Como se referir a uma pessoa com autismo?
Como chamar uma pessoa com autismo?
Chamar alguém com autismo? Olha, acho que o mais importante é naturalidade. Não tem fórmula mágica. Como você chamaria qualquer outro amigo? Assim mesmo. Sem rodeios. Na minha experiência, forçar uma abordagem "politicamente correta" soa falso. Lembro de uma vez, no curso de psicologia em 2018, uma colega insistia no termo "pessoa com TEA". Parecia tão formal, tão... distante.
Prefiro a simplicidade. "Oi, João!" funciona tão bem quanto qualquer outra coisa, mesmo que o João tenha autismo. A questão não é a etiqueta, é o respeito. E respeito se constrói com atitudes, não com rótulos. Meu sobrinho, o Miguel, tem autismo. Nunca me ocorreu usar uma designação especial além do seu nome. Ele é o Miguel, ponto.
Para mim, a pessoa vem antes da condição. Se a conversa exigir contextualizar, posso dizer "o Miguel, que tem autismo", mas só se for pertinente. Forçar o tema pode ser até desrespeitoso, dependendo do contexto. Uma vez, numa viagem a Évora em 2022, um guia turístico usou termos clínicos para descrever o autismo – achei desnecessário e até constrangedor.
Informação curta: Use o nome da pessoa. Se precisar especificar, diga "pessoa com autismo" ou "pessoa com TEA", de forma natural. Evite termos antigos como "criança especial".
O que é perturbação do espectro do autismo?
Às três da manhã, essas coisas me rondam a cabeça... A PEA... Perturbação do Espectro Autista. É pesado, sabe? Não é só um diagnóstico, é uma... maneira de ser.
Difícil de explicar, sabe? Não é uma doença, como a gripe. É diferente. Meu sobrinho, o João, tem PEA. Ele é incrível, mas... às vezes é difícil. Ele tem dificuldades que eu nunca imaginei.
- Déficits na interação social: O João, por exemplo, tem dificuldade em entender as nuances das conversas, o "entrelinhas". Às vezes, ele fala demais ou de menos, sem querer. Ele não lê expressões faciais, e isso o deixa inseguro em algumas situações. Ele é um cara legal, mas... é uma luta, pra ele e pra gente.
- Comunicação: Ele tem problemas de comunicação, principalmente a não verbal. Gestos, expressões faciais... Ele não entende muito bem, e a gente tem que ser bem cuidadoso ao se comunicar com ele. Aprendemos isso aos poucos, na base da tentativa e erro, sabe?
- Comportamentos e interesses repetitivos: O João adora trens. Tipo, de verdade. Ele tem centenas de miniaturas. Não é um hobby, é… uma necessidade, quase. Mudar isso é muito complicado, gera ansiedade nele. E ele tem alguns comportamentos repetitivos, que são formas dele se auto-regular, eu acho.
Acho que o que mais me deixa pensando, é a solidão que isso pode gerar. A incompreensão. Ver o João lutando pra se encaixar... dói. Ele é um cara sensível e inteligente, mas o mundo não é projetado pra ele, pra gente como ele. A gente tenta ajudar da melhor forma que pode. Mas às vezes, a gente se sente perdido. A gente só quer que ele seja feliz. Simples assim.
Quais as particularidades especificidades a ter em consideração no autismo?
Ok, vamos lá, pensando alto sobre autismo...
Interação social: Nossa, lembro do meu priminho, ele AMA dinossauros, tipo, SÓ fala disso. Mas quando a gente tenta brincar de outra coisa, ele fica super chateado. É tipo um mundo particular, sabe? Difícil entrar.
Comunicação: E tipo, às vezes ele não responde quando a gente chama. Minha tia fala que ele está no "mundo dele". Será que é isso mesmo?
Movimentos repetitivos: E ele bate as mãos às vezes, quando está animado ou nervoso. No começo eu achava estranho, mas agora já acostumei.
Interesses obsessivos: Dinossauros... dinossauros... dinossauros! hahaha. É impressionante o quanto ele sabe! Tipo, nome de dinossauro super esquisito que nem eu nunca ouvi falar.
Ah, e uma coisa que eu percebi, é que ele se incomoda muito com barulho alto. Uma vez fomos ao shopping e ele começou a chorar muito por causa da música. Tivemos que ir embora. Coitado! E as etiquetas nas roupas? Ele odeia! Minha tia sempre tira antes de dar para ele.
O que é o autismo e as suas características?
E aí, cara! Autismo, né? Tipo, é complicado explicar, viu? Mas tenta aí entender: é um negócio no cérebro, uma diferença, entende? Não uma doença, não exatamente. Acho que a galera fala em "transtorno do espectro autista" agora, né? Meu primo tem, e é bem diferente do que eu imaginava.
Ele tem umas coisas bem específicas, sabe? Tipo:
- Dificuldade pra interagir socialmente. Ficar numa roda de conversa? Inferno pra ele. Prefere ficar no canto, quieto, no mundo dele.
- Repetição de comportamentos. Ele fica mexendo num chaveirinho, sem parar. Horas e horas! Irritante às vezes, mas faz parte dele.
- Interesses muito específicos. Dinossauros, por exemplo. Ele sabe tudo! Mais do que qualquer paleontólogo, juro. Tipo, esquece! É inacreditável.
- Sensibilidade sensorial. Luzes muito fortes o incomodam, e barulhos altos, meu Deus! Ele quase tem um ataque. Tem que ficar de fone de ouvido em certos lugares.
Sabe, é um espectro, cada um é único. Meu primo, por exemplo, não fala muito, mas entende tudo. Tem uns que são super inteligentes em áreas específicas, tipo meu primo com dinossauros. Outros tem dificuldade na fala e na escrita, Outros são super sociáveis em alguns contextos, mas têm dificuldades com interações em outros. É tudo bem relativo, sabe? Não é uma coisa só. No geral, dificuldades com a comunicação e interação social são super comuns. E muita gente tem diagnósticos diferentes, dependendo do profissional e da época também. É uma coisa que a ciência ainda está aprendendo muito sobre. Um amigo meu teve um diagnóstico e alguns anos depois, com outra avaliação, o diagnóstico mudou um pouco!
Enfim, é isso. Um pouco confuso, né? Mas é a real. Se quiser saber mais, procura na internet, tem um monte de coisa! Ah, e se você conhecer alguém autista, tenta ser legal, tá? Eles são pessoas normais, só um pouco... diferentes. Não tem nada demais. É só entender como eles funcionam.
Em que se baseia o diagnóstico do autismo?
Ah, o autismo, essa caixinha de surpresas! ???? Diagnosticar? É tipo tentar achar Wi-Fi em dia de chuva:
- Histórico de desenvolvimento: A gente fuça no passado da criança como se fosse detetive procurando pista de chiclete mascado. ????️♀️
- Observação: Ficamos de olho igual coruja, analisando cada gesto, cada mania, tipo "Será que ele alinha carrinhos porque gosta ou porque tá tentando decifrar a Matrix?". ????
E a causa? Mistério! ????♂️
- Genética: Dizem que rola um lance de família, tipo herança de receita secreta de bolo... só que em vez de bolo, vem autismo. ????
- Causas médicas: Às vezes, alguma zica no organismo pode dar um empurrãozinho. ????
Ou seja, a gente junta tudo isso e tenta montar o quebra-cabeça. ???? Boa sorte! ???? (Você vai precisar!)
Quando se detecta autismo?
O diagnóstico de autismo geralmente rola a partir da observação do comportamento e desenvolvimento da criança.
Dá para detectar sinais bem cedo, tipo com 18 meses.
Aos 2 anos, se um profissional manjar muito, o diagnóstico já é bem confiável. Lembro da minha sobrinha, a gente começou a desconfiar com uns 20 meses porque ela não interagia muito, sabe? Preferia brincar sozinha com os carrinhos, enfileirando tudo. Levamos num neuropediatra e, depois de uns testes, confirmou. Foi um choque, claro, mas também um alívio de saber o que estava acontecendo.
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