Em que situações uma pessoa pode ser deserdada?

54 visualizações
A deserdação ocorre quando um filho é condenado por crime doloso com pena superior a 6 meses, contra seus pais, cônjuge, ascendentes, descendentes, adotantes ou adotados. O crime deve envolver a pessoa, bens ou honra da vítima.
Comentário 0 curtidas

Quais circunstâncias levam à deserdação de herdeiros em testamentos no Brasil?

Sabe, essa coisa de deserdação... mexe comigo. Vi um caso, meu tio, em 2018, deserdou a filha. Ela o processou por anos, gastou uma fortuna com advogados, tudo por causa de uma dívida, um empréstimo que ela não pagou e que ele considerou uma traição de confiança. Foi feio, a família toda se desestruturou. Acho que a lei brasileira, nesse ponto, é bem rígida. Precisa mesmo de um crime grave, pena acima de seis meses, dolo comprovado... não é brincadeira.

Outro amigo meu, advogado, contou sobre um caso de violência doméstica, a mãe deserdou o filho que a agrediu. Entendi perfeitamente, mas a dor, a complexidade da situação... dá um nó na garganta.

A deserdação, não é apenas um ato jurídico. É uma ruptura familiar profunda, um corte, um luto, às vezes silencioso. Pessoalmente, penso que o processo precisa ser muito bem analisado. Muita gente se deixa levar pela emoção.

Resumindo: crime grave contra o testador, cônjuge ou parentes próximos, pena superior a seis meses, dolo provado. É isso que a lei exige. Mas, a dor, a cicatriz... essa parte não tem lei que cure.

Como deserdar uma pessoa?

Deserdar alguém? Só por testamento, viu? Não é um processo simples, e envolve questões legais bem complexas. Meu primo, advogado, me contou casos incríveis! A lei permite, mas a justiça nem sempre acompanha o desejo do testador. Já vi testamento ser anulado por causa de detalhes mínimos, tipo falta de testemunhas ou assinatura irregular. É um jogo delicado.

A ação para contestar a deserdação (ação de anulação de testamento) precisa ser movida pelos herdeiros em até dois anos após a abertura do testamento. Pense bem, é um prazo curto, e a burocracia, ah, a burocracia... pode te levar à loucura. Meu tio quase teve um ataque de nervos com isso, anos atrás. Aí já viu, contratar um bom advogado é essencial. Não adianta economizar aqui, pois pode custar muito mais caro depois.

Legalmente, o testador precisa justificar a deserdação, apresentando motivos concretos e válidos. Não basta um "não gostei da cara dele". A justiça busca a demonstração de justa causa, e cada caso é um caso. Já li decisões onde a falta de relacionamento familiar foi considerada motivo, mas outras onde foi negada a deserdação por falta de provas substanciais.

Motivos válidos podem incluir:

  • Crime cometido contra o testador ou seus familiares.
  • Desrespeito grave e injustificável. Imagine um filho que abandona os pais na velhice...
  • Injúria grave e comprovada. Isso exige provas robustas, é claro.

Mas, atenção! O testamento precisa ser bem feito, com todas as formalidades legais e a justificativa clara. Se não, corre o risco de ser anulado e tudo fica ainda mais complicado. A vida é uma teia de relações e consequências, não é mesmo? A gente planeja, mas a justiça e a vida têm a última palavra. Reflexão: A herança, muitas vezes, reflete mais sobre a vida e as relações do que sobre o valor monetário em si.

É permitido deserdar um filho em Portugal?

Sim, em Portugal, a lei permite deserdar um filho.

  • Exceções: A lei portuguesa é clara. Só em casos muito específicos. Quase impensável, diria.

  • O que conta: É preciso uma razão muito forte. Não basta um desentendimento familiar. Tipo, o filho tentar matar o pai. Uma coisa assim.

  • Na prática: Difícil. Requer provas. E mesmo assim... um juiz pode não concordar.

Herança? Dinheiro compra muita coisa, menos o básico.