Que tipo de trabalho os imigrantes desenvolveram no Brasil?
Quais trabalhos imigrantes realizaram no Brasil?
Minha avó, italiana, chegou em São Paulo em 1958, aos 18 anos. Trabalhou numa fábrica de tecidos em Brás, ganhando pouco, mas enviando dinheiro pra família na Itália. Era duro, a jornada era longa, o ambiente, sufocante. Lembro dela me contando sobre as máquinas barulhentas e o cheiro forte de algodão.
A imigração italiana, principalmente no Sul, transformou a agricultura. Meus tios-avôs, por exemplo, se estabeleceram em terras no interior de São Paulo, plantando café. Muito trabalho braçal, sob o sol escaldante. Construíram uma vida do zero, sem quase nada, mas com muita força.
A contribuição deles, e de tantos outros, é imensurável. Não são só números em gráficos, são histórias reais de superação. No comércio, também. Meu pai sempre me disse que muitos imigrantes japoneses e coreanos montaram seus negócios, de quitandas a lojas de roupas, criando oportunidades.
Imigrantes sempre ocuparam todas as áreas, desde a lavoura até os escritórios, mas geralmente, inicialmente, nos trabalhos mais pesados, menos valorizados. A construção civil, por exemplo, sempre contou muito com imigrantes. Vi isso de perto na construção do metrô, nos anos 80, em Sampa. Muita gente de outros países trabalhando ali.
E a cultura? A gastronomia brasileira é um caldeirão de influências, mesclada pela força da imigração. Delicioso e enriquecedor.
Quais as principais atividades desenvolvidas por imigrantes ao chegarem no Brasil?
Ah, a saga dos imigrantes no Brasil! Uma epopeia digna de um bom samba, com seus altos e baixos, seus sucessos e seus "quase". A verdade é que, assim como num casamento, a atividade principal varia bastante de acordo com o "noivo" (o imigrante, no caso) e a "noiva" (a realidade brasileira, que às vezes é bem... temperamental).
Mas, generalizando com o charme de quem já viu uns quantos carnavais (e imigrantes!), as atividades se concentram em:
Setor informal: Aquele "jeitinho brasileiro" que todo mundo conhece, mas que, muitas vezes, funciona como uma "tábua de salvação" para quem chega sem grana. De camelôs a diaristas, o informal acolhe com os braços abertos (e às vezes, com a burocracia fechada na cara). Recentemente, vi um venezuelano vendendo arepas divinas na esquina da minha rua!
Construção civil: Cimento, tijolo e suor. A construção civil, muitas vezes, representa a primeira porta de entrada no mercado de trabalho formal para muitos imigrantes. É pesado, mas paga as contas – e, cá entre nós, ajuda a construir o Brasil.
Serviços domésticos: Limpeza, cuidados com crianças e idosos… uma atividade que, apesar de muitas vezes precarizada, garante o sustento para diversas famílias imigrantes. Minha avó, por exemplo, sempre teve uma empregada boliviana incrível, a dona Elena, que sabia preparar o melhor puchero que já comi!
Agricultura: De colheita a plantio, o campo brasileiro sempre recebeu imigrantes com os braços abertos (ou, pelo menos, com um arado na mão). Afinal, alguém precisa plantar toda essa fartura que temos nas mesas, né?
Claro, a realidade muda dependendo da nacionalidade, da qualificação profissional e até da sorte – elemento crucial em qualquer empreitada, seja ela imigratória ou não. Afinal, a vida é uma roleta-russa, mas com um tempero brasileiro único. E, às vezes, esse tempero é bem apimentado…
(Observação pessoal: Tenho um amigo sírio que abriu um restaurante maravilhoso. Sucesso absoluto! Mas a burocracia... Essa sim, merece um capítulo à parte!)
O que são imigrantes e emigrantes?
Emigrantes são aqueles que partem. Levam consigo pedaços de nós, memórias tatuadas na alma, sonhos desfeitos e refeitos em terras distantes. Sinto um nó na garganta só de pensar na partida.
- São como barcos à deriva, buscando um novo porto seguro.
- Deixam rastros de saudade no cais.
Imigrantes são os que chegam. Trazem consigo a esperança renovada, a promessa de um futuro melhor, o brilho nos olhos de quem acredita. Eles me lembram da minha avó, que veio da Itália com a mala cheia de nada e o coração transbordando fé.
- São faróis que iluminam nossa escuridão.
- Plantam sementes de diversidade em nosso jardim.
Migrantes, ah, os migrantes... São como o vento, que sopra para onde quer. Estão sempre em movimento, buscando um lugar ao sol, um canto para chamar de seu. Me fazem pensar nas andorinhas, que voam de um lado para o outro, sem nunca se fixarem.
- São nômades modernos, em busca de um oásis.
- Tecem a tapeçaria da vida com fios de diferentes cores.
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