O que é barbarismo e exemplos?
O que é barbarismo na língua portuguesa e seus principais exemplos?
Barbarismo na língua portuguesa é o uso incorreto de palavras na pronúncia, grafia ou morfologia. Exemplos comuns são "gratuíto" (o correto é "gratuito") e "geito" (o certo é "jeito").
Olha, barbarismo, para mim, é tipo aquele esbarrão que a gente dá na língua portuguesa, sabes? Não é que a pessoa seja burra, longe disso, mas é quando uma palavra simplesmente sai do trilho, ou a gente escreve ela de um jeito que não encaixa mesmo. Lembro uma vez, estava no consultório do dentista, ali perto da Alameda, em Lisboa, em 2021, e a rececionista disse "gratuíto" várias vezes. A palavra tem uma sonoridade diferente no meu ouvido, um peso no "u" que não bate nada.
Fico a pensar que isso acontece com toda a gente, eu mesma já me peguei a duvidar se "paralisei" ou "paralizei" era o correto, e a gente pensa "ui, será que estou a cometer um barbarismo agora?". É mais que um erro bobo, claro; é quando a própria estrutura da palavra, a forma como ela se veste, fica meio torta. O "geito" escrito com "g" por exemplo, que eu via nas cartas da minha avó, ela escrevia como falava, e aquilo tinha o seu charme, mas não era o "jeito" que se aprende na escola, né?
É curioso como essas coisas ficam na memória, como um pequeno pormenor. Há uns anos, num debate na RTP, um comentador político usou "adevogado" em vez de "advogado". Aquilo ficou a martelar na minha cabeça, essa troca do 'd' pelo 'v' extra, porque mexe com a morfologia da palavra, muda a sua cara completamente. Para mim, essas nuances mostram bem como a língua é viva, a gente molda, deforma um pouco, mas existem uns limites, umas convenções que a gente aprende e que nos guiam.
Não é para condenar ninguém por usar uma palavra "errada", longe disso. É mais uma observação sobre os caminhos que a fala e a escrita tomam. Mesmo aquela pronúncia de "rúbrica" em vez de "rubrica", que ouço bastante por aí, e que para mim soa como uma melodia ligeiramente desafinada. A sonoridade, a ortografia, a própria construção da palavra; são as peças desse jogo complexo que por vezes se desencaixam, criando esses pequenos desvios que chamamos de barbarismo.
O que é vício de linguagem barbarismo?
Barbarismo é um vício de linguagem que se manifesta como um erro de pronúncia, grafia ou uso inadequado de uma palavra. Quando o desvio é proposital, ele transita de erro para figura de linguagem, servindo a um propósito estético na narrativa, como a caracterização realista de uma personagem.
Ah, o barbarismo! É aquele tropeço linguístico que faz a gente levantar a sobrancelha, tipo quando alguém diz "menos" pra referir-se a plural feminino. Meio que uma meia desparelhada na gaveta da gramática, entende? Inofensivo, talvez, mas notável.
Existem alguns sabores desse "pecado" linguístico, e cada um tem seu charme (ou falta dele):
- Barbarismo Ortográfico: É a falha na escrita da palavra, um erro de grafia que nem o corretor do celular perdoa. O clássico "paralizar" em vez de "paralisar" é um tapa na cara da nossa pobre ortografia.
- Barbarismo Prosódico: Aqui, a gente erra a acentuação tônica da palavra. Falar "rúbrica" em vez de "rubrica" é como trocar a batida do coração da palavra, descompassando-a totalmente. Eu mesmo já confundi "recorde" por "record" na pressa, confesso!
- Barbarismo Morfológico: Erros na formação ou flexão da palavra. "Cidadões" no lugar de "cidadãos" parece até um plebiscito forçado, uma democracia de erros.
- Barbarismo Semântico: Usar uma palavra com o sentido errado. É como colocar gasolina no tanque do diesel e esperar que o carro ande: o vocábulo existe, mas a intenção não bate com a realidade. Dizer "eminente" quando se quer dizer "iminente", por exemplo, pode mudar o rumo de uma reunião, já que um é ilustre e o outro, prestes a acontecer.
O barato é que, apesar de ser um "erro", a intenção muda tudo. Se um escritor de fina ironia decide usar um barbarismo pra mostrar que a personagem é meio desenrolada, meio na dela, ou que a fala dela reflete o seu mundo, aí virou arte! É o tipo de coisa que transforma um "crime" gramatical numa estratégia narrativa genial, quase como uma rebeldia charmosa. Mas, claro, só funciona se a gente sabe que tá fazendo de propósito, né? Senão, é só... barbarismo mesmo. E a gente só observa, sem julgar, mas com um café na mão.
Porque evitar os vícios de linguagem?
Cara, sério, essa semana eu peguei pra ler um email de um colega de trabalho e nossa... parecia que ele tava falando em código, sabe? Cheio de coisa repetida, umas frases que não terminavam. É por isso que esse rolê de vício de linguagem é importante. Não é só frescura de professor de português não, é pra vida.
Evitar os vícios de linguagem melhora a clareza da comunicação, aumenta a credibilidade do emissor e facilita o entendimento em contextos profissionais e acadêmicos.
É que no dia a dia, agente se acostuma a falar de qualquer jeito. E tudo bem! O problema é quando isso vai pro papel, pra um email importante, pra um trabalho da faculdade. Outro dia eu tava montando uma apresentação pro meu chefe e na hora de revisar vi que tinha escrito "a gente vamos" umas três vezes. Que vergonha. Corrigi na hora.
Olha só os mais comuns que a gente vê por aí:
- Gerundismo: Putz, esse é o campeão. Ficar falando "vou estar te ligando" ou "vamos estar verificando". É feio e não precisa. É só falar "vou te ligar" e pronto. Simples.
- Pleonasmo Vicioso: É quando a gente repete uma ideia sem necessidade. Tipo subir pra cima, entrar pra dentro, elo de ligação. É redundante, sabe? Deixa o texto pobre.
- Ambiguidade: Isso é quando a frase tem mais de um sentido e confunde tudo. Por exemplo: "O policial prendeu o ladrão em sua casa". Na casa de quem? Do policial ou do ladrão? Complica a cominicacao.
- Clichês: São aquelas frases prontas que todo mundo usa e já perderam a graça. "Fechar com chave de ouro", "a cereja do bolo". Usar isso num texto sério mostra falta de criatividade.
A verdade é que escrever bem te ajuda a passar uma imagem mais, sei lá, mais profissional. As pessoas te levam mais a sério, entendem o que voce quer dizer de primeira. Eu mesmo tento policiar isso direto, porque sei que faz uma diferença danada, principalmente no trabalho. Ninguém quer parecer o cara que não sabe se expressar direito.
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