Como se classificam os substantivos?

63 visualizações
Substantivos se classificam em: Comum x Próprio: Nomeia seres em geral (comum) ou individualiza (próprio). Concreto x Abstrato: Perceptível pelos sentidos (concreto) ou não (abstrato). Primitivo x Derivado: Palavra original (primitivo) ou formada a partir de outra (derivado). Simples x Composto: Uma só palavra (simples) ou duas ou mais (composto). Coletivo: Nomeia um conjunto de seres.
Comentário 0 curtidas

Como classificar os substantivos?

Sabe, classificar substantivos... Parece chato, mas até que é útil pra entender melhor como a gente usa as palavras. Tem umas divisões que, sinceramente, eu nem lembrava mais, tipo primitivo e derivado. Mas vamos lá.

Comum ou próprio é fácil, né? Tipo, "casa" é comum, mas "Minha Casa, Minha Vida" é próprio, porque é o nome de um programa específico. Concreto e abstrato já é um pouco mais complicado... "Mesa" é concreto, dá pra tocar. Mas "amor"? Ah, o amor... Esse é abstrato!

Primitivo e derivado é meio "ovo ou galinha". "Pedra" é primitivo, "pedreiro" é derivado. Sacou? Simples e composto é tranquilo: "guarda" é simples, "guarda-chuva" é composto. E coletivo? Ah, adoro! Tipo "álbum" pra fotos, ou "cardume" pra peixes.

Às vezes me pego pensando nisso do nada, tipo quando vejo uma penca de bananas no supermercado e lembro da aula de português... Bizarro, eu sei.

Quais são os elementos dos substantivos?

A tarde caía em tons de cinza sobre o rio, igual àquela melancolia que me invade em dias de outono. Lembro-me da professora, lá na quarta série, explicando os substantivos… seres… pessoas, animais, coisas… palavras que nomeiam o mundo, que dão forma ao caos. Um peso na memória, como se cada substantivo fosse uma pedra que eu carregava no bolso, cada uma representando um fragmento de minha existência.

Gênero: masculino e feminino. Simples assim, ela dizia, com a voz cansada e a giz riscando o quadro-negro. Mas a simplicidade, ah, a simplicidade enganosa! Lembro de me questionar, se o vento também tinha um gênero. Aquele vento forte, que assobiava pelas frestas da janela da minha casa, na rua dos Pinheiros.

Número: singular e plural. Uma casa, muitas casas. Um sonho, mil sonhos. Essa parte eu entendi. A repetição dos sonhos, noite após noite, a espera infinita pela manhã… singular, plural, um ciclo sem fim. Um peso na alma, quase tão real quanto as casas de tijolo da cidade.

Flexão: Ah, a flexão… um abismo de possibilidades. Lembro-me dela, escrevendo na lousa, casa, casas, casinha, casinhas… infinitas variações. Como as variações do meu humor, implacáveis e imprevisíveis.

Tipos: próprio, comum, concreto, abstrato... A professora desenhava um círculo no quadro-negro, com exemplos dentro. Brasil, gato, amor, esperança. Naquele momento, a esperança parecia um fio tão delicado, prestes a se romper. Um fio tão sutil quanto o traço do giz na lousa.

Às vezes penso nisso, nessa estrutura aparentemente simples, na classificação dos substantivos. É como se a gramática tentasse organizar o universo, aprisionar a liberdade das palavras. Ainda assim, ela me ajuda a compreender. A organizar o turbilhão de sensações que me percorrem, como o rio que corre, incessante, para o mar.