Como se chama a pessoa que conversa muito?

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Chamamos de prolixo ou loquaz a pessoa que conversa muito. Essa característica pode ser descrita por vários termos, incluindo: Verboso Palavroso Tagarela Facundo Essas palavras designam quem usa excesso de palavras ao se expressar.
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Qual o nome ou adjetivo para a pessoa que fala demais?

Sabe, eu acho que a gente chama alguém que fala um monte de gente por vários nomes, né. Tipo, o mais comum é "tagarela", mas tem uns mais chiques tipo "prolixo" ou "verboso". Se alguém fala tanto que até confunde, aí pode ser "difuso".

Às vezes, quando um amigo meu começa a falar sem parar sobre um assunto, eu penso "nossa, que facundo". É engraçado como tem tantas palavras pra dizer a mesma coisa, mas cada uma com um jeitinho diferente.

Uma vez, numa festa em Lisboa, conheci uma senhora que falava tanto, mas tanto, que eu nem conseguia trocar duas palavras com ela. Era uma verdadeira "palavrosa". A gente até se divertiu com isso depois, rindo da situação.

E quando a pessoa usa um monte de palavras pra dizer algo simples, tipo "pleonástico" ou "redundante", sabe? Parece que quer dar um ar de sabichão, mas no fundo só tá enchendo linguiça.

Eu mesmo já fui assim, sabe? Na faculdade, achava que falar muito demonstrava inteligência. Que bobagem, né. Agora tento ser mais direto, mas às vezes me escapa uma palavra aqui, outra ali. É um processo, eu acho.

Se alguém fala demais, tipo, sem parar mesmo, a gente pode chamar de "verborreico". Essa palavra me soa forte, dá a ideia de que a pessoa tá quase transbordando de tanta fala.

Como definir uma pessoa que fala demais?

Era uma tarde de terça-feira, lá por volta das três. Estava no Café Central, aquele com o toldo azul desbotado, tentando trabalhar no meu notebook. O aroma de café torrado pairava no ar, misturado com o burburinho de conversas.

De repente, sentei ao meu lado, sem convite, a dona Lurdes. Ela é conhecida na vizinhança por ter uma língua mais solta que pneu de caminhão. Começou a me contar sobre a dor no joelho dela, que segundo ela, piora com a chuva.

"Sabe, meu filho, essa dor é igualzinha à que minha tia Zefa sentia lá em Minas. Ela caiu de uma escada e... ah, essa escada era de madeira velha, sabe? Um dia, o degrau quebrou..." e lá se foram uns vinte minutos, só sobre a escada e a queda da tia Zefa.

Eu tentava dar um "hmm" aqui, um "pois é" ali, mas ela nem piscava, embrenhada em detalhes da sua saga familiar, passando pela receita de bolo de fubá da sogra dela, que era de Tietê, cidadezinha do interior de São Paulo, famosa por seus...

Enquanto ela falava, eu sentia minha paciência ir se esgotando. Olhava para o relógio, para a tela do notebook, para a janela, qualquer coisa que não fosse o rosto animado dela, cheio de detalhes irrelevantes. Era como se eu estivesse preso em um monólogo involuntário.

Uma pessoa que fala demais demonstra um fluxo contínuo e excessivo de palavras, dominando o espaço da conversa. Ela tende a:

  • Interromper falas alheias com frequência.
  • Compartilhar informações detalhadas e desnecessárias, sem medir o interesse do interlocutor.
  • Ignorar ou não perceber sinais sociais de que a conversa não está fluindo ou que o outro deseja intervir.
  • Manter o foco em si mesma, dificultando a troca recíproca de ideias.
  • Falar por longos períodos sem pausas para que outros participem.

Ela, coitada, parecia genuinamente animada, sem a menor noção de que estava sugando toda a minha energia e tempo, que deveria estar dedicando a um relatório importantíssimo. Quando finalmente conseguiu pegar fôlego para me perguntar sobre meu dia, já eram quase quatro e meia.

No fim, ela foi embora, deixando um rastro de palavras e um silêncio que pareceu um alívio abissal. Eu fiquei ali, com o café frio e o relatório para fazer, pensando em como a falta de autopercepção pode ser tão cansativa para quem está do outro lado.

Informações adicionais sobre o comportamento:

  • Dificuldade em escutar ativamente: O foco está mais em emitir do que em receber informações.
  • Comportamento repetitivo: Pode retornar aos mesmos assuntos ou detalhes várias vezes.
  • Exploração excessiva de temas: Mesmo em conversas curtas, pode aprofundar-se em tópicos secundários.
  • Causar esgotamento social: O interlocutor pode se sentir mentalmente cansado e sobrecarregado.