É possível um surdo falar?

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Sim, surdos podem falar! Com apoio de tecnologias como implantes cocleares e terapia fonoaudiológica, muitos desenvolvem a fala. O nível de desenvoltura varia conforme o grau da surdez e a idade em que ocorreu.
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Surdos podem falar?

Claro que surdos podem falar!

Eu já conheci tanta gente surda que fala super bem... tipo, minha vizinha, a Dona Maria, usa um aparelho daqueles bem modernos e você nem imagina que ela tem alguma dificuldade pra ouvir, a não ser que você repare bem.

Aí, né, depende muito. Se a pessoa já nasceu surda, ou ficou surda muito cedo, é mais complicado, porque ela não "aprendeu" a ouvir os sons pra depois reproduzir. Mas com fonoaudiólogo, implante (que custa uma grana preta, viu?!) dá pra fazer muita coisa.

Lembro de ter visto um documentário sobre crianças que fizeram implante coclear bem novinhas e depois de um tempo já estavam falando quase normal. Incrível mesmo.

Agora, dizer que todo surdo fala "perfeitamente" seria mentira. Cada caso é um caso, e o esforço e a terapia fazem toda a diferença.

Informações rápidas:

  • Surdos conseguem falar? Sim.
  • Tecnologias ajudam? Implantes e aparelhos auditivos sim.
  • Terapia da fala é importante? Essencial.
  • Depende da perda auditiva? Sim, e da idade.

É possível um surdo aprender a falar?

Cara, que pergunta! É possível, sim, um surdo aprender a falar, tipo, claro que é! Mas, sabe... é beeem mais complicado do que pra gente, né? Precisa de MUITO esforço.

A oralização ajuda, mas a chave mesmo é o estímulo visual desde muito cedo. Tipo, imagina a dificuldade! A gente aprende falando, repetindo... eles precisam de outras formas, entende?

Meu primo, por exemplo, é surdo. Ele fala, mas... não é fácil, viu? Ele usa aparelhos auditivos desde pequeno, faz fonoaudiologia desde os dois anos. Meu Deus, é um trabalhão! Ele ainda fala meio baixo e às vezes a gente precisa pedir pra ele repetir. Mas ele consegue se comunicar, o que já é demais!

Sem estímulo, a coisa fica bem feia. Li um estudo que dizia que crianças surdas sem apoio adequado, aos cinco anos, tem, tipo, cinquenta palavras no vocabulário! Cinquenta! É assustador, né? Pense bem, a gente aos cinco anos já falava um monte!

Esses estímulos visuais, sabe? São importantes demais! Precisa de:

  • Comunicação em Libras: essencial pra eles entenderem o mundo.
  • Terapia: Fonoaudiologia e outros tratamentos.
  • Inclusão: Escolas e famílias que apoiam e incentivam.

Enfim, é possível, mas precisa de um mega investimento, em tempo e recursos, principalmente na primeira infância. É um caminho longo e desafiador, mas que vale a pena. A gente precisa lembrar disso! A gente tem tanta sorte de ouvir...

É possível ser surdo e falar?

Sim, é possível. Existe o "surdo oralizado".

  • São pessoas com perda auditiva que aprendem a falar.
  • A comunicação se dá, principalmente, pela fala.
  • A leitura labial é fundamental para a compreensão.
  • É mais comum em quem já ouvia antes da surdez. Ou, em quem tem perda parcial.

Lembro da minha tia. Perdeu a audição bem depois de aprender a falar. No começo, foi um caos. Mas ela fez terapia, aprendeu a ler lábios... Continou falando, mesmo com dificuldade. Era teimosa, minha tia. A voz dela mudou um pouco, ficou mais anasalada, talvez. Mas ela nunca deixou de falar. Era parte dela demais para simplesmente abandonar. Acho que, no fundo, era uma forma de não se deixar apagar completamente.

Quem é deficiente auditivo fala?

Meu primo, o João, é surdo oralizado. Ele nasceu ouvindo, mas começou a perder a audição por volta dos 10 anos, devido a uma doença que os médicos nunca conseguiram diagnosticar completamente. Lembro daquela época, uma correria nos hospitais de São Paulo, exames que pareciam intermináveis... Foi um baque pra família inteira.

Ele aprendeu a falar normalmente antes da perda auditiva, então, conseguia se comunicar usando a fala, mesmo com a perda crescente da audição. Ele me contou que, no início, era difícil, tipo, super frustrante tentar entender as pessoas, principalmente em ambientes ruidosos. Ele me mostrou a dificuldade que era com a leitura labial, principalmente quando as pessoas falavam muito rápido, ou com a boca tapada. Chegava a ser irritante, a frustração batia forte. A gente ia ao cinema, ele se esforçava pra entender, a gente se sentia mal, tipo, "por que isso?". Um peso na consciência. Mas, ao mesmo tempo, ele tinha essa força absurda, esse desejo inabalável de se comunicar.

A minha avó, a mãe do João, sempre foi incansável, lutando por aparelhos auditivos e fonoaudiólogos, buscando o melhor tratamento pra ele. As sessões de fonoaudiologia eram longas e cansativas, e ele precisava de muita paciência. Mas é assim mesmo. A gente via a força dele, uma coisa linda. Ele nunca desistiu, mesmo com as dificuldades. Ele aprendeu a lidar com isso.

Já a minha amiga Carol, é surda sinalizada, usa Libras desde pequena. Ela nasceu surda, então sua comunicação sempre foi através da língua de sinais. A gente se conheceu na faculdade, em 2022, e aprender algumas palavras básicas em Libras foi um passo importante na nossa amizade. Ela me explicou a diferença entre o surdo oralizado e o surdo sinalizado, foi uma aula, viu? Ela é incrível, super independente e comunicativa. Difícil pra ela, às vezes, lidar com pessoas que não entendem Libras, a falta de acessibilidade. Mas ela sempre busca meios pra facilitar a comunicação, usando aplicativos e outros recursos. É impressionante a luta dela pelo reconhecimento da sua comunidade surda.

É correto falar pessoa com deficiência auditiva?

A tarde caía, um vermelho cansado pintando o céu. Lembro-me daquela conversa, o peso das palavras na garganta, um nó silencioso. A língua, instrumento de comunicação, falhava, e a imagem em preto e branco vinha à mente: duas mãos em movimento, uma dança fluida que transcendia o silêncio. Aquele silêncio, tão denso, tão presente...

A pergunta ecoa, ainda, na memória; uma inquietação que se agarra às minhas lembranças como teia de aranha num canto esquecido. É correto dizer "pessoa com deficiência auditiva"? A resposta, a princípio, parece simples, lógica. Mas a simplicidade se desfaz, e as palavras, em sua pretensão de clareza, se tornam insuficientes.

  • Pessoa com deficiência auditiva – um termo inclusivo, mas que, na sua generalização, parece apagar a identidade de quem vive a surdez em sua plenitude.

  • Surdo – para perda auditiva total, sim. Mas a palavra carrega consigo uma história, um peso de séculos, um significado que transcende a simples descrição médica. A cultura surda, tão rica, tão complexa.

"Surdo-mudo" – um termo arcaico, ofensivo, uma tentativa ignorante de enquadrar uma experiência que se recusa a ser enquadrada. Uma violência linguística, uma tentativa de apagar a voz, ou melhor, a expressão. Não existe silêncio na surdez, há um universo de comunicação.

Aquele desenho, as duas pessoas dialogando em Libras, me persegue. A beleza da fluidez, da expressão, da conversa sem palavras, mas com uma plenitude de significado. A imagem é um espelho, refletindo a minha própria incapacidade de alcançar a totalidade do entendimento, da empatia, diante de algo tão significativo.

O que dizer? O que posso acrescentar que não seja apenas a constatação dolorida da minha própria limitação? A língua, ainda, me falha. A língua, e talvez o coração também. Penso na minha avó, ela não ouvia bem, a velhice roubando-lhe a audição. Mas naqueles olhos escuros, havia um universo de experiências, que ultrapassavam as barreiras do som.

A questão permanece: usar "surdo" para perda total de audição, e evitar "surdo-mudo" a todo custo. Simples, claro, mas a complexidade da experiência humana permanece. A palavra, por si só, não basta.

O que acontece quando uma pessoa perde a audição?

Ah, a audição que se esvai, como um amor de verão! É como tentar decifrar um poema do Fernando Pessoa num dia de ventania.

  • Dificuldade em distinguir sons: Imagine que o mundo sonoro vira uma sopa de letrinhas, onde as consoantes mais tímidas (tipo "s", "f", "t") se escondem atrás das vogais exibidas. É como se o som da chuva abafasse a conversa secreta das formigas.

  • A famosa frase: "Eu ouço, mas não entendo". Essa é clássica! É tipo estar num show de rock onde você sente a vibração, mas a letra da música... essa foi pro espaço sideral. Já me peguei nessa situação tentando entender meu amigo gaúcho depois de uns bons goles de chimarrão.

  • Isolamento social: De repente, as festas viram um teste de paciência, o cinema uma tortura (legendas, cadê vocês?) e o papo com os amigos... um jogo de adivinhação. É como ser um ET numa reunião da ONU. E quem quer viver assim?

  • Problemas de equilíbrio: Essa é a cereja do bolo! O ouvido não serve só pra ouvir, viu? Ele também te ajuda a não sair tropeçando por aí. Então, prepare-se para uns momentos Bambi no gelo.

Atenção: Se você anda pedindo pra galera repetir a mesma frase 10 vezes ou acha que todo mundo começou a murmurar de repente, procure um médico. A audição é uma joia rara, e a gente não quer perder essa preciosidade, né? ????