Como funciona a competência 3 do Enem?

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A Competência 3 do Enem testa sua capacidade de relacionar, interpretar e extrair dados explícitos e implícitos de textos. Avalia sua leitura crítica, como você compreende ideias, identifica argumentos, reconhece a intenção do autor e faz inferências, conectando o texto a outros saberes.
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Como funciona a avaliação da Competência 3 na redação do Enem?

Olha, a Competência 3 na redação do Enem é meio que o coração de como a gente pensa na hora de ler, né. Pra mim, sempre foi sobre conseguir pescar o que o texto realmente quer dizer, não só as palavras soltas. É tipo quando você lê uma coisa e tem que entender o sentido geral, sabe, qual a ideia principal que o autor tá querendo passar ali.

Lá em 2017, na minha primeira tentativa no exame, em Porto Alegre, no colégio de um amigo meu, eu tava super preocupado com isso. Eles querem que a gente veja os argumentos, como o texto foi construído, e as relações entre uma ideia e outra, tipo, o que levou a essa conclusão. Não é só copiar o que tá lá.

O que me complicava um pouco era identificar a intenção do autor, o ponto de vista dele, sem colocar a minha opinião no meio. E também tem a parte de inferir informações que não estão escritas diretamente, aquelas coisas nas entrelinhas. Teve uma vez, num simulado de casa, que errei uma questão porque não percebi a ironia, passei reto. Isso me custou uns pontos naquela época.

Eles esperam que você consiga pegar o que o texto apresenta e fazer umas conexões com o mundo lá fora, com outras coisas que você aprendeu, com o seu conhecimento mesmo. Tipo, ligar o assunto da redação com algo que vi na aula de história sobre desigualdade social ou alguma coisa de geografia. É um monte de coisa pra pensar ao mesmo tempo, mas é assim que avaliam nossa capacidade de ler e interpretar.

O que faz perder ponto na competência 3?

Era um sábado nublado, lá por 2019, acho. Sentado na varanda de casa, caderno na mão, o desespero batendo pra prova do Enem. A Competência 3... aff. O que eles queriam? Lembro de pensar que era tipo, sei lá, saber escrever. Que bobagem!

Na real, a Competência 3 do Enem avalia a capacidade do candidato de selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista. Não é só saber escrever bonito, é saber o que dizer e como encaixar tudo.

O que derruba ponto na Competência 3:

  • Falta de repertório: Não ter nada pra mostrar, tipo só ficar repetindo a pergunta ou falando de senso comum. Precisa de um lance a mais, algo que mostre que você leu, pensou.
  • Argumentos desconexos: Jogar ideias soltas sem ligar uma na outra. Parece um rádio chiando, nada faz sentido. Tem que ter uma linha, um fio condutor.
  • Informação mal utilizada: Citar algo, mas não saber explicar o que aquilo tem a ver com o que você tá falando. Ou então, citar coisa errada, que não ajuda em nada.

Lembro de um amigo que tirou nota baixa uma vez. Ele falou que o corretor disse que os argumentos dele eram "superficiais" e que ele "não desenvolveu a tese com clareza". Isso é a tal da Competência 3. É sobre ter profundidade e coesão.

Mais sobre o que pode prejudicar:

  • Fuga do tema: Começar a falar de outra coisa que não tem nada a ver com a proposta. Isso aí é game over na hora.
  • Generalização excessiva: Dizer "todo mundo pensa assim" ou "sempre foi assim". Isso não é argumento, é achismo.
  • Repetição: Ficar falando a mesma coisa com outras palavras. O corretor percebe e não gosta.

Um professor meu disse uma vez que a Competência 3 é como montar um quebra-cabeça. Você tem as peças (informações, fatos) e precisa encaixar direitinho pra formar a imagem (seu argumento). Se as peças não batem, a imagem fica feia.

Resumindo o que os corretores buscam:

  • Coerência: As ideias se encaixam logicamente.
  • Fundamentação: Os argumentos são sustentados por informações relevantes.
  • Progressão: O texto avança, desenvolvendo o raciocínio.

Entender isso mudou minha forma de escrever pra prova. Não era mais só "falar", era "construir um raciocínio sólido".

Como não perder ponto na C3?

Para não perder pontos na Competência 3, selecione, relacione e organize argumentos que defendam um ponto de vista claro. A estrutura lógica do texto é o foco.

A verdade sobre a C3 é crua. Não se trata de erudição vazia. É sobre a arquitetura das ideias. O corretor busca um caminho claro, não um labirinto de citações aleatórias.

Um projeto de texto é a espinha dorsal. Sem ele, o texto desmorona.

  • Mapa no rascunho. Antes de uma única linha, defina o que cada parágrafo vai provar. Qual a tese? Qual o argumento 1? Qual o argumento 2? Como eles se conectam? Sem desvios.

  • Repertório que serve. Citar Foucault só por citar é suicídio argumentativo. A informação externa precisa servir ao seu argumeto, amarrar a ideia. Senão, é só decoração. Inútil.

  • Progressão textual. O segundo parágrafo de desenvolvimento deve avançar a discussão, não repetir o primeiro com outras palavras. É uma construção, não uma lista de compras. Cada frase leva à próxima.

Na minha vez, usei um dado do IBGE que parecia simples, mas conectei ele do inicio ao fim do texto. Foi isso que garantiu os 200. Não o filósofo que todo mundo usava. O corretor não quer um show, ele quer uma tese que se sustenta. Sem fissuras.