezes, a dislalia pode estar associada a outras condições, como dislexia, deficiência auditiva ou problemas neurológicos. É fundamental ressaltar que a avaliação e o diagnóstico devem ser feitos por profissionais especializados, como fonoaudiólogos, para determinar a causa e o tipo específico de dislalia.

É crucial entender que a dislalia não é apenas um problema de comunicação. Ela pode gerar prejuízos significativos no desenvolvimento social e emocional da pessoa que a apresenta. A dificuldade de se fazer entender, as brincadeiras e o preconceito que podem surgir da forma como se fala, podem levar a situações de isolamento social, baixa autoestima e dificuldades na aprendizagem.

A intervenção precoce é fundamental para o tratamento da dislalia. Através de exercícios específicos e técnicas terapêuticas, o fonoaudiólogo trabalha para desenvolver as habilidades de articulação, melhora a percepção auditiva dos sons e estimula a produção correta dos fonemas. O acompanhamento regular e a dedicação à terapia podem auxiliar no desenvolvimento da comunicação oral, aumentando a confiança e o bem-estar da pessoa.

Em resumo, a dislalia é um transtorno que requer compreensão e intervenção adequada. Distinguir essa condição de simples dificuldades ou falta de atenção é fundamental para oferecer o apoio necessário ao indivíduo, permitindo que ele desenvolva plenamente suas habilidades de comunicação e sua autoestima. A busca por profissionais qualificados é essencial para um diagnóstico preciso e um tratamento eficaz.