O que é flexão verbal e exemplos?

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A flexão verbal em pessoa e número ajusta o verbo ao sujeito da oração. Essa concordância demonstra quem realiza a ação (pessoa) e se é um indivíduo (singular) ou mais (plural). Observamos isso nos pronomes pessoais: eu canto (primeira pessoa do singular) e nós cantamos (primeira pessoa do plural), ilustrando como o verbo se adapta ao sujeito.

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Desvendando a Flexão Verbal: Mais que Concordância, uma Dança de Sentidos

A gramática, muitas vezes vista como um conjunto de regras rígidas, esconde em suas entrelinhas um intrincado balé de significados. Um dos movimentos mais expressivos dessa dança é a flexão verbal, a capacidade do verbo se transformar para expressar nuances de tempo, modo, pessoa, número e voz. Neste artigo, focaremos na flexão de pessoa e número, explorando como essa transformação conecta o verbo ao sujeito da oração e contribui para a riqueza da comunicação.

Imagine a frase: “Cantar encanta.” Sem flexão, temos uma ideia geral, abstrata. Mas, ao flexionarmos o verbo, damos vida à ação, atribuindo-a a alguém: “Eu canto e encanto.” A flexão em pessoa nos permite identificar quem realiza a ação. No exemplo, o “canto” está associado à primeira pessoa do singular (“eu”), revelando o sujeito da ação.

O número, por sua vez, indica quantos realizam a ação. Se mais pessoas se juntam ao coro, a flexão se altera: “Nós cantamos e encantamos.” O verbo agora se flexiona na primeira pessoa do plural (“nós”), refletindo a pluralidade do sujeito.

A flexão verbal em pessoa e número não se limita a uma simples concordância gramatical. Ela vai além, criando uma ponte entre o verbo e o sujeito, permitindo-nos visualizar a ação em sua concretude. Essa conexão é essencial para a clareza e a precisão da comunicação.

Observe a seguinte situação: um grupo de amigos discute sobre um filme. Alguém diz: “Gostaram?”. O verbo “gostar”, flexionado na terceira pessoa do plural, indica que a pergunta é direcionada a todos os presentes. Se a pergunta fosse “Gostou?”, na terceira pessoa do singular, o foco se voltaria para apenas um indivíduo do grupo. A sutil mudança na flexão altera completamente o sentido da pergunta, demonstrando a importância da concordância verbal.

Além dos exemplos tradicionais com pronomes pessoais retos (eu, tu, ele/ela, nós, vós, eles/elas), a flexão verbal também se manifesta com outros tipos de sujeito:

  • Sujeito composto: “Maria e João cantam no coral.” (Terceira pessoa do plural)
  • Sujeito indeterminado:Precisa-se de cantores.” (Terceira pessoa do singular – verbo transitivo indireto + “se”)
  • Orações sem sujeito:Choveu a noite toda.” (Verbos impessoais na terceira pessoa do singular)

A flexão verbal, portanto, não é apenas uma regra gramatical, mas uma ferramenta poderosa que nos permite expressar com precisão quem realiza a ação e em que quantidade. Dominar essa “dança de sentidos” é essencial para uma comunicação clara, eficiente e expressiva.