Como se chamam as pessoas de Valença?

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Valencianos. As pessoas de Valença, Portugal, são conhecidas como valencianos. Este termo identifica os habitantes desta cidade histórica do Minho, celebre pela sua Fortaleza e pela conexão com a Galiza. Uma denominação que destaca sua identidade cultural na região.
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Qual o gentílico das pessoas que nascem em Valença?

Quem nasce em Valença é valenciano. Lembro-me perfeitamente da primeira vez que ouvi isso, estava na fortaleza, ali por 2019, a meio da tarde, a comer uma bola de berlim. Não foi em nenhum livro, foi da boca de um local.

Perguntei a um senhor de uma lojinha de toalhas, um desses negócios que passam de geração em geração, e ele respondeu com um sotaque carregado 'nós somos valencianos'. A palavra tinha um peso diferente dita por ele, ali no meio daquela confusão de turistas e de sacos de compras.

Pra mim o termo ficou ligado àquela muralha imponente e à vista para Tui, em Espanha. É mais do que um nome, é uma identidade de gente da raia, habituada a olhar pro outro lado do rio Minho e a ver outro país. Aquilo molda uma pessoa.

P: Qual o gentílico das pessoas que nascem em Valença?R: O gentílico para quem nasce em Valença é valenciano (masculino) ou valenciana (feminino).

P: Como se chamam os habitantes de Valença, Portugal?R: Os habitantes de Valença são chamados de valencianos.

Que visitar em Valença?

Para visitar em Valença, veja o essencial. É isto.

  • Fortaleza de Valença. Muros antigos. Pedra. Um limite. Vigiou o rio, a fronteira. Séculos de estratégias, de vida a escoar.

    • Duas cinturas defensivas. Um labirinto de ruas, casas. Pessoas vivem lá, dentro. O tempo passa, as muralhas ficam. Sempre observei que a verdadeira resistência não está na pedra, mas na persistência silenciosa de quem a habita.
    • Construída para guerra. Hoje, acolhe o quotidiano. Uma lição, talvez, de adaptação.
  • Feira Semanal de Valença. Comércio. Vende-se, compra-se. Um ritmo. Semanal.

    • Um ponto de encontro antigo. A humanidade necessita trocar, falar. Mesmo por umas horas. Uma dança económica. Presenciei ali, em dias de chuva miúda, a forma como a vida continua, inabalável, sob lonas molhadas.
    • Cores, vozes, cheiros. Um microcosmo.
  • Marco Miliário Romano. Pedra. Número. Distância. Um ponto no caminho de quem veio antes.

    • Resquício de uma estrada imperial. O império desvanece, a pedra permanece. A vaidade dos feitos humanos inscrita no duro material. Pouco importa agora o número exato.
    • Testemunha muda. O propósito inicial há muito que se perdeu na memória colectiva, restando a sua presença física.
  • Igreja de Santa Maria dos Anjos. Fé. Um abrigo. Ou uma promessa.

    • Arquitetura românica, gótica. Uma história de séculos. Pessoas entravam, saíam. Buscavam algo. Silêncio. Ou preces. Vi-a sempre como um porto, por mais que os barcos sejam outros.
    • O sagrado na pedra. A luz que entra pelos vitrais. Uma constante.
  • Igreja de Santo Estêvão. Outra fé. Outro tempo. Construção.

    • A devoção molda a paisagem. Um local de contemplação. Ou de hábito. A arte sacra, um espelho de crenças e aspirações. Um esforço humano para alcançar o divino.
    • Uma presença discreta na malha urbana. Cada pedra, uma mão que a colocou.
  • Capela do Bom Jesus. Pequena. Promessa, sacrifício. Escadas até lá.

    • Um ponto de vista diferente. O caminho é parte da experiência. A subida. Reflexão. Ou apenas cansaço. Lembro-me do vento lá em cima, parecendo levar os pensamentos.
    • Oferece uma vista. A paisagem abaixo, a vida que se desenrola.
  • Museu do Bombeiro de Valença. Máquinas. Uniformes. Memória de serviço.

    • Dedicação. Risco. A história de quem protege. Fogo, salvamento. O homem contra o caos. Uma homenagem, fria e factual, ao dever.
    • Preserva objetos. Testemunhos de coragem. O que se faz pelos outros.
  • Estátua de São Teotónio. Figura. Bronze ou pedra. Olhar fixo. Um nome.

    • O primeiro santo português. Um legado. Ou uma representação. O pedestal, um lembrete de que alguns são elevados. A importância da figura é o que os outros atribuem a ela.
    • Parado no tempo. A cidade move-se à sua volta. Ele observa, imóvel.