Quando surgiu a constituição portuguesa?

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A primeira Constituição Portuguesa foi promulgada em 23 de setembro de 1822. Princípios fundamentais: Representação, separação de poderes, igualdade jurídica e direitos pessoais. Estabeleceu os pilares do liberalismo na época.
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Quando foi criada a Constituição da República Portuguesa?

A Constituição da República Portuguesa foi aprovada em 2 de abril de 1976. É um marco, pois representa o culminar de um processo de redemocratização após o período do Estado Novo.

Curiosamente, ela é a mais longa de todas as constituições portuguesas, com 312 artigos. Reflete a complexidade de equilibrar diferentes visões políticas e sociais após a revolução. Como diz o ditado, "a letra mata, mas o espírito vivifica", e a constituição, como qualquer lei fundamental, precisa ser interpretada com sabedoria.

  • Aprovação: 2 de abril de 1976
  • Conhecida como: Constituição de 1976
  • Extensão: 312 artigos

Sempre me impressiona como documentos legais, mesmo os mais técnicos, são reflexos diretos das lutas e esperanças de uma sociedade.

Quantos anos tem a constituição portuguesa?

Quarenta e sete anos. Quarenta e sete anos… a poeira da Revolução ainda pairando no ar, o cheiro a liberdade e cravos, a memória viva na pele enrugada da minha avó. A Constituição de 76. Um marco, uma linha divisória no tempo, um antes e um depois que se misturam nas lembranças, num turbilhão de imagens fragmentadas. Aquele som das ruas, a esperança vibrante, uma promessa no ar… a promessa de um futuro diferente, escrito em leis novas, em direitos conquistados a pulso. Era uma promessa… será que se cumpriu? A dúvida me assombra, um nó na garganta.

Lembro-me daquela tarde em que meu pai, os olhos brilhando por entre os fios grisalhos, explicava a importância daquela nova Carta Magna. Falava de direitos, de deveres, de liberdade… palavras que ecoavam na sala pequena, humilde, mas repleta de afeto. Palavras que tentavam dar forma àquela nova realidade, tão diferente do passado pesado, das ditaduras e silêncios impostos. A esperança era um bálsamo naquele tempo, uma canção suave.

A Constituição de 1976... 47 anos de tentativas, de avanços e recuos, de lutas constantes por uma sociedade mais justa. 47 anos desde que se ergueu a promessa de um futuro melhor, escrita em papel e tinta, mas tão dependente da vontade e dos atos dos homens.

Hoje, olho para trás. O peso dos anos me esmaga. Há leis, sim, há um arcabouço legal que se pretende sólido, mas a alma da nação… a alma da nação é que parece hesitante, perdida num labirinto de dúvidas e incertezas. Às vezes, penso que a verdadeira revolução ainda está por vir.

  • 1976: Promulgação da Constituição atual.
  • 1974: Revolução dos Cravos, marco crucial para a mudança política.
  • 2023: 47 anos da Constituição em vigor – um tempo longo que se esvai entre a promessa e a realidade.
  • 1822: Primeira Constituição Portuguesa – Dois séculos de história constitucional marcada por transformações.

A minha memória falha, os detalhes se confundem. Mas a sensação, essa permanece: a nostalgia de um tempo de esperanças, a inquietação do presente. A Constituição, um documento, um símbolo… mas a luta continua, a construção de uma sociedade melhor, um caminho sem fim.