O que é pretérito mais-que-perfeito composto do indicativo?

58 visualizações
O pretérito mais-que-perfeito composto indica uma ação passada anterior a outra ação também passada. Diferencia-se do mais-que-perfeito simples pela sua construção com o auxiliar "ter" ou "haver" + particípio. Exemplo: "A confusão já tinha passado quando a polícia chegou." Expressa, portanto, anterioridade no passado, podendo denotar incerteza quanto ao momento exato do evento.
Comentário 0 curtidas

Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: O Que É?

Pretérito mais-que-perfeito composto? Nossa, me lembra daquela vez, em 2018, que fui pra Lisboa. Cheguei no hostel, já era tarde, tipo umas 11 da noite, e a festa no quarto ao lado, tinha acabado fazia horas, ainda dava pra sentir o cheiro de cerveja e suor no ar. A bagunça toda já tinha passado, mas a ressaca do som… ainda ecoava.

Já tinha jantado antes de chegar, por isso, só cai na cama. Cansada. Aquilo me fez pensar nesse tempo verbal, sabe? Coisas que acontecem antes de outras coisas no passado, tipo a festa e a minha chegada. Um pouco abstrato, confesso. Mas útil pra descrever sequências de eventos.

Naquele dia, gastei uns 30 euros em comida e transporte. Experiência inesquecível, mas a memória dessa gramática, bem… ainda tá meio vaga. Não sei se faz sentido pra você mas, pra mim, é como se criar camadas de passado, cada uma sobreposta na outra.

A confusão na rua, já tinha passado quando a polícia chegou, é um exemplo fácil, né? Mas pensa na complexidade das nossas memórias, das coisas que a gente vive. Tem ações que ocorreram antes de outras ações, num passado longínquo. É um jeito de mostrar isso na escrita.

O que é um pretérito perfeito composto?

Nossa, essa pergunta me pegou de surpresa! Lembro de ter estudado isso no terceiro ano, em 2016, no Colégio Estadual de São Paulo, na aula da professora Helena – uma mulher incrível, mas que explicava gramática de um jeito que só Deus sabe. Eu estava lá, olhando pela janela, pensando mais em como escapar daquela prova de história do que em tempos verbais.

Pretérito perfeito composto, pra mim, sempre foi um bicho de sete cabeças. A definição, toda formal, nunca grudou direito. Tipo, "exprime a repetição ou continuidade de uma ação, que se prolonga até ao momento presente"... Aff! Na prática, é como se a ação do passado estivesse conectada com o agora.

Exemplo: "Tenho ido de ônibus para o trabalho". Entende? Eu comecei a ir de ônibus, e ainda vou. É uma ação que se repete e continua acontecendo. Mas tipo, às vezes eu ia de Uber, sabe? Então, não é de ônibus, mas a ideia principal é a continuidade.

Já o pretérito imperfeito, é bem mais simples. É o passado sem essa ligação com o presente. Era uma ação que aconteceu e acabou. Tipo, "Quando éramos solteiros, íamos muito ao teatro". A gente ia, sim, mas agora, com a correria do trabalho, filhos, contas, o teatro virou lembrança. Fim.

Outra coisa: aquele exemplo do "íamos muito ao teatro" me fez lembrar da minha mãe, ela amava teatro. Eram outras épocas, né? A gente ia sempre ao Teatro Municipal de São Paulo, e eu era criança. Lembro do cheiro de veludo das poltronas e do barulho das pessoas conversando no intervalo, e... ah, saudade! Tudo tão diferente agora...

Mas voltando aos tempos verbais, acho que o segredo é praticar, usar exemplos do dia-a-dia, e não ficar preso a definições chatas de livros didáticos. Até hoje, confesso, às vezes ainda me enrolo um pouco, principalmente quando escrevo.

Quando se utiliza o pretérito mais-que-perfeito?

Lembro daquela vez, fazendo trabalho da faculdade, madrugada alta. Acho que era 2023, final de semestre, estava exausto. Café frio do meu lado, janela aberta, um ventinho gelado entrava. Espreguiçava de 5 em 5 minutos, tentava focar. A matéria era Literatura Portuguesa, sei lá porque diabos escolhi aquilo. Tinha que analisar "Os Lusíadas". Sério.

  • Pretérito Mais-que-perfeito: aparecia toda hora no texto. Me dava nos nervos!
  • Sensações: confusão, cansaço, tédio. Misturados com uma leve ansiedade por causa do prazo.
  • Pensamentos: "Nunca vou entender isso", "Preciso terminar logo".
  • Detalhes: luminária com a lâmpada fraca, som de carros passando lá embaixo, cheiro de café requentado.

Folheando o livro, reparei em como o Camões usava aqueles verbos. "Falara", "cantara", "partira"... parecia coisa de outro mundo. Aí entendi (ou achei que entendi). Ele usava para descrever ações que tinham acontecido antes de outras ações no passado. Tipo, a nau já navegara por mares bravios antes de chegar à Índia. Era um passado do passado. Me senti um gênio por uns 5 segundos. Anotei tudo num papelzinho pra não esquecer. Depois disso, acho que dormi em cima do teclado.

O pretérito mais-que-perfeito indica uma ação passada anterior a outra ação também passada.

Como conjugar o verbo no pretérito mais-que-perfeito do indicativo?

Pretérito mais-que-perfeito: ação concluída antes de outra ação também passada. Simples: radical + -ra, -ras, -ra, -ramos, -reis, -ram.

  • -ra: Eu cantara. Ele falara.
  • -ras: Tu cantaras. Você falara.
  • -ra: Ele/Ela cantara. Você falara.
  • -ramos: Nós cantáramos. Vós faláramos.
  • -reis: Vós cantáreis. Vocês falaram. (Pouco usado)
  • -ram: Eles/Elas cantaram. Vocês falaram.

Lembro de usar essa forma ao narrar histórias da minha infância em Minas. "Comera todo o doce antes que minha avó chegasse." A ênfase na ação completa, finalizada. Impacto diferente. Esquecido por muitos hoje. Pena.