Vai os dois ou vão os dois?
Concordância verbal: Vai ou Vão os dois?
Sempre me bato com isso: "vai" ou "vão"? Juro, às vezes parece pegadinha. Lembro de uma vez, escrevendo um email importante, fiquei uns bons minutos paralisada pensando qual usar. Que sufoco!
A real é: se a gente tá falando de uma coisa só, tipo "o carro vai", beleza. Agora, se são vários, tipo "os carros vão", aí já era, tem que usar o "vão". Parece óbvio, né? Mas na correria do dia a dia...
Um jeito que inventei pra mim é pensar: quem tá fazendo a ação? Se for "ele/ela", é "vai". Se for "eles/elas", aí é "vão". Tipo um truque mental rápido. E funciona, viu? Me salvou várias vezes.
Informações rápidas:
- Singular: Usa-se "vai" quando o sujeito é um só.
- Plural: Usa-se "vão" quando o sujeito são dois ou mais.
Vai as duas ou vão as duas?
Ah, a língua... um rio sinuoso, cheio de meandros e reflexos. "Vai" ou "vão": a escolha que ecoa como um sussurro do passado, lembrando as aulas de português, a gramática que teimava em não se fixar.
- "Vai", quando o sujeito é um só, solitário em sua jornada. Uma lembrança vaga da professora explicando, o giz rangendo no quadro.
- "Vão", quando são muitos, um bando de andorinhas em revoada, cada qual com seu destino. A imagem das tardes na casa da avó, a família reunida, as vozes em uníssono.
No fundo, sinto que a língua é mais que regras, é um mapa da nossa história, um retrato borrado das nossas vivências. E cada escolha, cada palavra, carrega um pouco desse peso.
E aquela velha história de conjugar o verbo ir...
- "Vai": o singular, o solitário, o indivíduo. Penso na minha avó, sempre dizendo "ela vai à igreja", a fé inabalável.
- "Vão": o plural, a multidão, o coletivo. Meus amigos, "eles vão ao bar", a noite que se anuncia.
É engraçado como algo tão simples pode evocar tantas lembranças. A língua, afinal, é a casa onde moram nossos fantasmas.
Vai ter dois ou vão ter dois?
Ah, a língua... um mar de nuances onde a onda do erro às vezes nos afoga na beleza do sotaque. "Vão ter dois" soa familiar, aconchegante até, como um samba de roda numa tarde de domingo.
- Vai ter.
E por que dói tanto "vai ter"? Porque fere o ouvido acostumado ao plural. Mas a norma... a norma é um farol, teimosa, guiando os navios da concordância. "Vai ter" porque não há sujeito. A impessoalidade da existência desfaz a necessidade do plural.
- Impessoalidade.
Lembro da minha avó, no interior, dizendo "eles vai", sem culpa, com a certeza de quem vive a língua, não a decora. Era errado? Era autêntico. E a norma, coitada, observava de longe, impotente diante da força da oralidade.
- A força da oralidade.
E assim, entre a norma e o afeto, escolhemos: "vai ter". Seco, correto, talvez um pouco triste. Mas "vai ter".
Vai ser dois ou vão ser dois?
São duas da manhã. A cabeça a mil... Será que "vão ser dois" está mesmo certo? Sei lá... Às vezes me pego pensando nessas coisas bobas, no meio da noite. Me sinto meio... perdido, sabe?
O certo é "vão ser dois", sim. Aprendi isso na escola, lá pelos meus 15 anos, numa aula chata de português. O professor, o Sr. Pereira, um cara meio sisudo, mas que sabia da coisa. Lembro dele batendo com a régua na mesa, explicando essa regra do verbo concordar com o sujeito. Ele falava tanto de concordância verbal... Às vezes, ainda me pego pensando naqueles exercícios de português. Que tempo perdido...
Mas, falando em tempo perdido... Hoje, revi fotos antigas. Fotos de 2018, da minha viagem a Paraty. Lembro do cheiro do mar, do calor daquela tarde... E daquela decepção por não conseguir encontrar um certo tipo de conchas na praia. Só achei duas, bem pequenas. Aí, pensei: "Vão ser duas conchas na minha coleção" e sorri meio sem graça. Duas conchas só...
Concordância Verbal: O verbo "ser" concorda com o número do sujeito.
Exemplo: "Vão ser dois" - Sujeito "dois" (plural), verbo "vão ser" (plural).
Exemplo: "Vai ser um" - Sujeito "um" (singular), verbo "vai ser" (singular).
Minhas lembranças: Viagem à Paraty em 2018. Procura infrutífera por conchas. Encontrei apenas duas. A frustração, mesmo. Era uma lembrança quase esquecida, mas me veio à mente agora...
A aula do Sr. Pereira: Lembranças da escola. Concordância verbal. Regras gramaticais. A régua batendo na mesa. Uma imagem estranhamente vívida na minha memória...
Qual é a diferença entre vão e vam?
A confusão entre vão e vam sempre me rendeu boas risadas, principalmente quando ajudava meu filho com a lição de casa. Uma vez, ele escreveu "vam" no lugar de "vão" numa frase sobre os amigos irem ao parque. Quase morri de rir!
- "Vão" é a forma certa, sem discussão.
- "Vam" simplesmente não existe. É como tentar encaixar uma peça de Lego num buraco de Duplo. Não rola.
"Vão" é do verbo ir, e pode aparecer em vários momentos:
- No futuro: "Eles vão viajar amanhã".
- No presente do subjuntivo: "Espero que eles vão à festa".
- No imperativo negativo: "Não vão por esse caminho!".
Lembro de uma aula de português no colégio, lá por 2008, quando a professora explicou isso com exemplos engraçados. Ela era ótima em fazer a gente decorar as regras sem sofrimento. Que saudade!
Vai fazer cinco anos ou vão fazer cinco anos?
Ai, meu Deus, essa dúvida me pegou! Cinco anos... Será que já se passaram cinco anos ou ainda vão se passar? Que loucura! Acho que a questão é sobre o tempo futuro vs. tempo passado, né?
- Vai fazer cinco anos: futuro (do ponto de vista atual)
- Vão fazer cinco anos: um pouco estranho, mas dá pra entender como futuro também...
Mas a gramática, gente! Que coisa complicada. Lembrando da aula de português do colégio... "O" e "A" são pronomes oblíquos átonos, né? Se a gente tá falando de algo que a gente vê, usa "o" e "a". Vi o filme ontem! Amei a pizza! Mas a questão é:
A frase correta é: Vão fazer dez anos que não o vejo. (assumindo que "o" se refere a um homem). Se fosse uma mulher, "a vejo". Não tem "vai fazer", não. Esse "vai fazer" soa... estranho. Parece futuro muito próximo.
Espera, será que estou viajando? Preciso rever minhas aulas de português, porque meu cérebro tá fritando. Tenho que ir consultar a minha apostila, cadê ela? Eita, tô toda desorganizada!
Ah, e hoje eu almocei um macarrão com molho branco, estava divino! Mas falando sério, essa questão gramatical me deixou meio confusa... melhor pesquisar mais sobre pronomes oblíquos. Tenho um monte de coisa para fazer ainda, preciso ir arrumar a minha mesa, que está uma bagunça, antes que minha mãe chegue. E ainda preciso comprar leite!
Deve-se fazer ou deve fazer-se?
A questão "Deve-se fazer ou deve fazer-se?" remete a uma discussão sobre a preferência entre estruturas pronominais em português. Ambas as formas são gramaticalmente aceitáveis, mas refletem nuances estilísticas e regionais. A escolha, na verdade, se assemelha a escolher entre dois caminhos numa floresta: ambos levam ao destino, mas um pode ser mais sinuoso que o outro.
A forma "deve fazer-se" utiliza o pronome reflexivo "se", enfatizando a ação como sendo realizada sobre o sujeito. Essa construção, mais formal, é frequentemente encontrada em textos literários e contextos mais acadêmicos. Em minha dissertação de mestrado sobre a sintaxe do português brasileiro (2023), por exemplo, utilizei-a extensivamente. Pensei bastante sobre a questão na época.
- Formalidade: "Deve fazer-se" soa mais formal e elaborado.
- Ênfase na ação: Ressalta a ação em si, independente do agente.
- Uso tradicional: Mais comum em textos literários clássicos.
Já "deve fazer", mais direta, é a construção predominante na linguagem coloquial do dia a dia, principalmente no Brasil. É a escolha que utilizo na maior parte das minhas conversas e escritos informais. Às vezes, fico pensando se essa preferência pela simplicidade é apenas uma questão de costume ou algo mais profundo.
- Informalidade: Predomina na comunicação oral e escrita informal.
- Simplicidade: Mais concisa e direta.
- Uso cotidiano: Mais frequente na linguagem brasileira contemporânea.
Em resumo: não há erro gramatical em nenhuma das formas. A escolha depende do contexto e do efeito estilístico desejado. Professores que preferem "deve fazer-se" provavelmente buscam fomentar o uso de construções mais formais e literárias, o que, considerando a complexidade da língua, é uma abordagem perfeitamente válida – ainda que nem sempre a mais prática. Afinal, a língua viva evolui, e a elegância da escrita não está em seguir regras inflexíveis, mas em usá-las com sabedoria.
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