Como são denominadas as línguas de sinais?

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As como são denominadas as línguas de sinais, elas recebem oficialmente o nome de línguas de modalidade gestual-visual ou espaço-visual. O termo linguagem aparece frequentemente, mas essa palavra simplifica a complexidade dessas comunicações e caiu em desuso entre especialistas.
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Como são denominadas as línguas de sinais: Definição

Muitas pessoas utilizam termos imprecisos para descrever a comunicação de comunidades surdas, o que acaba gerando confusão sobre a sua natureza linguística. É fundamental conhecer a nomenclatura correta para compreender a estrutura dessas formas de expressão. Aprenda a identificação correta de como são denominadas as línguas de sinais e evite equívocos comuns ao se referir a elas.

Como são denominadas as línguas de sinais?

As línguas de sinais são oficialmente denominadas língua de sinais modalidade gestual-visual ou espaço-visual. Frequentemente, muitas pessoas usam o termo linguagem, mas essa palavra simplifica demais a complexidade dessas formas de comunicação e acabou caindo em desuso entre especialistas.

Para entender corretamente, é preciso tratar essas formas como línguas naturais completas. Assim como o português ou o inglês, elas possuem sistemas gramaticais, sintáticos e vocabulários próprios e estruturados, evoluindo naturalmente dentro das comunidades surdas ao redor do mundo.

Por que o termo 'língua' e não 'linguagem'?

A distinção não é meramente acadêmica. Quando chamamos algo de linguagem, podemos estar nos referindo a qualquer sistema de símbolos ou sinais sem necessariamente uma gramática organizada, como as placas de trânsito ou a linguagem corporal genérica.

Ao definir como língua, reconhecemos que existe uma estrutura complexa de regras que permite aos falantes expressar qualquer tipo de ideia, do concreto ao abstrato. Não são meras mímicas ou gestos improvisados - são sistemas linguísticos robustos.

Características fundamentais das línguas de sinais

A modalidade gestual-visual muda completamente a forma como o cérebro processa e produz a comunicação. Em vez de utilizar o canal oral-auditivo, essas línguas utilizam as mãos, o corpo e, crucialmente, o espaço tridimensional ao redor do sinalizador.

Os parâmetros que formam um sinal

Cada sinal não é uma unidade única, mas uma combinação de parâmetros linguísticos específicos que precisam estar corretos para garantir a clareza da mensagem: Configuração de mão: O formato que a mão assume ao executar o sinal. Ponto de articulação: O local no espaço ou no corpo onde o sinal é feito. Movimento: A trajetória que as mãos percorrem no ar. Orientação da palma: A direção para onde a palma da mão está voltada. Expressão facial e corporal: Componentes obrigatórios que carregam informações gramaticais e emocionais.

Na verdade, muitas pessoas pensam que apenas o movimento das mãos é suficiente. Contudo, esquecer as expressões faciais pode mudar completamente o sentido de uma frase ou transformar uma pergunta em uma afirmação.

Línguas de sinais são universais?

Existe um mito muito difundido de que as línguas de sinais são universais. Na verdade, essas línguas não são universais; elas são totalmente ligadas às comunidades onde se desenvolvem.

No Brasil, temos a Libras, reconhecida oficialmente como meio de comunicação e expressão. Já nos Estados Unidos, utiliza-se a ASL (American Sign Language), e em Portugal, a LGP (Língua Gestual Portuguesa). Cada uma possui sua gramática própria, influenciada pela cultura e história local.

Diferenças entre Línguas de Sinais e Línguas Faladas

Embora compartilhem a mesma função social de transmitir informações complexas, a forma de transmissão varia substancialmente entre as modalidades.

Línguas de Sinais

• Gestual-visual (mãos, face, corpo, espaço)

• Primariamente visual

• Espacial e multidimensional

Línguas Faladas

• Oral-auditivo (voz, ouvido)

• Primariamente auditivo

• Linear e sequencial

A diferença central é a linearidade. Línguas faladas ocorrem em uma sequência no tempo, enquanto línguas de sinais exploram o espaço simultaneamente. Ambas, contudo, são capazes de igual complexidade cognitiva.

A confusão de Ana sobre a universalidade

Ana, uma estudante universitária em São Paulo, acreditava piamente que poderia viajar para qualquer lugar do mundo e se comunicar fluentemente com qualquer pessoa surda apenas usando Libras.

Durante um intercâmbio na França, ela tentou sinalizar para um grupo de estudantes surdos locais. O resultado foi um mal-entendido frustrante, pois a LSF (Língua de Sinais Francesa) é totalmente distinta.

Após a tentativa frustrada, Ana percebeu que precisava estudar a língua específica daquela comunidade. Ela passou a observar como os gestos eram construídos de forma local, e não universal.

Hoje, Ana ensina Libras em sua comunidade e reforça sempre que aprender uma nova língua de sinais é como aprender qualquer outro idioma estrangeiro, respeitando as raízes culturais de cada região.

Compilação de perguntas

É correto falar 'linguagem de sinais'?

Não é o termo mais adequado. O termo correto é 'língua de sinais', pois essas formas de comunicação possuem gramática e estrutura próprias, tal como as línguas faladas.

A língua de sinais é universal?

Não. Assim como existem diversos idiomas falados no mundo, existem centenas de línguas de sinais diferentes, cada uma desenvolvida dentro de uma cultura específica. [2]

A Libras é a língua de sinais utilizada no mundo todo?

Não, a Libras é a Língua Brasileira de Sinais, utilizada exclusivamente no Brasil. Outros países possuem seus próprios sistemas, como a ASL nos Estados Unidos.

Se você deseja aprender mais, veja o que é Libras e como ela funciona.

Os pontos mais importantes

Línguas de sinais são sistemas complexos

Elas possuem gramática, sintaxe e léxico próprios, sendo classificadas como línguas naturais de modalidade gestual-visual.

Terminologia importa

Utilize sempre o termo 'língua' em vez de 'linguagem' para reconhecer a plena validade linguística desses sistemas.

Diversidade linguística

As línguas de sinais não são universais; elas refletem as culturas e comunidades surdas de diferentes países.

Informações de Referência

  • [2] Institutoine - Existem centenas de línguas de sinais diferentes, cada uma desenvolvida dentro de uma cultura específica.