Quando um herdeiro não concorda com a partilha?

8 visualizações
Quando um herdeiro discorda da partilha, a solução amigável é prioridade. Não havendo acordo, o inventário judicial se torna obrigatório, pois o inventário extrajudicial exige concordância unânime entre os herdeiros.
Comentário 0 curtidas

E então, o que acontece quando a família, em vez de se unir, se desfaz num turbilhão de desavenças por causa de uma herança? Ai, gente, quem me dera que fosse só em filmes… Mas não é, né? Já vi acontecer de perto, vi a minha tia quase perder a cabeça com a divisão da casa da avó, uma casa cheia de memórias, de cheiros de bolo e de risos... uma casa que, de repente, se tornou num campo de batalha.

Quando um herdeiro não concorda, a coisa complica, complica muito. A ideia de uma solução amigável? Lindo, no papel. Na prática? Meu Deus! Às vezes, parece que as pessoas esquecem que eram família. Que tinham memórias em comum, sorrisos compartilhados, um passado inteiro que, subitamente, fica esquecido. É inacreditável como a ganância consegue ofuscar tudo.

A verdade é que, se não houver um acordo entre todos – e eu digo todos, mesmo o primo distante que ninguém se lembra direito quem é, mas que também quer a sua fatia do bolo -, a coisa vai parar no inventário judicial. Sim, aquele inventário que ninguém quer, cheio de papéis, advogados, e uma espera que parece não ter fim. Já ouvi falar de casos que duraram anos, anos de brigas, de discussões, de um desgaste emocional absurdo. Cinco, seis anos, é o que dizem as estatísticas, pelo menos é o que me contaram. Mas isso, sinceramente, parece uma eternidade quando se está no meio da tormenta. O inventário extrajudicial? Só funciona se houver unanimidade. Parece fácil, né? Mas com famílias grandes e complexas? Esquece.

Lembro-me da minha vizinha, a dona Maria, que quase teve um ataque cardíaco com a confusão da herança do pai. Ela passou meses, meses a fio, em audiências. Gastou uma fortuna com advogados. E sabe o quê? No fim das contas, mal conseguiu o que era seu por direito. Será que valeu a pena todo aquele sofrimento? Essa é uma pergunta que me assombra, porque às vezes parece que, no fim, a gente só fica com as cicatrizes das batalhas. É triste, mas a vida é assim mesmo as vezes, né?