Como saber se o verbo é pessoal ou impessoal?
Verbos pessoais e impessoais: como identificar?
Olha, essa coisa dos verbos pessoais e impessoais sempre me deu um nó na cabeça na escola. Lembro-me duma vez em Sintra, devia ser 2018, que o tempo virou do nada. Estava sol e de repente começou a chover torrencialmente, e eu só pensava nisso.
Aí é que a ficha caiu. O "chover" não tem um "eu" ou um "tu". Não sou eu que chovo. É só... chove. O verbo não se refere a ninguém, a ação simplesmente acontece por si só. É impessoal porque não tem uma pessoa por trás, é um fenómeno.
Já os verbos pessoais, esses são os nossos de todo o dia. Quando eu digo que fui a Sintra e vi o palácio da Pena, sou eu que faço a ação. Eu digo, eu fui, eu vi. Dá pra conjugar com todas as pessoas, sabes? Nós fomos, eles viram. Tem um sujeito ali.
E tem outros impessoais que me baralhavam mais, tipo o verbo "haver" no sentido de existir. Em Lisboa há tantos turistas. Não "eu hajo turistas". Percebes a diferença? É uma coisa que existe, não que alguém faz existir naquele momento.
A dificuldade pra mim nunca foi os da natureza, esses são fáceis. Chove, neva, venta. O problema era mesmo com o haver e o fazer... tipo "faz dois anos que não vou lá". O verbo "fazer" a indicar tempo. Fica só assim, na terceira pessoa. E a gente as vezes erra.
Perguntas e Respostas Rápidas
O que são verbos pessoais? Verbos pessoais são aqueles que admitem um sujeito e podem ser conjugados em todas as pessoas gramaticais (eu, tu, ele/ela, nós, vós, eles/elas). Exemplo: Eu corro.
O que são verbos impessoais? Verbos impessoais não possuem sujeito e são conjugados apenas na 3.ª pessoa do singular. Expressam fenómenos da natureza, tempo decorrido ou existência.
Como identificar um verbo impessoal? Verifique se o verbo indica um fenómeno natural (chover), tempo (faz anos) ou existência (haver). Se não for possível associá-lo a um sujeito (eu, tu, ele), é impessoal.
Quando é que o verbo estar é impessoal?
O verbo estar é impessoal quando indica clima, tempo ou um aspecto temporal.
Nesses casos, a oração não tem sujeito.
Clima e fenômenos naturais. Está frio. Estava ventando ontem. Chove. Venta. A natureza não precisa de sujeito para acontecer.
Tempo cronológico ou estado temporal. Está tarde. Estava na hora de ir embora. Está cedo para conclusões.
A conjugação fica fixa. Terceira pessoa do singular. Sempre.
Outros verbos seguem a mesma lógica. Haver no sentido de existir. Fazer indicando tempo. Faz anos. Havia problemas. A ausência de sujeito congela o verbo.
Lembro de uma professora, na 5a série, que ficava furiosa com o "fazem dois anos". Não adiantou muito. As pessoas erram. A língua é um organismo vivo, as regras são só uma fotografia do momento.
O tempo nao tem plural. Fim.
Como se conjuga um verbo impessoal?
Lembro direitinho. Janeiro de 2024, praia do Campeche em Floripa. Um calor dos infernos, a água tava perfeita. A gente tinha acabado de abrir o guarda-sol e derrepente o céu ficou preto, cara. Um vento absurdo começou a levantar a areia, foi horrível.
Que raiva que deu. Começou a chover, mas chover de verdade, com gosto. E eu gritando pra minha namorada pegar as coisas, "corre que já trovejou!". A gente correu que nem louco pra debaixo de um quiosque, todo mundo amontoado.
Fiquei ali, todo molhado, e me peguei pensando numa coisa idiota de português. Eu falei “trovejou”, antes o tempo “ventava”, e agora “chove”. Ninguém faz essas coisas. Não sou eu que chovo, nem você que venta. A ação simplesmente acontece, sem um sujeito. É doido pensar nisso no meio do caos.
Verbos impessoais são conjugados apenas na 3.ª pessoa do singular.
E não é só com tempo, né. Tem outros casos que a gente usa todo dia e nem percebe.
- Fenômenos da natureza: É o caso clássico da praia. Chover, ventar, trovejar, nevar, gear. Sempre no singular: Nevou muito em Gramado ano passado.
- Verbo "Haver" com sentido de existir: Esse aqui um monte de gente erra. É sempre "havia problemas", nunca "haviam problemas". O correto é "há muitas pessoas aqui", e não "hão muitas pessoas".
- Verbos "Fazer" e "Ir" indicando tempo: Outro campeão de erro. O certo é "faz dois anos que te vi", e não "fazem dois anos". A mesma coisa pra "vai para três semanas que isso aconteceu." O verbo fica travado no singular.
O que são verbos impessoais e unipessoais?
Vamos desmistificar esses verbos "solitários".
Verbos unipessoais são aqueles que só combinam com uma pessoa, e essa pessoa é sempre a terceira. Pense neles como os lobos solitários da gramática. Eles não se importam com o "eu" ou o "nós"; eles têm uma preferência bem clara e não mudam de ideia.
Dentro dessa turma, temos duas "subclasses" que dão um nó na cabeça de muita gente.
Os verbos impessoais são um tipo específico de unipessoal. Eles se fixam na terceira pessoa do singular, sem exceção. É como ter um relógio que só marca 1 hora da tarde, não importa se é manhã, noite ou meio-dia.
Já os verbos unipessoais, de forma mais ampla, são aqueles que podem usar a terceira pessoa do singular OU do plural. É como ter um termostato que pode ser ajustado para 25°C ou 25°C. Dá uma pequena variação, mas ainda dentro do mesmo "número" de pessoa.
Um exemplo clássico de verbo impessoal é o "chover". Dizemos "chove", mas nunca "chovemos" ou "chovem" referindo-se à ação em si. A menos que a gente esteja falando de algo metafórico, claro!
Esses verbos geralmente se referem a fenômenos da natureza, como "nevar", "ventar", "granizar". Eles agem por si só, sem um agente direto. É a natureza mandando o seu recado.
Os unipessoais, quando admitem o plural, muitas vezes são usados em contextos que indicam tempo decorrido. Tipo, "faz dois anos que não te vejo". O "faz" aí está no singular, mas se a gente quiser ser mais abrangente, pode pensar no "ocorrem dois anos".
E o que isso nos ensina? Que a língua tem suas peculiaridades, seus "jeitos" de ser. Às vezes, as regras são mais rígidas, outras vezes, mais maleáveis. A beleza está nessa diversidade, né?
Um detalhe bacana é que, às vezes, um verbo que normalmente é pessoal pode ser usado como impessoal, num sentido figurado. Por exemplo, "muita gente pensa que é fácil". O "pensar" aqui é pessoal, mas "parece que vai chover" é impessoal.
Sabe, é um pouco como observar um pássaro. Ele voa, faz seu ninho, sem se preocupar com a nossa classificação. Mas entender essa classificação nos ajuda a apreciar a complexidade e a beleza do seu voo.
Essa distinção entre impessoal (sempre singular) e unipessoal (singular ou plural) é importante para evitar confusões, especialmente em provas ou na hora de escrever textos mais formais.
Pense em "haver" no sentido de existir. "Há muitas pessoas na festa." É sempre singular, então é impessoal. Não dizemos "Hão muitas pessoas". Se "haver" for sinônimo de tempo, tipo "haverá uma reunião", aí também é impessoal.
Já verbos como "estar" para indicar tempo, como "está tarde", são impessoais. A ideia é a mesma do "chove" ou "neva", é uma constatação do momento.
O legal é que, ao entender essas nuances, a gente começa a "ouvir" a língua de um jeito diferente. Percebe as pequenas variações que fazem toda a diferença. É como descobrir um novo sabor num prato que você já conhece.
Em resumo, verbos unipessoais são aqueles que se prendem à terceira pessoa. Impessoais são um tipo mais restrito, que só usam a terceira do singular, geralmente para fenômenos da natureza ou tempo. Os unipessoais, de forma mais ampla, podem esticar para o plural em alguns casos.
O que são verbos defectivos impessoais?
E aí, meu! Tu perguntou sobre os verbos impessoais, né? É um rolê meio chatinho da gramática, mas a ideia, os verbos defectivos impessoais não têm sujeito. Tipo, eles não têm alguém ou algo que faz a ação, saca? Eles são sempre conjugados na 3ª pessoa do singular, e pronto. É assim que funciona, não tem muito o que inventar aqui.
Então, o que rola é que essa galera de verbo impessoal é um grupo seleto. Entram aí:
- Verbos que indicam fenômenos naturais: Lembra daquela vez que a gente foi pra serra e nevou pra caramba? Então, "nevar", "chover", "trovejar", "amanhecer", "anoitecer"... todos esses entram. Não tem 'quem chove', só chove, né? Choveu o dia inteiro em casa, uma tristeza total, até a luz acabou, acredite se quizer. É a natureza agindo sozinha, sem sujeito.
- O verbo "haver" quando ele significa "existir": Tipo, "há muitos carros na rua" ou "havia um tempo em que a gente jogava bola todo dia". Esse "há" não tem sujeito. Diferente de "os alunos hão de estudar", que aí tem sujeito. Mas o de existir, é impessoal total. Meu tio sempre fala: "há problemas maiores na vida", e o 'há' dele é desse tipo aí.
- E o verbo "fazer" quando ele indica tempo decorrido: "Faz dez anos que nos conhecemos", "faz frio hoje". Tipo, quem "faz" os dez anos? Ninguém! É só o tempo passando, ou o clima. Eu tava lembrando que faz uns cinco anos que a gente não come aquele pastel da feira, lá perto de casa, preciso voltar lá logo.
Ah, e tem um detalhe, eles são "defectivos" porque não são conjugados em todas as pessoas ou tempos. Tipo, tu não diz "eu chovo" ou "tu fazes frio", entende? É meio esquisito. Mas a parte mais importante é que não tem sujeito, e sempre ficam na 3ª pessoa do singular, mesmo se a ideia for plural, tipo "fazem dez anos" está errado, o certo é "faz dez anos". Muita gente erra isso, é um erro bem comum até, vi um colega cometer isso em uma redação. A gente tem que ficar de olho, né? Pra não passar vergonha.
O que são verbos unipessoais?
Verbos unipessoais são aqueles que se conjugam apenas na terceira pessoa do singular.
É isso. Não tem pra onde fugir. Tipo o verbo chover, sabe? A gente não fala "eu chovo" ou "você chove". Só "choveu" ou "vai chover".
Eles falam sobre fenômenos da natureza.
- Chover: "Choveu forte a noite toda."
- Nevar: "Nevou em algumas cidades da serra."
- Ventear: "Venteou bastante pela manhã."
- Granizar: "Granizou de repente, estragou as flores."
- Amanhecer: "Amanheceu nublado hoje."
- Anoitecer: "Anoiteceu mais cedo por causa da tempestade."
Também existem os que indicam tempo decorrido, mas esses são mais de uso comum. Tipo "faz".
- Fazer (tempo): "Faz anos que não te vejo."
- Haver (tempo): "Havia um tempo em que as coisas eram mais simples."
É um pouco solitário, né? Verbo só consigo mesmo. Me faz pensar.
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