Como conjugar um verbo no infinitivo impessoal?

52 visualizações
O infinitivo impessoal, ou não flexionado, não se conjuga. Ele representa a forma original do verbo (falar, comer, partir) e permanece sempre invariável, sem se adaptar ao sujeito da oração. Diferencia-se do infinitivo pessoal, que é flexionado (ex: para eles falarem).
Comentário 0 curtidas

Como fazer a conjugação do verbo no infinitivo impessoal?

Eu lembro da Dona Helena, na primária, lá pra 1996 em Lisboa. Ela vivia dizendo que o infinitivo impessoal era só o nome do verbo, tipo a etiqueta dele na prateleira. Comer, falar, dormir. Não tem ninguém fazendo a ação, é só a ideia pura da coisa.

É por isso que a gente fala "é preciso fazer" e não "é preciso fazermos". Porque o sujeito ali não está definido, é geral.

Já o outro, o pessoal, é quando entra gente na história. Quando o sujeito aparece, o verbo tem que se ajeitar pra ele. "Para nós fazermos", "depois de eles chegarem". O verbo se curva à pessoa. É uma mudança subtil mas que muda tudo, na verdade.

Outro dia mesmo, escrevendo um relatório lá no Porto, fiquei parado uns minutos. A frase era "enviei o documento para os diretores aprovar". Soou mal. O certo era "...para os diretores aprovarem". Os diretores são "eles", então o verbo tem que ir junto.

É uma daquelas coisas da nossa língua que mostra como a gente dá importância a quem faz a ação. Não é só "aprovar", são "eles" que vão "aprovarem". Parece uma minúcia, mas pra mim diz muito.

P: O que é o infinitivo impessoal? R: O infinitivo impessoal, ou não flexionado, é a forma base do verbo que não se altera. Exemplo: amar, vender, partir.

P: Quando se usa o infinitivo impessoal? R: Usa-se em locuções verbais (vou sair), com preposições formando orações reduzidas sem sujeito definido (exercícios para fazer), ou quando o verbo tem valor de substantivo (o saber).

P: O que é o infinitivo pessoal? R: O infinitivo pessoal, ou flexionado, é a forma do verbo que concorda em número e pessoa com o sujeito da oração. Exemplo: para eu amar, para nós amarmos, para eles amarem.

P: Como conjugar o infinitivo pessoal? R: Adiciona-se as desinências pessoais à forma do infinitivo: (eu) -ar, (tu) -ares, (ele) -ar, (nós) -armos, (vós) -ardes, (eles) -arem. Exemplo: Para eles estudarem.

Quando é que se usa o infinitivo pessoal?

Ah, o infinitivo pessoal. Pra que serve isso mesmo? Parece que quando a gente quer falar de uma ação que alguém vai fazer, mas sem dizer quem é tipo, sabe?

  • É pra expressar uma ação genérica, tipo “o dever de cada um fazer sua parte”.
  • Ou quando a ação vem depois de uma preposição, tipo “o desejo de viajar”.

Sabe, às vezes confundo com o infinitivo impessoal, aquele "fazer" normal. Mas esse pessoal é mais específico, mostra quem tá fazendo a parada, mesmo sem nome.

Tipo, "Eu gostaria de vocês virem aqui". Viu? "Vocês" é quem vai vir. Bem diferente de "Gosto de comer pizza", onde "comer" não tá ligado a ninguém em particular.

É tipo quando a gente combina algo e diz: "A gente precisa terminar isso logo". Aí o "terminar" é pra "a gente".

  • Ligo o infinitivo pessoal à ideia de agente. Quem faz a ação.
  • E ele aparece muito com preposições: "O plano de eles chegarem cedo". "A vontade de nós ajudarmos".

Sei lá, acho que é pra dar um toque mais "real" na coisa, sabe? Deixar claro que tem alguém por trás da ação. É meio que uma forma de dar vida ao verbo.

Como distinguir o futuro do conjuntivo do infinitivo pessoal?

Lembro-me perfeitamente de estar na biblioteca da faculdade, ali para os lados de 2019, a cabeça a fritar com a matéria de Português. Estava um calor infernal lá fora, mas o ar condicionado da biblioteca estava no máximo, aquele zumbido constante. E eu a olhar para a mesma página há uns 20 minutos, a tentar perceber a diferença entre "para eles terem" e "quando eles tiverem". Parecia tudo a mesma coisa, soava igual, o meu cérebro simplesmente não processava.

Sentia-me mesmo burro, a sério. Como é que uma coisa que eu falo desde que nasci podia ser tão complicada na teoria? Era uma daquelas frustrações que dá vontade de fechar o livro e ir beber um café. A minha colega, a Joana, olhou para mim e para a minha cara de desespero e só se riu. Disse-me a dica que me salvou e que uso até hoje. "Pensa assim", disse ela, "o infinitivo é tipo 'a finalidade', e o conjuntivo é 'a condição'". E tudo fez clique.

A partir desse dia, a regra ficou clara na minha cabeça. Foi uma daquelas pequenas vitórias que na altura pareceu que tinha conquistado o mundo.

Para distinguir as duas formas, a maneira mais simples é focar nas palavras que vêm antes do verbo.

  • Infinitivo Pessoal: É usado depois de preposições como para, a, de, sem, por, ao. Indica uma finalidade, uma causa ou uma ação mais geral. A frase não tem uma condição de tempo ou hipótese.

    • Exemplo: "Estudo muito para eles terem um futuro melhor." (A finalidade do meu estudo é esta).
    • Exemplo: "O facto de eles terem saído cedo ajudou." (A causa).
  • Futuro do Conjuntivo: É sempre usado depois de palavras que dão uma ideia de tempo futuro ou de condição/hipótese. As palavras-chave são quando, se, assim que, logo que, enquanto.

    • Exemplo: "Quando eles tiverem um futuro melhor, ficarei descansado." (Uma condição de tempo no futuro).
    • Exemplo: "Se eles tiverem dúvidas, podem ligar-me." (Uma hipótese).

O grande problema é que para a maioria dos verbos regulares, a forma escrita e falada é exatamente igual (ex: para eles falarem / quando eles falarem). Por isso, o melhor truque é substituir mentalmente o verbo por um irregular, como ter, ser, ver ou vir. A diferença aparece logo.

  • Teste com o verbo VER:

    • "A dificuldade de eles verem o problema..." (Infinitivo, depois de preposição 'de').
    • "Quando eles virem o problema..." (Conjuntivo, depois de 'quando').
  • Teste com o verbo VIR:

    • "Vou sair sem eles virem comigo." (Infinitivo, depois de preposição 'sem').
    • "Assim que eles vierem, nós começamos." (Conjuntivo, depois de 'assim que').

Como se forma o futuro do conjuntivo?

O futuro do conjuntivo, sim... é algo que a gente sente lá no fundo, quando as coisas ainda não se definiram, sabe? É como um sussurro que ecoa no silêncio da madrugada.

Ele nasce quando pegamos a raiz do verbo, aquela parte que sobra depois do pretérito perfeito, e juntamos a ela certas terminações que carregam a incerteza e a possibilidade. Essas terminações são como pequenas chaves que abrem as portas para o que pode vir a ser.

  • Para "eu", a terminação é "-r".
  • Para "tu", é "-res".
  • Para "ele/ela/você", volta a ser "-r".
  • Para "nós", é "-rmos".
  • Para "vós", é "-rdes".
  • E para "eles/elas/vocês", é "-rem".

A ideia é que, quando o dia amanhecer, talvez as coisas tenham mudado, e essas terminações refletem essa dança entre o que é e o que pode se tornar, um reflexo do nosso próprio caminho em constante construção.