Quais foram os reis da terceira dinastia?

0 visualizações
Os reis da terceira dinastia de Portugal compreendem três monarcas espanhóis durante a União Ibérica. Filipe I governou o território de 1581 a 1598. Filipe II exerceu o poder real de 1598 a 1621. Filipe III administrou a coroa no período de 1621 a 1640.
Comentário 0 curtidas

Reis da terceira dinastia: Quem governou Portugal?

Compreender a cronologia dos reis da terceira dinastia ajuda a evitar confusões históricas sobre o período da União Ibérica. O conhecimento sobre esses governantes protege o estudante de equívocos em exames acadêmicos. Explore a ordem correta desses monarcas para dominar esse fato histórico fundamental.

Quem foram os reis da terceira dinastia de Portugal?

Os reis da terceira dinastia de Portugal, popularmente conhecida como Dinastia Filipina ou Casa de Habsburgo, foram D. Filipe I, D. Filipe II e D. Filipe III. Eles governaram o trono português entre os anos de 1581 e 1640, durante o célebre período da União Ibérica.

A ascensão dessa nova linha de monarcas ocorreu após uma severa crise de sucessão em Portugal, desencadeada pelo desaparecimento do jovem rei D. Sebastião na Batalha de Alcácer-Quibir. Sem deixar herdeiros diretos, o trono passou temporariamente para o seu tio-avô, o Cardeal D. Henrique, que faleceu logo em seguida. Diante do vazio de poder e de intensas negociações políticas, o rei espanhol Filipe II usou a força militar para garantir o seu direito legítimo ao trono lusitano, iniciando um ciclo de governantes estrangeiros que duraria exatamente 60 anos.

A linhagem dos três monarcas filipinos e seus períodos de reinado

A Terceira Dinastia é caracterizada por um modelo de monarquia dual, onde Portugal mantinha suas leis e moedas oficiais independentes, mas compartilhava o mesmo soberano que a Espanha.

Abaixo, detalhamos o período exato de governança de cada monarca em solo português: D. Filipe I (1581 - 1598): Conhecido na Espanha como Filipe II, foi o responsável por consolidar a união dinástica nas Cortes de Tomar, garantindo grande autonomia administrativa aos nobres locais e governando por 17 anos.

D. Filipe II (1598 - 1621): Sucedendo ao pai sob a numeração espanhola de Filipe III, teve um reinado marcado por crises econômicas nas colônias e pelo início de atritos com a burguesia mercantil portuguesa. D. Filipe III (1621 - 1640): Identificado como Filipe IV na corte de Madrid, foi o último monarcas da dinastia filipina portugal a governar o império unificado, sofrendo com revoltas populares decorrentes do aumento excessivo de impostos e da perda de territórios ultramarinos.

A dupla correspondência de nomes: Portugal versus Espanha

Entender a numeração real deste período costuma confundir muitos estudantes de história. Como o monarca acumulava os títulos de duas coroas soberanas distintas, o seu algarismo nominal mudava obrigatoriamente dependendo do país onde despachava.

Essa diferença ocorre porque a contagem de governantes com o nome de Filipe era diferente nos dois reinos europeus. Para a história lusitana, o fundador da dinastia foi o primeiro de seu nome a usar a coroa (Filipe I), enquanto em Madrid ele já era o segundo Filipe a ocupar o trono castelhano (Filipe II). Essa defasagem numérica de uma unidade manteve-se idêntica até o colapso da dinastia, exigindo atenção redobrada em exames acadêmicos.

O fim da dinastia e a Revolta de 1 de Dezembro de 1640

O desgaste político causado pelas guerras externas da Espanha e o constante desrespeito à autonomia prometida nas Cortes de Tomar sufocaram a estabilidade do governo filipino nas primeiras décadas do século 17.

Cansados de ver os recursos financeiros do reino drenados para sustentar os exércitos espanhóis, um grupo organizado de aristocratas planejou secretamente a derrubada do regime em Lisboa. No dia 1 de dezembro de 1640, eclodiu a Revolta da Restauração da Independência, que culminou no assassinato de Miguel de Vasconcelos, o odiado secretário de Estado filipino, e na expulsão da duquesa de Mântua, que servia como vice-rainha. O trono foi devolvido a mãos legitimamente portuguesas com a aclamação de D. João IV, o fundador da Dinastia de Bragança.

Se tem interesse em aprofundar o seu conhecimento linguístico e histórico, consulte Qual é o verdadeiro português do Brasil ou de Portugal?.

Comparativo de Títulos e Reinados na União Ibérica

A organização administrativa dos soberanos da Casa de Habsburgo exigia que cada rei administrasse as coroas ibéricas de forma paralela e sob ordens numéricas distintas.

D. Filipe I de Portugal

1581 a 1598

Pacificação social e manutenção dos privilégios institucionais de Portugal

Filipe II de Espanha

D. Filipe II de Portugal

1598 a 1621

Delegação de poderes a validos e primeiros sinais de instabilidade econômica

Filipe III de Espanha

D. Filipe III de Portugal

1621 a 1640

Centralização excessiva conduzida pelo Conde-Duque de Olivares e aumento tributário

Filipe IV de Espanha

Enquanto o primeiro monarca filipino conseguiu governar com relativa paz social ao respeitar a autonomia lusitana, seus sucessores adotaram medidas centralizadoras que asfixiaram a economia local, pavimentando o caminho para o golpe restaurador de 1640.

O Dilema dos Estudantes de Coimbra na Memorização da União Ibérica

Carlos, um jovem universitário de Coimbra focado em concursos públicos, enfrentava uma enorme barreira para fixar a cronologia correta dos governantes do século 17. Ele costumava misturar constantemente a numeração dos reis nas provas de história comparada.

Na sua primeira tentativa de simulado, ele cometeu o erro clássico de apontar Filipe II como o último governante antes da restauração nacional. O resultado foi uma nota baixa que quase o fez desistir de seguir na área acadêmica.

Após revisar os apontamentos, Carlos percebeu que precisava associar os reis ao tempo exato de duração de toda a dinastia, que somava 60 anos de dominação. Ele criou um método de fixação baseado na subtração simples das datas de transição real.

Com a nova estratégia visual de mapeamento, ele gabaritou as questões do exame seguinte, compreendendo que Filipe III governou até 1640, encerrando o ciclo da União Ibérica com sucesso absoluto.

Resumo da estratégia

Identificação Clara dos Reis

A terceira dinastia portuguesa contou exclusivamente com três monarcas da Casa de Habsburgo: D. Filipe I, D. Filipe II e D. Filipe III.

Cuidado com os Títulos Duplos

Evite o erro comum de usar a contagem real espanhola (Filipe II, III e IV) ao se referir especificamente à história interna e cronológica de Portugal.

Marcos Cronológicos Fixos

O período durou exatamente 60 anos, compreendidos entre a consolidação em 1581 e a revolta libertadora em 1640.

Mesmo tema

Como diferenciar a numeração dos reis da terceira dinastia?

Basta lembrar que o número do monarca em Portugal será sempre uma unidade menor do que o seu título correspondente na Espanha. Assim, o primeiro Filipe português equivale ao segundo Filipe espanhol.

Quanto tempo durou o domínio da terceira dinastia em Portugal?

A Dinastia Filipina governou o território português por um período exato de 60 anos, iniciando-se formalmente em 1581 nas Cortes de Tomar e terminando com o golpe da restauração em 1 de dezembro de 1640.

Quem foi o herdeiro que assumiu o trono após a expulsão dos reis filipinos?

Com a vitória da insurreição da nobreza em 1640, o Duque de Bragança foi imediatamente coroado como D. João IV, dando início à quarta dinastia nacional de Portugal.