Como se forma o presente do subjuntivo?

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O presente do subjuntivo é formado através da retirada da vogal temática (a, e ou i) do radical do verbo no presente do indicativo e acrescentando as seguintes terminações: -ar: -e, -es, -e, -emos, -eis, -em -er: -a, -as, -a, -amos, -ais, -am -ir: -a, -as, -a, -amos, -ais, -am
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Desvendando o Presente do Subjuntivo: A Dança das Vogais e o Reino da Possibilidade

O Presente do Subjuntivo, reino da incerteza, da hipótese e do desejo, é um tempo verbal que colore a língua portuguesa com nuances de subjetividade. Ao contrário do indicativo, que afirma fatos concretos, o subjuntivo nos transporta para um universo de possibilidades, de desejos e de vontades. Dominar sua formação é essencial para expressar-se com precisão e elegância, navegando com maestria pelas águas da dubiedade e da suposição.

A construção do presente do subjuntivo segue uma lógica clara, uma dança entre vogais e terminações que, uma vez compreendida, simplifica sua utilização. A chave para desvendar esse mistério gramatical reside na conjugação do verbo no presente do indicativo. A partir dela, com alguns passos simples, chegamos à forma desejada no subjuntivo.

O primeiro passo é identificar o radical do verbo. Para isso, conjugamos o verbo na primeira pessoa do singular do presente do indicativo (eu). Em seguida, retiramos a terminação -o. O que sobra é o radical, a base sobre a qual construiremos o presente do subjuntivo. Por exemplo, no verbo falar, o radical é fal-; em comer, com-; e em partir, part-.

O segundo passo, e o mais importante, é a substituição da vogal temática. No presente do indicativo, os verbos se dividem em três conjugações: a primeira (-ar), a segunda (-er) e a terceira (-ir). Cada conjugação possui uma vogal temática específica que, no presente do subjuntivo, é substituída por novas terminações.

Nos verbos da primeira conjugação (-ar), a vogal temática a dá lugar às terminações -e, -es, -e, -emos, -eis, -em. Assim, falar se transforma em: que eu fale, que tu fales, que ele fale, que nós falemos, que vós faleis, que eles falem.

Nos verbos da segunda (-er) e terceira (-ir) conjugações, a vogal temática e ou i, respectivamente, é substituída pelas terminações -a, -as, -a, -amos, -ais, -am. Portanto, comer se transforma em: que eu coma, que tu comas, que ele coma, que nós comamos, que vós comais, que eles comam. E partir em: que eu parta, que tu partas, que ele parta, que nós partamos, que vós partais, que eles partam.

Contudo, é importante ressaltar a existência de algumas exceções. Verbos irregulares, como ser e estar, não seguem esse padrão e possuem conjugações próprias no presente do subjuntivo. Ser: que eu seja, que tu sejas, que ele seja, que nós sejamos, que vós sejais, que eles sejam. Estar: que eu esteja, que tu estejas, que ele esteja, que nós estejamos, que vós estejais, que eles estejam.

Dominar o presente do subjuntivo é abrir as portas para uma comunicação mais rica e expressiva. É a possibilidade de expressar desejos (Espero que ele venha), dúvidas (Duvido que ele saiba), hipóteses (Se ele estudasse, passaria), conselhos (Recomendo que você viaje) e ordens (Exijo que você saia). Portanto, compreender a dança das vogais e a lógica por trás da formação desse tempo verbal é fundamental para aprimorar o domínio da língua portuguesa e navegar com segurança pelo fascinante mundo da subjetividade.