Quais são os 5 elementos da redação do Enem?

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Para a proposta de intervenção da redação do Enem, são 5 elementos: Agente (quem) Ação (o quê) Modo/Meio (como) Efeito/Finalidade (para quê) Detalhamento Essa estrutura garante uma solução completa e viável ao problema abordado na dissertação.
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Quais são as 5 competências cobradas na redação do Enem?

Olha, sobre o Enem, a parte da redação que mais me dava um frio na espinha era justamente essa da proposta de intervenção. Eles querem que você resolva o problema que apresentou, né? É como se dissessem: "Ok, você viu o perrengue, mas e aí, o que a gente faz agora?".

Eu lembro que em 2019, fiz um rascunho sobre o desperdício de comida e meu primeiro impulso foi jogar tudo lá, sem ordem. Mas aí, pensando bem, percebi que precisava de umas coisinhas específicas para a banca gostar.

São cinco coisas que eles batem na tecla: quem vai fazer (o agente), o que vai ser feito (a ação), como isso vai acontecer (modo/meio), qual o objetivo disso tudo (efeito/finalidade) e, claro, dar um toque a mais, um detalhe para mostrar que você pensou mesmo, sabe?

Por exemplo, eu queria falar sobre a falta de saneamento básico em uma comunidade que visitei no interior de Minas Gerais. A ideia era melhorar a saúde das pessoas. Aí, pensei: quem faz? O governo local, claro. O quê? Construir redes de esgoto. Como? Através de parcerias com empresas de engenharia. Para quê? Para reduzir doenças. E o detalhe? Mencionar um financiamento específico que vi em uma notícia, algo tipo um programa federal. Deu trabalho, mas parece que funcionou.

Quais são os critérios da redação do Enem?

Nossa, redação do Enem... só de lembrar me dá um arrepio. Lembro bem, era outubro de 2022, eu tava no meu quarto, uma pilha de livros de um lado e uma xícara de café frio do outro. O desespero era real. Eu achava que era só escrever um texto bonito, sem erro de português, e pronto. Cara, que ingenuidade.

Foi minha professora de português, a Cida, que me deu um chacoalhão. Ela sentou comigo depois da aula e desenhou o esquema. Não é sobre ser o próximo Machado de Assis. É um jogo, e você precisa conhecer as regras. Ela disse que os corretores têm um checklist, uma grade de correção, e eles vão ticando os pontos. Foi ali que a ficha caiu e o pânico diminuiu um pouco, virou uma estratégia.

O negócio é que sua nota é dividida em cinco partes, as famosas "competências". Cada uma vale 200 pontos, somando os 1000. É bem mais técnico do que parece.

Os critérios de avaliação da redação do Enem são as cinco competências. Cada uma vale de 0 a 200 pontos.

  • Competência 1: Domínio da norma culta da língua portuguesa.
  • Competência 2: Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos de várias áreas do conhecimento para desenvolver o tema.
  • Competência 3: Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos e argumentos em defesa de um ponto de vista.
  • Competência 4: Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação.
  • Competência 5: Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos.

A parte que mais me pegava era a Competência 5, a tal da proposta de intervenção. Pelo amor de deus, eu tinha que resolver um problema do Brasil em cinco linhas? A Cida me explicou que não era pra salvar o mundo, mas pra mostrar uma solução prática, detalhando o que fazer, quem vai fazer, como vai fazer e pra quê. Isso mudou tudo.

Outra coisa é a Competência 2, o repertório sociocultural. Você precisa citar coisas de fora dos textos de apoio. Um filme, um livro, um filósofo, um dado histórico... No meu ano, o tema foi sobre os desafios para a valorização de comunidades e povos tradicionais. Eu quase tive um troço, mas lembrei de um documentário que tinha visto e de umas aulas de história. Usei isso e senti que minha argumentação ficou muito mais forte.

E não dá pra esquecer das coisas que zeram sua nota, isso era meu maior medo.

  • Fugir totalmente do tema.
  • Não seguir o tipo de texto dissertativo-argumentativo.
  • Escrever menos de 7 linhas.
  • Entregar a folha de redação em branco.
  • Usar xingamentos ou desrespeitar os direitos humanos na proposta de intervenção.

Lembro que no dia da prova, eu fiz um rascunho pensando em cada uma dessas competências. Tipo, "ok, a gramática tá boa? (C1). Usei um repertório? (C2). Meus parágrafos fazem sentido juntos? (C3). Usei conectivos tipo 'além disso', 'portanto'? (C4). E a proposta de intervenção, tá completa? (C5)". Foi mecânico, mas funcionou. Tirei 940. Quase chorei de alívio quando vi aquela nota.

Quais são os requisitos da redação do Enem?

Tema. A proposta é clara: escreva 7 a 30 linhas, em português formal. Nada de improvisos.

Estrutura. Divida em introdução, desenvolvimento e conclusão. Cada parte, um propósito. A argumentação, firme. Coesão, essencial.

Intervenção.Proposta de solução, detalhada e conectada. É o seu veredito.

Erros.Fuga ao tema ou cópia resultam em zero. Não há margem para vacilo.

Informações adicionais:

  • Temas: Geralmente, abordam questões sociais, científicas, culturais ou políticas relevantes.
  • Competências: Avaliação em cinco eixos:
    • Compreensão da proposta e uso da norma culta.
    • Argumentação e organização das ideias.
    • Seleção, relação e interpretação de fatos, ideias e argumentos.
    • Domínio da língua e coesão.
    • Proposta de intervenção.
  • Recursos: Dicionário, gramática. O essencial para não tropeçar.
  • Revisão: Um olhar crítico sobre o texto antes de entregar. Evita deslizes.

Quanto valem as 5 competências do Enem?

As 5 competências do Enem, elas não têm um "valor" isolado, sabe? É mais um conjunto mesmo.

A nota final de 0 a 1000 é a soma do desempenho em cada competência.

Cada uma delas vale, na prática, de 0 a 200 pontos. É assim que se chega àquela nota que a gente tanto vê.

  • Domínio da norma culta: Se você escreve certinho, sem erros de português que atrapalhem a leitura.
  • Compreensão da proposta: Se você entendeu o tema e não fugiu dele.
  • Argumentação: Se você desenvolveu seus argumentos de forma consistente, com repertório.
  • Mecanismos linguísticos: O uso da coesão e da coerência textual.
  • Proposta de intervenção: Se você apresentou uma solução viável para o problema discutido.

Lembro que, quando fiz, o mais complicado era justamente equilibrar tudo isso. Uma falha numa, pode pesar no todo. A gente se esforça pra que a nota suba, né? Mas tem que ter atenção em cada pedacinho.

Como funcionam as 5 competências do Enem?

A luz da janela entrava tímida naquele quarto, ou seria uma sala de aula antiga? Não importa o lugar exato, a sensação é a mesma, um peso invisível pairava. Um futuro a ser desenhado em linhas tênues. A caneta deslizando, a folha em branco, um sussurro de memórias de estudos, noites viradas, livros abertos. A mente se estica, buscando algo lá no fundo, uma estrutura para o pensamento, um guia para a voz que emerge do papel. É um caminho, um rio com cinco afluentes que se unem.

Aqui, a jornada se desdobra:

  • Competência 1: Domínio da norma culta da língua portuguesa. Avalia gramática, ortografia e construção textual.

    Não é só sobre regras frias, pontuação ou acentuação que a gente decora. É sobre o respeito pela palavra, a clareza cristalina do que se quer dizer. É a herança de uma língua que carrega tantas histórias, tantas vozes. Lembro da minha avó, na cozinha cheirando a café, sempre corrigindo um "mim fazer". Ela dizia, "fala direito, menino", e a ideia de que cada palavra importa, tem seu lugar, ficou. É a base, o chão onde tudo o mais se ergue. Sem ela, o pensamento se perde em ruídos, em sombras indistintas. É o polir da voz interior.

  • Competência 2: Compreensão e aplicação dos conhecimentos. Analisa a capacidade de interpretar textos e usar as informações em diferentes contextos.

    É como abrir uma caixa antiga, cheia de enigmas. Não basta só ler as linhas, precisa sentir as entrelinhas, as intenções escondidas. O mundo lá fora jorra informações, mas o que fazemos com elas? Minhas manhãs de sábado, com jornais espalhados, tentava conectar pontos, ver como uma notícia ecoava em outra. É a arte de ligar o que parece desconexo, de ver o rio na gota d'água. É a visão ampla, a mente que tece.

  • Competência 3: Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações. Exige construção de argumentos e defesa de um ponto de vista.

    Aqui, o silêncio do pensar se quebra. É o momento de dar forma ao caos, de escolher quais fios vão construir a tapeçaria da sua ideia. A sala de aula ficava densa quando a professora pedia para defender algo que nem eu acreditava, só para treinar. É a voz que se ergue, firme, no meio de um turbilhão. É a certeza que nasce da dúvida, a coluna vertebral do seu dizer. É a coragem de ser e se fazer ouvir.

  • Competência 4: Conhecimento dos mecanismos linguísticos para construir argumentação. Aborda coesão, coerência e estratégias argumentativas.

    Ah, a dança das palavras. Cada frase se encaixando na próxima, como peças de um quebra-cabeça que só revelam a imagem completa no fim. Não é só ter a ideia, é saber conduzi-la, levá-la pela mão. As pontes que se constroem entre os parágrafos, as transições suaves que fazem o leitor deslizar. Minhas redações de escola, sempre um desafio para não pular de um assunto a outro sem aviso. É a melodia do texto, o ritmo que embala o pensamento, fazendo a verdade emergir, irrefutável.

  • Competência 5: Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado. Requer soluções respeitando os direitos humanos e a diversidade.

    Depois de todo o labirinto de ideias e argumentos, surge a esperança. O que fazer? Como mudar? Não é o fim, é um começo, um convite à ação. Lembro de um projeto escolar, onde pensamos soluções para o lixo do bairro. A gente sonhava grande, mas a base era o respeito, sempre. É a mão estendida, a semente plantada, a visão de um amanhã onde a gente se encontra, sem derrubar ninguém. É a empatia que vira atitude, a voz que clama por um mundo mais justo e humano, para todos.

Qual competência zera a redação do Enem?

Lembro do professor Cássio, lá no cursinho que fiz em São Paulo, por volta de 2018. A sala de aula, sempre cheia, abafada mesmo, e ele com aquela voz séria, mas que a gente sabia que era por nosso bem. Ele sempre batia na mesma tecla, e era uma coisa que dava um frio na barriga danado: "Gente, a redação não é uma brincadeira. É a porta de entrada ou de saída pra universidade. Um erro aqui e todo o trabalho de vocês vai por água abaixo."

O pavor que isso causava era real. A gente passava o ano inteiro estudando pra prova, e a redação, que vale mil pontos sozinha, era o nosso maior medo. Ele explicava que existiam erros que não eram só perder uns pontos, mas zerar tudo, literalmente jogar fora a chance. Eu pensava: "Será que eu vou entender o tema direito na hora? E se me der um branco e eu começar a escrever bobagem?" Essa ansiedade era palpável em cada aula de redação.

Uma vez, o professor Cássio trouxe o caso de um aluno de outro ano que zerou. A gente ficou tenso. Ele contou que o tema era sobre os desafios da inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho, e o rapaz escreveu sobre mobilidade urbana em geral, sabe? Nada a ver com a especificidade da deficiência. Era uma fuga total ao tema. Foi um puxão de orelha coletivo, mesmo não sendo a gente que errou. Ele reforçou que se você desvia completamente do que foi pedido, é zero na certa.

E a outra coisa que ele martelava é a estrutura dissertativo-argumentativa. Não dá pra fazer uma história, um poema, uma receita. O ENEM quer ver se você consegue defender um ponto de vista com argumentos, coerência, usando a norma padrão da língua. Ele dizia que o examinador procura introdução com tese, desenvolvimento com argumentação consistente e conclusão que retoma e propõe intervenção. Não seguir essa estrutura é outro motivo para anular a redação. Aquilo ficava martelando na minha cabeça a cada rascunho.

Pra ter a redação zerada no Enem, os motivos são bem claros e objetivos:

  • Fuga total ao tema proposto: O candidato aborda um assunto completamente diferente do que foi solicitado pela proposta de redação.
  • Não atendimento à estrutura dissertativo-argumentativa: O texto não se organiza em introdução, desenvolvimento e conclusão, ou não apresenta o caráter argumentativo exigido.
  • Texto insuficiente: A redação tem menos de sete linhas escritas.
  • Cópia dos textos motivadores: O candidato copia integralmente ou em grande parte os textos de apoio fornecidos na prova, sem produzir um texto autoral.
  • Desenhos, impropérios ou partes propositalmente desconectadas: A inclusão de elementos gráficos, xingamentos ou trechos que não fazem sentido com o restante da redação ou com o tema.
  • Redação em branco: A folha de redação é entregue sem nenhum texto.

É uma pressão enorme, sabe? Saber que todo o esforço de um ano pode ser anulado por um desses erros é bem desanimador, mas ao mesmo tempo te força a ser super atencioso e rigoroso com cada palavra e com o entendimento da proposta. Essa clareza das regras, mesmo que assustadora, é essencial pra não cometer deslizes bobos.