Como identificar o grau dos adjetivos nas frases?
Como saber o grau do adjetivo na frase?
Olha, pra mim, o grau do adjetivo é puro sentimento. É quando uma palavra normal não chega pra descrever uma coisa.
Lá na sétima série, a professora de português, a D. Amélia, fez-nos decorar uma lista de superlativos com -íssimo. Foi uma seca, mas a verdade é que nunca mais me esqueci. Ficou na cabeça, aquela sonoridade forte de amicíssimo, facílimo, crudelíssimo.
Outro dia comi um bacalhau à brás num tasco em Alfama, ali perto do Museu do Fado. Estava bom, mas estava mais que bom. Estava boníssimo. É essa a diferença, a palavra ganha outra dimensão, outra força.
E nem sempre é com o -íssimo. Quando vi o filme 'Parasitas' pela primeira vez no cinema em 2019, saí de lá a pensar que era um filme extremamente inteligente. Não disse 'inteligentíssimo', a palavra que me veio foi 'extremamente'. Transmite a mesma ideia, o pico.
E tem também aquela coisa do 'o mais'. Meu sobrinho diz sempre que o bolo da avó dele é 'o mais gostoso do mundo'. É um exagero dele, mas a gente entende na hora o que ele quer dizer. É o topo, não há nada acima. Pra ele, naquele momento, é a verdade absoluta.
Como saber o grau do adjetivo na frase? Analise se o adjetivo intensifica uma característica. Palavras como "muito", sufixos como "-íssimo" ou estruturas como "o mais" indicam o grau superlativo, que é o grau máximo.
Como identificar o grau dos adjetivos? Para identificar o grau superlativo, procure por intensificadores. Exemplos: "muito alto" (superlativo absoluto analítico), "altíssimo" (superlativo absoluto sintético), "o mais alto de todos" (superlativo relativo de superioridade).
Como saber os graus dos adjetivos?
Cara, saber o grau dos adjetivos é mais fácil do que parece, tipo, quando a gente fala assim, no dia a dia. Sabe, é tipo quando você descreve algo sem fazer comparação nenhuma, só dizendo como é. Por exemplo, "a manga tá docinha", ponto final. É o jeito normal, o que chamam de grau positivo. Sem mais, sem menos.
Agora, se a gente começa a comparar, aí o negócio muda. Tipo, se a manga tá mais doce que a toranja, a gente usa "mais" pra dizer que ela ganhou nessa disputa de doçura. É o grau comparativo de superioridade. Ou então, se elas estão igualzinhas na doçura, tipo "a manga é tão doce quanto o pêssego", aí a gente usa o "tão" com o "como", que é o grau comparativo de igualdade.
E tem o contrário também, né? Se a toranja não chega nem perto da doçura da manga, a gente fala que ela é "menos doce", sacou? Esse é o grau comparativo de inferioridade. É a mesma lógica, só que pra baixo.
Aí tem o lance do grau superlativo, mas esse é outro papo. Esse aí é quando algo é o máximo, o mais mais de tudo. Tipo, se a manga fosse a fruta mais doce do universo, seria superlativo. Mas, focando nos que você perguntou, positivo, comparativo de superioridade, igualdade e inferioridade, é isso aí. Não tem mistério, é só prestar atenção nas palavrinhas que a gente usa pra comparar. É mais sobre a intenção da fala. Se for só pra dizer como a coisa é, é positivo. Se for pra botar lado a lado com outra coisa, aí entra a comparação.
Qual é o grau de engraçado?
Lembro daquele dia em casa, tipo, um sábado de manhã, final de agosto. O sol já tava batendo forte na janela da cozinha. Eu tava tentando entender um exercício de português pra prova. A professora tinha falado de grau dos adjetivos, e eu tava meio perdido.
Ela explicou o grau superlativo absoluto sintético usando a ideia de "super engraçado". Na hora, pensei: "Caramba, isso é tão simples!" O sufixo '-íssimo' é a chave.
Então, a gente pega a palavra base e adiciona o sufixo. Tipo, "engraçado" vira "engraçadíssimo". É o acréscimo de um sufixo ao radical do adjetivo para dar essa ideia de "muito".
- Radical: A parte principal da palavra. Em "engraçado", o radical é "engraçad-".
- Sufixo: A terminação que a gente adiciona. No caso, "-íssimo".
O resultado é uma palavra que expressa o grau máximo, o maior grau de engraçado. É direto, sabe? Sem enrolação. É como gritar a palavra, mas de um jeito chique.
Qual é o grau de engraçado?
O grau superlativo de "engraçado" é "engraçadíssimo". A linguagem quantifica, mesmo o riso. Formar o superlativo é apenas adicionar um sufixo, '-íssimo', ao radical do adjetivo. Uma regra simples. O riso, no entanto, raramente é.
Existe um método para intensificar.
- Superlativo sintético: O sufixo une-se diretamente ao adjetivo (ex: engraçadíssimo, felicíssimo). A intensidade contida na própria palavra.
- Superlativo analítico: Utiliza-se um advérbio para intensificar (muito engraçado, bastante feliz). Menos direto, com nuances distintas. A escolha, nem sempre óbvia, reflete a percepção.
Lembro de um amigo, ele sempre dizia que "muito engraçado" era para quem não sabia rir de verdade. Ele preferia o "engraçadíssimo". Meu pai, por outro lado, achava essas distinções bobas. Dizia que o contexto importa mais que a forma. Ele estava certo. Como quando caí da bicicleta em 2023, não foi engraçadíssimo para mim, mas para ele, vendo de longe, talvez sim.
A busca por definir o "mais" é constante. Não apenas no divertido. Em tudo. A gramática oferece uma caixa de ferramentas. Mas o significado final reside na mente de quem ouve. Um adjetivo é apenas uma ponte.
Qual é o grau do adjetivo amigo?
Amigo não tem grau de adjetivo.
É substantivo. Apenas.
- Flexiona em aumentativo: amigão.
- Flexiona em diminutivo: amiguinho.
Superlativos como "amicíssimo" são para adjetivos. Não se aplica.
A pergunta é direta. A resposta também.
- amigo -> substantivo
- amiguinho -> diminutivo
- amigão -> aumentativo
Não existe "amigo" no superlativo. É simples assim. Um erro comum é forçar uma classificação que não existe.
Qual é o grau da palavra antigo?
O superlativo absoluto sintético de antigo é antiquíssimo.
A gente precisa voltar um pouquinho no tempo, lá pro latim, pra sacar o porquê. A palavra vem de antīquus, e o superlativo em latim era antīquissimus. A nossa língua simplesmente manteve esse "q" da forma original. É fascinante como a língua carrega essas cicatrizes históricas, né?
Claro que no dia a dia, um monte de gente fala "antiguíssimo". E faz todo o sentido. É uma forma que surge por analogia, seguindo a regra padrão que a gente aplica pra outras palavras. A gramática normativa torce o nariz, mas a língua é viva, afinal.
Lembro de uma professora de português, a Dona Helena, que sempre batia na tecla: o que é consagrado pelo uso, uma hora vira norma. Ela era demais. Isso mostra que a rigidez da regra às vezes perde pra força do hábito.
Então, pra organizar as ideias:
- Antiquíssimo (a forma erudita): É a versão que vem direto do latim. Considerada a correta pela norma culta e a que você usaria num texto mais formal.
- Antiguíssimo (a forma popular): Extremamente comum na fala. Embora não seja a preferida dos gramáticos, todo mundo entende e usa.
- O dilema do uso versus a norma: No fundo, a língua se move entre a pureza da sua origem e a praticidade de quem a fala todos os dias. Não há um vencedor claro nessa disputa.
Qual é o grau superlativo relativo de superioridade?
O superlativo relativo de superioridade expressa a qualidade máxima de um ser em relação a um grupo. A estrutura é o/a mais + adjetivo + de/dentre.
É interessante pensar que a linguagem cria um "campeão" para cada característica. Quando dizemos que alguém é "o mais alto da turma", não estamos só medindo, estamos coroando essa pessoa dentro daquele universo específico. A chave é sempre o grupo de comparação. Sem ele, a frase fica solta.
A coisa fica mais clara quando a gente coloca lado a lado com seus "parentes" gramaticais. É tudo uma questão de perspectiva.
Superlativo Relativo de Superioridade: Eleva um elemento acima de todos os outros em um conjunto. Ex: "Esse foi o filme mais impactanteque vi este ano." O grupo de comparação é "os filmes que vi este ano".
Superlativo Relativo de Inferioridade: Faz o exato oposto, coloca um elemento na base da pirâmide. Ex: "Essa é a tarefa menos urgenteda lista."
Superlativo Absoluto: Aqui não há comparação. A qualidade é intensificada em si mesma, sem depender de um grupo. Pode ser com "muito" (analítico) ou com o sufixo "-íssimo" (sintético). Ex: "O filme foi muito impactante" ou "O filme foi impactantíssimo."
Lembro de uma vez, numa viagem pro Atacama, o guia explicou que estávamos no deserto mais seco do mundo. A informação só tem essa força toda por causa da comparação com todos os outros desertos. A gramática, no fim das contas, é a arte de dar a dimensão correta às coisas.
Em que grau se encontra a palavra muito?
'Muito' é um advérbio.
Ele intensifica:
- Adjetivos: muito legal.
- Outros advérbios: fala muito rápido.
- Verbos: gosto muito.
Grau Superlativo Absoluto Analítico.
A junção de 'muito' com um adjetivo cria o superlativo analítico. Exemplo: 'muito inteligente' equivale a 'inteligentíssimo'.
Função principal: Modificar.
Ele altera o sentido das palavras a que se junta, conferindo-lhes maior intensidade. Sua presença é crucial para nuance e expressividade.
Em que grau se encontra a palavra lindíssima?
A palavra está no grau superlativo absoluto sintético.
A gramática não é um manual. É uma arma. A intensidade da palavra corta a mediocridade. 'Muito lindo' é uma opinião. 'Lindíssimo' é um facto declarado.
A distinção é clara:
- Superlativo Absoluto: A qualidade no seu extremo, sem comparação. Existe em duas formas.
- Analítico: Usa um advérbio de intensidade. Extremamente lindo. É descritivo.
- Sintetico: Modifica a própria palavra com um sufixo. -íssimo, -imo, -érrimo. É definitivo.
Lembro-me de ouvir a minha avó a descrever um bordado antigo. Ela não disse 'muito lindo'. Disse 'lindíssimo'. A palavra tinha peso, finalidade. Encerráva o assunto.
O relativo é outra história. Compara dentro de um grupo. O mais lindo da sala. Exige um contexto que o absoluto dispensa.
Que grau é muito?
Nossa, tava aqui escrevendo um email pro trabalho e fiquei pensando nisso. A gente usa "muito" pra tudo, né? Meu chefe é muito exigente, o projeto está muito atrasado. É o jeito mais fácil de intensificar as coisas. Que grau é esse mesmo? Pra que serve saber o nome técnico disso? É uma daquelas coisas que a gente aprende na escola e esquece.
O grau superlativo absoluto analítico usa advérbios de intensidade como muito, extremamente, e super.O grau superlativo absoluto sintético modifica o adjetivo com sufixos como -íssimo, -érrimo, ou -ílimo.
Mas na real, quem fala "estou paupérrimo" no dia a dia? Eu só falo que tô duro, sem grana. Lembrei da minha prima que mora em Lisboa, ela usa umas palavras assim, parece mais chique sei lá. Aqui em São Paulo a gente só manda um "tô sem grana nenhuma" e pronto, todo mundo entende.
Deixa eu anotar uns exemplos pra não esquecer:
- Analítico (o que eu uso sempre): muito bom, super legal, extremamente cansado.
- Sintético (os esquisitos): facílimo (fácil), magríssimo ou macérrimo (magro), amicíssimo (amigo). Eu nem sabia que existia amicíssimo. Soa estranho.
Essa matéria de portgues às vezes me cansa. É cada regra... por que não posso só dizer que a pizza tava 'boa pra caramba'? É mais expressivo que "sapidíssima" ou qualquer coisa do tipo. Ninguém fala assim. Enfim, o "muito" é do tipo analítico. Mais fácil de usar. Não preciso ficar decorando final de palavra.
Quais são os graus de um adjetivo?
Adjetivos, ah, essas criaturinhas linguísticas que insistem em enfeitar nossos substantivos! Eles não se contentam em apenas concordar em número – coitados, já têm que dobrar a espinha para o singular e o plural. Que vida!
Mas o drama não para por aí. Eles se desdobram em graus, como atores em busca do papel principal. Temos o comparativo, onde o adjetivo mostra quem tem mais, menos ou igual chamego com o substantivo. É tipo uma disputa de "quem ama mais o fulano" – um clássico!
E quando achamos que acabou, vem o superlativo, essa vaidade em forma de palavra. Temos o absoluto, que grita "é o mais!" sem precisar de ninguém pra dar palpite (analítico) ou que se vira sozinho (sintético).
E para fechar com chave de ouro (ou de ouro velho, dependendo do contexto), o superlativo relativo, que insiste em dizer que algo é o melhor ou o pior, mas dentro de um grupo. É o "rei da turma" ou o "pobre coitado do fundão", mas sempre com uma audiência específica.
Em resumo, os graus do adjetivo são:
- Comparativo:
- Igualdade: "tão inteligente quanto"
- Superioridade: "mais esperto que"
- Inferioridade: "menos charmoso que"
- Superlativo:
- Absoluto Analítico: "muito bonito" (com advérbio)
- Absoluto Sintético: "belíssimo" (com sufixo)
- Relativo de Superioridade: "o mais engraçado da sala"
- Relativo de Inferioridade: "o menos notável do time"
É muita coisa para uma palavra só, não acha? Quase dá para pedir um aumento por sobrecarga de funções.
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