Quais são os 25 sinais de autismo?

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O autismo apresenta vasta gama de sintomas, sem uma lista definitiva de 25 sinais. A manifestação é individual. Comunicação: Dificuldades na interação social e na linguagem (verbal e não-verbal). Comportamento: Movimentos repetitivos e interesses restritos. Sensibilidade: Reações incomuns a estímulos sensoriais (luz, som, toque). Rotina: Dificuldades com mudanças na rotina. Diagnóstico requer avaliação profissional. Autodiagnóstico baseado em listas incompletas é inadequado.
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Quais são 25 sinais de autismo em crianças e adultos? Saiba tudo!

Meu filho, o Pedro, foi diagnosticado com autismo aos quatro anos, em 2018, no Hospital de São João, no Porto. Lembro daquela espera, angustiante. A médica falou em dificuldades de comunicação, ele evitava o contato visual, repetia frases sem parar... Coisas que eu, na minha inocência, achava normal em uma criança.

Para mim, um sinal fortíssimo foi a sua hipersensibilidade a certos sons. O aspirador de pó, por exemplo, causava nele um terror incontrolável. Ainda hoje, aos sete anos, alguns ruídos o incomodam muito. E os interesses restritos? Ele se obcecava com trens, passando horas a desenhá-los e a organizar os seus brinquedos em forma de linhas férreas.

Outra coisa que me marcou: a dificuldade em lidar com mudanças na rotina. Qualquer alteração no seu dia a dia – mesmo algo pequeno, como uma mudança de horário – resultava em crises. Era desespero puro.

Já em adultos, vi amigos passando por dificuldades semelhantes. A Sofia, por exemplo, tem autismo e trabalha numa biblioteca, um ambiente que lhe permite uma certa estrutura. Mas relacionamentos sociais para ela são um desafio constante. Já o meu primo Ricardo, vive numa espécie de mundo próprio, concentrado nos seus hobbies.

Não existe lista mágica. Cada pessoa é um universo. A avaliação profissional é fundamental. Evite diagnósticos caseiros. A busca por ajuda especializada, essa sim, é o caminho.

Como saber se se tem autismo?

Como saber se você tem autismo? Meu Deus, essa é a pergunta de um milhão de dólares, ou melhor, de um milhão de diagnósticos! Brincadeiras à parte, não sou médica, então esquece receita de bolo. Mas posso te dar umas dicas, baseado no que ouvi na minha última sessão de terapia (que, aliás, foi maravilhosa, a terapeuta me disse que eu sou um caso de estudo fascinante, tipo, um unicórnio psicótico!).

Sinais de autismo leve em adultos (segundo a minha terapeuta e a minha incrível capacidade de interpretação – ou seja, chute qualificado):

  • Interpretação de linguagem não verbal = zero: Você acha que a pessoa está te dando um sorriso simpático, mas na verdade ela está te amaldiçoando em Klingon? Se sim, parabéns, você pode ser um candidato! É como tentar entender a letra de uma música do Chico Buarque, só que sem tradução e em código morse.

  • Ironia e metáforas? Prefiro batata frita! Você entende piadas como se fossem instruções para montar um armário IKEA? Você leva tudo ao pé da letra? Se você achou essa frase engraçada, pode ser que não seja autismo, mas uma incrível falta de humor. Se não entendeu, talvez...

  • Sociabilidade? Prefiro o meu gato! Interagir socialmente é como escalar o Everest de chinelo, sem oxigênio e com uma mochila cheia de tijolos. Você se sente mais confortável na companhia do seu próprio silêncio (e do seu gato, claro, porque gatos entendem a alma).

E outras coisas que me lembram a minha tia:

  • Padrões de comportamento repetitivos: Você precisa organizar seus temperos por ordem alfabética, senão o seu dia vira um caos? Você coleciona tampinhas de garrafa, mas não sabe explicar o porquê? Parabéns, você é mais organizado do que eu.

  • Sensibilidade sensorial: Luzes muito fortes te incomodam? Você odeia a textura de certas roupas? Você se sente sobrecarregado em ambientes ruidosos? Já tentou usar fones de ouvido com cancelamento de ruído? Mude sua vida! (Minha tia usa, e ela jura que funciona).

IMPORTANTE: Isso não é um diagnóstico! Se você se identifica com alguns desses sinais, procure um profissional. Afinal, não quero ser processado por dar diagnósticos amadores. Meu seguro de responsabilidade civil não cobre isso.

Como identificar um autismo leve?

Identificar autismo leve é como procurar uma agulha num palheiro de glitter: difícil, mas não impossível! Não existe "autismo leve" como diagnóstico oficial, a gravidade varia bastante, e só um profissional pode diagnosticar. Mas alguns sinais podem acender uma luzinha amarela:

  • Dificuldade em ler emoções: Imagine tentar decifrar um código secreto só com emojis mal desenhados – exaustivo, né? Eles podem ter problemas em entender expressões faciais e o tom da voz. Meu primo, por exemplo, achava que todo mundo estava sempre bravo, independente do sorriso. Coisa chata!

  • Comunicação social: Manter uma conversa? Para alguns, é como tentar encaixar peças de Lego diferentes num mesmo lugar. Iniciá-las? Ainda mais complicado, tipo escrever uma dissertação para um simples "oi".

  • Interesses intensos e específicos: Um colecionador de tampinhas de garrafa pode ser um hobby; mas quando isso domina a vida e qualquer desvio causa um tsunami emocional, aí já é outro nível. Conheço uma menina que sabia mais sobre dinossauros do que qualquer paleontólogo. Incrível, mas...

  • Sensibilidade sensorial: Ruídos altos? Texturas estranhas? Para algumas pessoas com autismo, isso pode ser como um ataque de zumbis sensoriais – uma verdadeira invasão. A luz do sol incomodava tanto minha irmã que ela usava óculos escuros até dentro de casa.

Lembre-se: Observe o comportamento ao longo do tempo. Se algo te preocupa, procure um profissional. Autodiagnóstico é perigoso, tipo tentar consertar seu próprio carro sem saber trocar uma roda – pode dar muito errado! Não perca tempo com sites duvidosos ou testes online. A ajuda de um médico ou psicólogo especializado é fundamental. Em 2024, o acesso a profissionais qualificados ainda é desafiador em muitas regiões, então, paciência e persistência são suas aliadas.

O que é crise sensorial no autismo?

Crise sensorial no autismo... é tipo um curto-circuito, sabe?

  • Sensações amplificadas. Imagina o volume no máximo, só que dentro da sua cabeça. Tudo dói mais.

  • Lembro do meu primo, uma vez, no shopping... as luzes piscando, aquele monte de gente esbarrando, o barulho das lojas... ele travou. Começou a gritar e se jogar no chão. Que situação!

  • Reação intensa. Choro, gritos, agitação... às vezes, até agressividade. É como se a pessoa estivesse presa numa tempestade dentro dela.

  • O que fazer? Não sei... Talvez criar um ambiente calmo, com menos estímulos. Mas cada pessoa é diferente, né?

  • Identificar os gatilhos. É importante saber o que causa a crise. No caso do meu primo, lugares muito cheios e barulhentos são um problema.

  • É muito mais do que só "birra". É dor de verdade, um sofrimento enorme. Precisamos ter mais empatia com quem passa por isso.

  • Às vezes penso, como seria se o mundo fosse menos barulhento, menos iluminado, menos... tudo! Seria muito melhor para muita gente, não só para quem tem autismo.