O que mais tira pontos na redação?

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Na redação, a perda de pontos é comum por erros gramaticais (ortografia, concordância) e falta de coesão/coerência. Argumentação fraca, tangenciamento ou fuga do tema e uma proposta de intervenção inadequada penalizam significativamente. Uma estrutura textual inconsistente também compromete a nota final da prova.
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Quais os erros na redação que mais tiram pontos?

Olha, pensando nos erros que mais tiram pontos na redação, a primeira coisa que me vem à cabeça é a tal da gramática. Não tem jeito. Eu lembro, no meu segundo ano do ensino médio, lá por 2008, a professora Célia vivia pegando no meu pé por causa das vírgulas e da concordância. Eu escrevia umas frases super longas e emboladas, e ela sempre dizia que eu precisava respirar, sabe, tipo, pontuar melhor.

Era um inferno corrigir meus textos, ela passava um tempão só marcando onde eu comia uma crase ou onde o sujeito não combinava com o verbo. Teve uma redação sobre meio ambiente, eu acho que era sobre o desmatamento na Amazônia, e a nota veio lá embaixo, 500 e poucos. A Célia me mostrou que eu tinha tipo uns dez erros só de pontuação e uns cinco de concordância.

Aquela parte de estruturar o texto também pegava muito. O tal do "projeto de texto" era algo que demorei para sacar. Eu jogava as ideias no papel, uma depois da outra, sem muita ordem. O Léo, um amigo meu que era fera em redação, sempre me explicava que cada parágrafo tinha que ter uma função clara, tipo um tijolo na construção. Se não, a casa caía.

Ele me mostrou umas redações dele, ele morava ali na Penha, a gente estudava junto, e a diferença era gritante. As dele fluíam, as minhas pareciam umas ilhas de pensamentos soltos. Eu usava conectivos, sim, mas meio que aleatoriamente, tipo um "portanto" no meio de uma explicação. Não encaixava, e os corretores percebem na hora. Isso me custou pontos demais.

E o repertório? Ah, o repertório! A gente achava que era só colocar um filósofo famoso e pronto. Lembro de uma vez que coloquei uma citação do Nietzsche numa redação sobre bullying escolar. O professor, em 2011, numa aula extra na biblioteca da escola, me olhou e falou: "Você conectou isso como? Qual a relação do super-homem com o valentão da sala?" Eu fiquei sem resposta. A citação tinha que ter um propósito claro.

A fuga ao tema então, nem se fala. Essa é fatal. Ou tangenciar, que é tipo andar na beiradinha. Uma vez, em um simulado no cursinho que ficava na Augusta, a proposta era sobre a democratização do cinema e eu comecei a falar só sobre pirataria de filmes. Não que não tivesse a ver, mas eu não liguei uma coisa na outra e perdi o foco principal. Zero para competência 2, foi um choque.

E a intervenção! Eu sempre era muito genérico. "O governo deve resolver." Ou "A sociedade precisa se conscientizar." Lembro de umas notas de 2012 que me devolveram com umas perguntas gigantes em vermelho: "Como?", "Quem?", "Com que recurso?", "Pra quê?". Se você não detalha, não serve para muita coisa. Tem que ser algo que se encaixe no que você argumentou antes e que seja bem explicadinho, com agente, ação, meio e efeito. Era um desafio.

Principais Falhas na Redação do Enem que Podem Reduzir a Pontuação:

  • Fuga ou tangenciamento do tema: Escrever sobre algo diferente do proposto.
  • Desrespeito à estrutura dissertativo-argumentativa: Não apresentar introdução, desenvolvimento e conclusão, ou não defender um ponto de vista.
  • Problemas de coesão e coerência: Ausência de articulação entre frases e parágrafos, uso inadequado de conectivos.
  • Erros gramaticais e ortográficos: Desvios de norma-padrão como pontuação, concordância, regência, acentuação e grafia.
  • Repertório sociocultural inadequado ou improdutivo: Citações, dados ou exemplos que não contribuem para a argumentação ou não estão conectados ao tema.
  • Ausência ou inconsistência da proposta de intervenção: Não apresentar uma solução detalhada e viável para o problema abordado.
  • Cópia de trechos da prova: Transcrever frases dos textos motivadores.
  • Desrespeito aos direitos humanos: Propor soluções que violem os princípios de dignidade e liberdade.

O que tira ponto da redação?

O que tira ponto da redação?

A pontuação é arbitrária. Um espelho frio do que falta.

  • Incoerência argumentativa: Linhas soltas. Pensamentos que não se encontram. Um texto, um caminho.
  • Coesão falha: Frases desconectadas. A ponte que deveria existir, ausente.
  • Repertório sociocultural limitado: Vazio de referências. O mundo, em miniatura. Sem ecos.
  • Gramática e norma-padrão: Desrespeito. A forma, essencial. Sem ela, a mensagem se perde.
  • Fuga ao tema ou tangenciamento: O foco é tudo. Desviar é não ver. O assunto é um, a escrita vai a outro.
  • Repetição de vocabulário: Um cansaço. A palavra esgota-se. Exaustão. Palavras como "capital" perdem seu peso, diluídas em excesso. Uma evidência de pensamento estático.
  • Proposta de intervenção irrealizável: Sonhos sem base. A solução deve ser concreta, viável. Sem fantasias.

A clareza se exige. A ambiguidade, um perigo. A escrita revela. Não se esconde. O domínio da linguagem é poder. Sem ele, o silêncio é mais eloquente. Não há atalhos. A leitura profunda, constante, molda a mente. Sem essa base, a estrutura desmorona.

Quantos pontos perde ao tangenciar o tema?

Para tangenciar o tema na redação do Enem, perde-se até 200 pontos na Competência II, que avalia a compreensão do tema e a aplicação de diversas áreas do conhecimento.

Tangenciar o tema da redação do Enem significa abordar o assunto de forma superficial, incompleta ou desviando-se para um tópico correlato, mas não central. É como passear à beira da piscina em vez de mergulhar de cabeça no tema proposto.

Tangenciar o tema é uma arte peculiar, quase um balé de esquiva argumentativa. Você dança ao redor do problema, acena para a plateia e, quando esperam um salto, você apenas dá uma pequena voltinha. Não é fugir completamente – isso seria sair do palco – mas sim não encarar o protagonista da peça. É uma afronta sutil à proposta, digna de um "quase lá".

  • Punição implacável: A nota despenca na Competência II. Em vez de demonstrar a compreensão do tema, você mostra que entendeu... alguma coisa, mas não exatamente aquilo.
  • Desgaste da credibilidade: O corretor percebe na hora. É como servir um prato chique, mas com o ingrediente principal faltando. A experiência não é completa.

Então, como não cair nessa armadilha? É mais fácil do que parece, ou talvez mais difícil do que gostaríamos de admitir, já que a pressa é uma ótima amiga da superficialidade.

  • Leia o tema 3 vezes, ou 7 se for supersticioso: Cada palavra da proposta tem um peso. Analise verbos, substantivos, adjetivos. Se o tema é "Desafios para a valorização de comunidades tradicionais no Brasil", não fale só de "comunidades tradicionais" ou apenas de "desafios". Os três elementos são inseparáveis, como um trio musical afinado.
  • Grife as palavras-chave: Uma dica de ouro, herdada da minha época de concurseiro, é sublinhar o miolo do tema. Isso cria um mapa visual. Se a proposta tem vírgulas, parênteses ou aspas, cada um deles serve como um lembrete do que não pode ser deixado de lado. É o contrato com o examinador.
  • Faça um rascunho esperto: Antes de sair escrevendo como um possesso, estruture suas ideias. Pense em tópicos: Introdução (com a tese clara), Desenvolvimento 1 (abordando um aspecto do tema), Desenvolvimento 2 (outro aspecto), e a Conclusão (com a proposta de intervenção). Seus argumentos devem ser braços que abraçam o tema central, não que acenam para o vizinho.
  • Conecte tudo como teias de aranha: Cada parágrafo precisa dialogar com o tema. Não é uma coleção de informações aleatórias, mas uma orquestra onde todos os instrumentos tocam a mesma melodia. Gosto de ver cada frase como uma migalha de pão que leva de volta ao tema principal. Perder o caminho é fácil, reencontrá-lo é arte.
  • Fuja do "sabe-tudo": Por vezes, o aluno que domina muito um assunto corre o risco de despejar todo seu conhecimento, mesmo que parte dele não seja diretamente relevante para o tema específico. É como ter um arsenal e usar o canhão para matar uma mosca: funciona, mas não é eficiente e pode desviar o foco. Use apenas o que serve para iluminar o caminho do tema.

Na minha perspectiva, tangenciar o tema é um dos maiores pecados da redação, porque ele te desarma antes mesmo de você lutar. É como ir a um jantar chique e pedir um sanduíche de queijo: até pode ser gostoso, mas não era o que estava no cardápio. E o Enem, meu caro, tem um cardápio bem definido.