Como saber a concordância de uma frase?
A concordância verbal garante a harmonia entre sujeito e verbo. Se o sujeito é singular, o verbo também deve ser; se o sujeito é plural, o verbo também.
Desvendando a Concordância Verbal: Um Guia Prático para a Harmonia Sintática
A concordância verbal, a rainha da harmonia sintática, é a chave para uma escrita elegante e precisa. Ela garante que o verbo se ajuste corretamente ao seu sujeito, refletindo sua quantidade (singular ou plural) e, em alguns casos, sua pessoa (primeira, segunda ou terceira). Mas, como dominar essa arte e evitar os deslizes tão comuns? Este artigo oferece um guia prático, desmistificando os pontos cruciais da concordância verbal.
O Essencial: Sujeito e Verbo, uma Relação Íntima
A regra básica é simples: sujeito e verbo devem concordar em número (singular ou plural). Se o sujeito é singular, o verbo também deve ser; se o sujeito é plural, o verbo acompanha.
- Exemplo 1 (Singular): A menina correu pelo parque. (Sujeito: “A menina” – singular; Verbo: “correu” – singular)
- Exemplo 2 (Plural): As meninas correram pelo parque. (Sujeito: “As meninas” – plural; Verbo: “correram” – plural)
Casos Mais Complexos: Desvendando os Desafios
A aparente simplicidade da regra básica se desdobra em nuances que exigem atenção. Vejamos alguns casos que frequentemente geram dúvidas:
1. Sujeito Composto:
Quando o sujeito é composto (formado por dois ou mais núcleos), o verbo geralmente vai para o plural.
- Exemplo: João e Maria foram ao cinema.
Exceção: Se os núcleos do sujeito composto se referirem à mesma pessoa ou coisa, o verbo pode ficar no singular.
- Exemplo: Amor e carinho é tudo que ela precisa.
2. Sujeito Coletivo:
Sujeitos coletivos (ex: grupo, equipe, multidão) podem levar o verbo ao singular ou plural, dependendo da ênfase. O singular destaca a unidade do grupo, enquanto o plural enfatiza os indivíduos que o compõem.
- Exemplo (Singular): O bando de pássaros sobrevoou a cidade.
- Exemplo (Plural): O bando de pássaros sobrevoaram a cidade, fazendo um estrondo ensurdecedor.
3. Expressões Quantificadoras:
Expressões como “a maioria de”, “a maior parte de”, “grande parte de” podem levar o verbo ao singular ou plural, dependendo do contexto e da ênfase. O singular é mais comum, mas o plural enfatiza a pluralidade dos elementos.
- Exemplo (Singular): A maioria dos alunos aprovou na prova.
- Exemplo (Plural): A maioria dos alunos aprovou na prova, mas alguns ainda precisam de reforço.
4. Pronomes de Tratamento:
Os pronomes de tratamento (você, senhor, senhora, Vossa Excelência etc.) levam o verbo à terceira pessoa do singular, apesar de, em certos contextos, poderem se referir ao singular ou plural.
- Exemplo: Vossa Senhoria está convocada para a reunião.
5. Verbos Impessoais:
Verbos impessoais, como “haver” (no sentido de existir) e “fazer” (indicando tempo), ficam sempre na terceira pessoa do singular.
- Exemplo: Havia muitas pessoas na festa. / Faz três anos que não o vejo.
Prática e Atenção: A Chave do Sucesso
A prática constante é fundamental para dominar a concordância verbal. Leia bastante, preste atenção na escrita de autores consagrados e, principalmente, exercite! Identifique o sujeito da frase, analise seu número e, então, escolha a forma verbal adequada. Dúvidas persistem? Consulte uma gramática normativa. A precisão na concordância verbal não é apenas uma questão de correção gramatical, mas um reflexo da clareza e da elegância da sua escrita.
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