O que é o texto literário e não literário?

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Ah, essa diferença! Textos literários são pura magia, um mergulho na imaginação, nos transportando para outros mundos com sua beleza e poesia. Já os não literários, práticos e diretos, nos trazem informações, notícias, a realidade crua, sem floreios. Um nos encanta, o outro nos situa. Cada um com seu propósito, ambos essenciais.
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Texto literário e não literário? É uma diferença... sei lá... tão gritante! Me lembra de quando eu era criança, sabe? Deitada na cama, lendo Monteiro Lobato, viajando com a Emília pelo Sítio do Picapau Amarelo. Aquilo era mágico, puro encantamento. Me transportava pra longe, me fazia sonhar. Era um texto literário, claro. Poesia pura, né? Ou quando lia poesia mesmo, Fernando Pessoa, Cecília Meireles... nossa! Me arrepiava inteira!

Já o jornal, que meu pai lia todo dia na mesa do café, era outra história. Notícias, informações, a vida real, crua e dura, acontecendo ali, sem dó. Importante? Claro que sim! Me situava no mundo, me informava. Mas não me fazia viajar como o Sítio, entende? Era prático, objetivo, sem firulas. Um texto não literário, sem aqueles "enfeites" todos. Era a vida como ela é, sem fantasia. Às vezes até meio chato, confesso! Quem nunca, né?

Um te encanta, te tira do chão... o outro, te coloca de volta. Esses dias, por exemplo, li uma notícia sobre, sei lá, acho que era sobre a inflação... Números, gráficos... Cadê a poesia ali? Zero! Acho que li num site, não lembro bem... Deve ter dito que a inflação subiu não sei quantos por cento. Tanto faz! Números frios. Me dizia algo importante sobre o mundo, sim, mas não me tocava na alma como um bom poema.

Acho que a gente precisa dos dois, vai. Da magia e da realidade. Do sonho e da informação. Da Emília e da inflação. Um pra alimentar a alma, o outro, os pés no chão. Senão a gente pira, não é? Ou não sai do lugar. É tipo... sei lá... precisar de água e de ar! Os dois são essenciais. E cada um do seu jeito.