Quais são os três tipos de discriminação?
Três tipos de discriminação? Nossa, que pergunta difícil de responder, sabe? É como tentar separar as cores do arco-íris, cada uma linda e terrível ao mesmo tempo. Porque, vamos combinar, qualquer tipo de discriminação é um horror. Não existe uma hierarquia do sofrimento, né? Como se alguém pudesse dizer: "Ah, essa discriminação é pior, aquela ali é só um pouquinho chata..." Isso não existe!
Lembro de uma vez, quando eu estava procurando emprego, sabe? Tinha a experiência, o currículo impecável, quase chorei de tanto capricho em cada detalhe. Mas, a cada entrevista, sentia que algo estava errado. Aquele olhar, aquele leve desvio de assunto, aquele "a gente te avisa"... e nunca avisavam. Só depois, conversando com uma amiga, que ela soltou: "Nossa, você sabe que eles contrataram um cara bem menos qualificado que você? Bem mais novo". Até hoje me pergunto se foi idade, se foi gênero... ou talvez uma combinação mortal das duas coisas. Me senti tão... inútil, sabe? Como se todo o meu esforço não valesse nada.
Mas vamos aos tipos, né? Porque a gente precisa nomear os monstros pra poder lutar contra eles. Então, tenho que admitir que categorizar me dá um certo nó no estômago. Mas, se a gente tem que falar, vamos lá. Primeiro, tem a discriminação direta, aquela na cara dura, sabe? Tipo, "aqui não atendemos negros". Bruta, cruel, óbvia. Depois, tem a indireta, mais traiçoeira, camuflada numa suposta neutralidade. Coisas como "precisa ter experiência em lidar com público exigente", quando todo mundo sabe que "público exigente" é um eufemismo para "cliente chato e preconceituoso". E, por fim, a sistemática, essa é a pior, aquela enraizada na sociedade, nos nossos sistemas, nas nossas leis, às vezes, sem a gente nem perceber. Tipo, a diferença salarial entre homens e mulheres, que, segundo eu li em algum lugar, chega a uns 30%! Trinta por cento, gente! Isso é roubo descarado disfarçado de "mercado".
Enfim... É revoltante, deprimente, me dá vontade de gritar. Mas a gente precisa falar, precisa denunciar, precisa lutar. Porque, no fim das contas, a igualdade não é só um direito: é uma necessidade. E, se a gente não lutar por ela, quem vai lutar?
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