Quais são os derivados do verbo vir?
Quais são os verbos derivados do verbo vir? Veja lista e exemplos.
Quando a gente fala sobre o verbo "vir" e o que dele nasce, penso nas conjugações que usamos todo dia. Tem o "vim", o "veio", "vieste", "vieram", ou até o "venha". O "vindo" também faz parte, o "vir" no infinitivo, e até o "vinde" para umas falas mais antigas. As formas compostas, tipo "ter vindo", também são importantes, claro.
Lembro bem de umas férias em 2017, lá em Olinda, quando eu tentei explicar pra uma amiga estrangeira como a gente usava essas palavras. Ela dizia que era uma confusão entender o passado do verbo "vir", tipo, por que era "eu vim", mas "ele veio", sabe. Pra mim, sempre soou tão natural, como respirar. A gente não pensa muito nisso, só fala.
Teve uma vez que eu li um livro antigo e lá estava, "vieste tu apressado", e achei tão poético. Hoje em dia ninguém fala "vieste" assim, a gente usa "você veio", né. Mas eu guardei essa frase na cabeça, me faz pensar em como a língua muda, as palavras ganham e perdem o uso. Tipo, minha avó, que morava lá em Belo Jardim, ela sempre falava umas coisas que agora ninguém mais entende muito bem.
E quando a gente fala "estou vindo", essa ideia de movimento contínuo, de algo que está pra chegar. É diferente de "eu vim", que já passou. Penso nos dias que eu passava horas esperando o ônibus 703 pra faculdade, lá em Recife, na Rua do Imperador, e ficava imaginando a hora que ele estaria vindo pela rua. A espera tem um sabor próprio, meio ansioso, meio esperançoso. "Espero que ele venha logo", a gente pensa.
Uma vez, numa viagem de carro pra Bahia, com uns amigos, a gente vieram umas boas horas discutindo umas bandas de rock antigas. O "vieram" ali, no plural, mostra que a coisa foi coletiva. Já o "vinde", ah, esse me lembra das missas da infância, na igreja de São José, lá na minha cidade, quando o padre falava, "Vinde a mim, todos vós". Soava tão solene, sabe, um convite forte, que marcava a gente. Parece de outro tempo.
Estou a vir ou estou a ir?
Então, essa do "Estou a vir ou estou a ir?" e, especialmente, "A Rita vai ir a Lisboa"? Olha, essa frase do "vai ir" é um autêntico convite à guerra civil na cabeça de um purista gramtical! É tipo a gente usar meias brancas com um fato de corte fino num casamento. Ninguém morre, mas a gente revira os olhos, sabes?
O ponto principal é este: essa repetiçãozinha do "vai ir" é uma redundância que dói na alma da norma-padrão do português europeu. É o mesmo que dizer "subir para cima" ou "descer para baixo" – a gente percebe o que queres dizer, mas a gramática faz uma cara de nojo que nem a minha tia-avó Lúcia quando eu lhe digo que 'curto' uma coisa. Ela, coitadinha, nunca se acustumou com o linguajar da rapaziada.
A Rita NÃO "vai ir" a Lisboa. Por favor, não faças isso. É como pedir uma bifana sem pão. Não faz sentido. O verbo "ir" na perífrase ("vai") já tem essa ideia de movimento futuro. Meter outro "ir" a seguir é como colocar um capacete por cima de outro capacete. Desnecessário e até um bocado cómico. É a mesma lógica daquele meu amigo, o Zé, que teima em dizer "vou já já já". Um "já" chegava, Zé, um "já"!
A forma correta e aceitável para a Rita é:
- "A Rita vai a Lisboa" – isto é o mais comum e aceitável, o presente com valor de futuro. É direto, sem rodeios, como a minha vizinha que diz logo o que pensa.
- "A Rita irá a Lisboa" – se quiseres ser mais formal, quase como escrever um convite para um casamento. Elegante, mas um pouco "over" para o dia a dia.
E o "vir"?
- "A Rita vem a Lisboa" – esta só se usa se ela estiver a caminho do sitio onde tu estás, tipo, a aproximar-se de ti. O "vir" é sempre para cá, para o nosso lado. É um detalhe chato, mas é tipo as regras de etiqueta na mesa, sabes? Cada garfo tem o seu lugar.
Em resumo, a lição para 2024 é clara:Evita o "vai ir" como quem foge da segunda-feira de manhã. Usa o presente simples ("vai a") ou o futuro simples ("irá a"). Minha mãe, sempre prática, diria: "Para que complicar se podes simplificar?". E ela, vá lá, sempre tem razão em tudo!
Quando usar vir e ir?
Lembro-me perfeitamente, foi no meu primeiro ano em Lisboa, em 2013. Tinha acabado de chegar para o mestrado, super confiante no meu português brasileiro. Estava a conversar com a minha colega de casa portuguesa, a Ana, sobre os planos para o fim de semana. Eu disse: "Acho que vou ir ao Castelo de São Jorge no sábado". Ela olhou para mim com uma expressão meio intrigada, meio divertida. "Vais ir?", ela repetiu, e eu senti um frio na barriga.
Perguntei se havia dito algo errado. Ela explicou, com toda a paciência do mundo: "Em Portugal, não se diz 'vou ir'. Dizemos simplesmente 'vou'. Ou 'vou ao Castelo'." Achei estranho na hora, confesso. No Brasil, "vou ir" não é super comum, mas as pessoas entendem, usam para enfatizar. Aqui parecia uma aberração! Caramba, tanto para aprender. Parecia que cada frase tinha uma armadilha nova.
Aquela conversa abriu uma caixa de pandora. Comecei a reparar em como eles usavam o "ir" e o "vir". Não era só a repetição do "ir". Era toda a lógica. Por exemplo, se eu estava em casa e ia para a universidade, eu "ia". Mas se alguém da universidade vinha para minha casa, "vinha". E o "vem vir"? Isso nunca tinha ouvido, nem sequer fazia sentido na minha cabeça, parecia um erro grosseiro. Era uma questão de perspetiva, do ponto de partida e chegada, muito mais rígida do que eu estava habituada.
Demorei uns bons meses a interiorizar isso, a não cometer a gafe do "vou ir" ou a confundir "ir" com "vir" em conversas rápidas. Era frustrante às vezes, a sensação de que o português que eu falava, que eu pensava dominar, era na verdade uma versão "estrangeira" aqui. Mas, ao mesmo tempo, foi fascinante perceber estas nuances. A língua é um bicho vivo, muda de lugar para lugar, e isso é lindo e desafiador. Percebi que era um dos detalhes que diferenciava o português europeu do brasileiro de forma mais marcante no dia a dia.
Com o tempo, a regra ficou clara na minha cabeça. Para quem está a aprender ou a adaptar-se, é fundamental entender o uso.
Uso de "Vir" e "Ir" no Português Europeu
No português europeu, a distinção entre "vir" e "ir" baseia-se na perspetiva do falante e do ponto de chegada/partida.
Ir: Indica movimento para um local diferente de onde o falante ou o referente se encontra. É um afastamento do ponto de origem do movimento.
- Exemplo: "Eu vou a Lisboa." (Eu estou noutro lugar e desloco-me para Lisboa.)
- Exemplo: "Eles vão ao cinema." (Eles estão noutro lugar e deslocam-se para o cinema.)
Vir: Indica movimento para o local onde o falante ou o referente se encontra ou para o qual o falante se dirige. É uma aproximação ao ponto de destino do movimento, que é o local da referência.
- Exemplo: "Eu venho de Lisboa." (Eu estava em Lisboa e estou a deslocar-me para aqui, onde estou agora.)
- Exemplo: "Ela vem cá amanhã." (Ela está noutro lugar e desloca-se para o local onde o falante está ou estará.)
Correção das Frases Propostas:
A frase (1) "A Rita vai ir a Lisboa" é considerada incorreta na norma-padrão do português europeu.
- Razão: Não se usa a construção perifrástica de futuro com o verbo "ir" e o próprio verbo "ir" (ou seja, "ir" + "ir"). O verbo "ir" no presente do indicativo já expressa um futuro próximo quando acompanhado de um advérbio de tempo ou contexto futuro.
- Forma correta: "A Rita vai a Lisboa." (Se a ação de ir a Lisboa ocorrer num futuro próximo).
- Forma correta: "A Rita irá a Lisboa." (Futuro simples).
- Exemplo adicional: "Amanhã vou a Braga." (e não "amanhã vou ir a Braga").
A frase (2) "A Rita vem vir a Lisboa" é gramaticalmente inaceitável no português padrão.
- Razão: A combinação "vem vir" não existe no português. O verbo "vir" não forma uma perífrase com outro "vir" nem com "vir" como auxiliar de futuro.
- Para indicar que a Rita se desloca para o local do falante (Lisboa, neste caso): "A Rita vem a Lisboa."
- Para indicar que a Rita se desloca para Lisboa (em geral, afastando-se do ponto de origem): "A Rita vai a Lisboa."
Está errado dizer vou vir?
Sim, está errado dizer "vou vir".A forma correta é "virei"."Vou vim" não existe na norma culta.
Caramba, esse "vou vir" me dá nos nervos às vezes, saca? É tipo uma epidemia linguística. Toda vez que ouço, penso: "Putz, de novo?". Lembro bem da minha professora de português, a Dona Clara, que batia na mesa toda vez que alguém falava "eu vou ir" ou "eu vou vim". Ela dizia que era "erro crasso". Hoje, eu me pego corrigindo meu irmão mais novo direto, coitado.
O problema principal é confundir "vir" com "vim". Tipo, "vim" é passado, galera! "Eu vim de Curitiba ontem". Entendeu? Não é pra usar no futuro. É a mesma lógica de "eu fui" (passado) e "eu irei" (futuro). Acho que a pressa do dia a dia faz a gente embolar tudo.
A forma certa, futuro do presente do indicativo, não é tão complicada assim.
- Para o verbo IR:
- Em vez de "eu vou ir", diga "eu irei".
- Em vez de "ele vai ir", diga "ele irá".
- Para o verbo VIR:
- Em vez de "eu vou vir", diga "eu virei".
- Em vez de "ele vai vir", diga "ele virá".
É um erro tão comum que às vezes me pergunto se a língua deveria flexibilizar. Mas aí penso na clareza. Se todo mundo começa a falar errado, como a gente se entende? Meu corretor de texto do celular vive me salvando de deslizes bobos, mas nesses verbos, ele nem apita pq a gramática é clara.
Uma vez, no trabalho, um colega escreveu "eu vou vim na reunião" num email importante. Na hora, segurei a risada, mas depois pensei: que gafe, né? Poxa, não custa nada dar uma revisada rápida ou pensar na conjugação. O futuro de "vir" é sempre com "virei", "virá", "viremos", etc.
É uma daquelas regras que a gente aprende na escola e que insiste em ser desrespeitada. Pq será que é tão difícil? A irregularidade do verbo "vir" talvez contribua. O pretérito "eu vim" e o futuro "eu virei" são muito diferentes. Na minha opinião, vale a pena o esforço pra acertar. Dá um ar de quem sabe o que tá falando, sabe? E evita uns micos por aí.
O que significa vir-se?
Vir-se: Ejacular ou atingir o orgasmo.
Ah, a inocência dos dicionários formais. Eles diriam que "vir-se" é quando algo "surge" ou "aparece", como na frase "a porta veio-se a abrir". Uma explicação tão útil quanto um guarda-chuva furado numa tempestade. Vamos ser sinceros, ninguém procura o significado disso na internet pensando em portas ou caixas.
A verdade nua e crua, sem os trajes de gala da gramática, é que "vir-se" é o grand finale. A apoteose. O ponto de exclamação no fim de uma frase muito, mas muito bem escrita. É a forma mais popular e, digamos, terrena de se referir ao clímax de uma certa atividade física que não costuma ser praticada na biblioteca.
Para que não restem dúvidas, vamos separar o joio do trigo:
O Sentido Principal (e o que 99,9% das pessoas querem saber):atingir o orgasmo. Simples assim. É o primo mais usado de "gozar" ou "ejacular". Ninguém fica de rodeios com este verbo. É direto, sem cerimónias, como um bom café forte.
O Sentido Literário (e praticamente em coma induzido):aparecer ou surgir. Usado em contextos tão específicos que soa a algo saído de um livro do século XIX. O meu professor de literatura amava estas pérolas. Hoje, usar isso numa conversa normal é a receita para um silêncio constrangedor seguido de risadinhas.
A lógica por trás do caos: Pense no verbo "vir" como "chegar". A pessoa "chega lá", entende? Faz todo o sentido. É uma chegada, uma conclusão. Uma das poucas coisas na vida com um final claro e definido, ao contrário das séries de TV.
Portanto, muito cuidado com o contexto. Dizer que "o problema veio-se a resolver" pode gerar olhares estranhos na reunião de trabalho. A língua portuguesa é um campo minado de duplos sentidos, e "vir-se" é a mina terrestre mais famosa de todas. Use-a com sabedoria, ou pelo menos com a porta fechada.
O que significa vir-se em Portugal?
"Vir-se" em Portugal significa atingir o orgasmo, o ápice da excitação sexual. É o momento de clímax e liberação de prazer intenso, um termo direto e amplamente reconhecido no vocabulário sexual português.
Esta hora da noite... faz a mente divagar, não é? A questão de "vir-se" é mais que uma palavra. É uma sensação que se anseia, quase um pequeno esquecimento de si. Para mim, vir-se é um deixar-se ir, uma entrega total, um largar o controlo que por vezes me é tão difícil durante o dia. Os melhores vêm quando menos os procuro, uma coisa engraçada.
Há noites em que a memória me leva a certos momentos... aqueces o corpo lentamente, quase como se o preparasses para uma viagem. É uma sensação tão pessoal, íntima. Aquele suspiro que escapa, sabes? Quando finalmente alcanças esse ponto, é um silêncio interior, mesmo no meio de todo o barulho do mundo, ou da vida que me corre por dentro. Uma vez, em Cascais, à beira-mar, senti isso de forma tão clara, a brisa fria e, no entanto, o calor em mim.
Alguns pontos adicionais:
- Uso Comum: Em Portugal, a expressão "vir-se" é de uso corrente, sendo a maneira mais habitual de se referir ao orgasmo no contexto coloquial.
- Conotação: Embora seja direta, carrega uma leve conotação que pode ser vista como informal ou, por vezes, ligeiramente vulgar, dependendo do contexto e da companhia. Não é algo que se usaria numa apresentação oficial.
- Gíria e Variações: existem outras expressões, claro. "Chegar ao clímax" é mais formal, mas não tem a mesma familiaridade. "Cuspirtar" usa-se mais para os homens, é mais cru. É como escolher entre um sussurro e um grito, entende.
E depois, depois de toda essa entrega, há sempre um breve momento de... de vazio, talvez. Não é tristeza, não. É só a calma depois da tempestade, uma pequena morte, como dizem. E o silêncio da noite, ele continua lá. É essa a verdade da coisa, sem enfeites.
- Quais são os instrumentos usados no alto mar durante a navegação?
- Quais são os países que foram colonizados pelos portugueses?
- Quais são as línguas oficiais do continente africano?
- Qual é o trajeto correto do alimento no sistema digestivo?
- Quem foi Dr. Antônio Augusto Neto?
- Qual foi o último país africano a se tornar independente?
- Quais são as línguas nacionais de Angola e as suas respectivas províncias?
- Quanto ganha um engenheiro em Moçambique?
- Quanto ganha um técnico em Angola?
- Quais são os cursos que mais empregam em Moçambique?
- Quanto custa a passagem de avião de Angola para Portugal?
- O que aconteceu no dia 7 de setembro para Moçambique?
- É possível ganhar dinheiro com notas fiscais?
- Como se fala muito em português de Portugal?
- O que estudar primeiro na gramática?
- Como aumentar a vontade de estudar?
- Qual é o melhor aplicativo do mundo para aprender inglês?
- Quantas sílabas tem a palavra pneumoultramicroscopicossilicovulcano?
- Quais são as 20 maiores cidades do RN?
- O que é verbo subjuntivo adjetivo?
- Quanto se ganha sendo escritor?
- Qual o objeto de conhecimento da habilidade EF02CI08?
Comentar a resposta:
Obrigado pelo seu feedback! Seu comentário é muito importante e nos ajuda a melhorar as respostas no futuro.