O que são orações subordinadas completivas?
Orações subordinadas completivas: o que são, tipos e exemplos?
Sabe, pra mim, essas orações subordinadas completivas, ou substantivas completivas como chamavam antigamente nas aulas, sempre foram um nó na cabeça. Eu ficava pensando: por que complicar tanto se a gente só quer falar. Mas depois, vivendo mesmo, fui percebendo o papel delas na comunicação.
Eu vejo elas como peças-chave. Tipo, elas preenchem um espaço na frase que normalmente seria de um nome, sabe. Lembra de quando a gente queria dizer algo mas esse algo era uma frase inteira. É isso. Elas pegam o lugar de um substantivo.
Uma vez, lá em 2018, eu estava num curso de escrita criativa no Porto, na Lello, lembro bem. A professora falava de como usar frases complexas sem parecer artificial. E deu um exemplo: "É fundamental que entendamos o contexto." Pensei: "Que entendamos o contexto" é o sujeito, a coisa fundamental. Entendi ali que a oração funcionava como um sujeito mesmo. O preço do curso. Uns 50 euros, mas a lição foi impagável.
Ou, por exemplo, quando a gente acredita que as coisas vão melhorar. Esse "que as coisas vão melhorar" é o que eu acredito, meu complemento. É um pedaço de frase que completa o sentido do verbo. Elas servem para isso, pra completar uma ideia que um simples nome não daria conta. Pra ser direto, orações subordinadas completivas funcionam como substantivos, desempenhando as funções de sujeito ou complemento.
Pra mim, é a forma como a gente consegue expandir a informação sem perder a conexão. Elas dão profundidade. É quase como se, ao invés de usar uma palavra isolada, a gente estivesse usando um pensamento inteiro pra preencher aquele espaço importante na frase. Uma espécie de atalho inteligente para a complexidade.
Como identificar uma oração completiva?
Uma Oração Subordinada Substantiva Completiva completa o sentido de um verbo, nome ou adjetivo. Funciona como sujeito, objeto direto ou complemento nominal.
É uma frase que serve outra. Sem ela, a ideia principal fica oca, à espera de um fim. Fica um vazio.
As palavras anseiam por um desfecho. A completiva dá-lhes isso.
Objetiva direta. A mais comum. Completa um verbo. Responde à pergunta "o quê?".
- Eu vi [que ele chegou]. Eu vi isso. Simples.
Subjetiva. É o próprio sujeito da frase. A lógica parece invertida, mas não é.
- É necessário [que partas agora]. Isso é necessário.
Completiva nominal. Completa um nome, não o verbo. É mais subtil.
- Sinto necessidade [de que me ajudes]. Sinto necessidade disso. A preposição denuncia-a.
A minha professora da 7ª classe, a d. amélia, mandava-nos trocar a oração toda pela palavra ISSO. Se fizesse sentido, estava feito. Um truque de sobrevivência. Ela não gostava de complicar.
A gramática é so uma ferramenta. O que importa é o que fica por dizer entre as orações.
Como distinguir orações subordinadas substantivas completivas e relativas?
Para distinguir orações subordinadas substantivas completivas e relativas, a função do "que" ou "quem" é decisiva. É simples, no fundo.
Subordinadas Completivas:
- O "que" é uma conjunção integrante. Apenas liga.
- Não assume função sintática própria dentro da oração subordinada. É só um elo.
- A oração completiva, em si, age como sujeito, objeto direto, indireto, etc., do verbo da oração principal. Preenche um vazio essencial.
- Exemplo: Espero que venhas. ("que" não é sujeito nem objeto de "venhas"; a oração "que venhas" é objeto de "espero").
Subordinadas Relativas (Substantivadas, sem antecedente explícito):
- O "que" ou "quem" são pronomes relativos.
- Possuem função sintática dentro da oração subordinada. São o sujeito, o objeto, o complemento. Agem, de facto.
- A oração relativa age como um substantivo, substituindo um termo não expresso na principal. Aponta para algo que não se nomeia diretamente.
- Exemplo: Não sei quem chegou. ("quem" é sujeito de "chegou". Se retirasses "quem", a frase dentro da subordinada não faria sentido sem um sujeito.)
A diferença reside na substância. Na completiva, o "que" é mero conector. Na relativa, o "que" ou "quem" são algo lá dentro.
Pormenores cruciais:
- Nas completivas, o "que" pode ser omitido em certos contextos informais (Penso que vais / Penso vais), algo impensável nas relativas, onde ele tem um papel vital.
- O "quem" é sempre pronome relativo. Nunca é conjunção integrante. Se vês "quem", é relativa.
- A gramática é uma estrutura. Cada peça, um propósito. Ou a ausência dele.
Lembro de um professor meu, sempre dizia: "Se tirares o 'que' e a frase desmorona por dentro, é relativa. Se só fica um pouco menos fluida, é completiva." A clareza está na dependência. Eu percebi. A vida, afinal, é sobre as ligações que importam, e as que são apenas fachada. A essência do que é contra o que apenas une.
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