Quais são os pretéritos da língua portuguesa?
Quais são os tempos verbais pretéritos em português?
Os tempos verbais pretéritos em português são: pretérito perfeito, pretérito imperfeito e pretérito mais-que-perfeito.
Olha, essa coisa dos pretéritos sempre me deu um nó na cabeça quando comecei a prestar mais atenção na escola. Tipo, eu falava, claro, mas entender a regra, o porquê de cada um, era outra história. Lembro que uma vez, em 2005, quando estava no nono ano, a professora Ana, lá na escola Municipal de Viseu, tentou explicar e eu ficava com a sensação de que tinha uma diferença mínima, mas crucial, entre dizer 'eu comi' e 'eu comia'. E era precisamente aí que a coisa se complicava para mim, essa distinção da ação já acabada, da que ainda se prolongava.
O pretérito perfeito, esse é o mais direto. É tipo quando fui a Lisboa em maio de 2018. Visitei o Castelo de São Jorge, almocei perto da Sé. Aconteceu e pronto, acabou. Não tem volta.
Essa clareza do perfeito, para mim, é o que o torna tão... final. É uma gaveta que se fecha. Por exemplo, meu irmão, o Ricardo, quando ele morava em Aveiro, ele comprou aquela bicicleta azul que ele tanto queria. Isso foi em 2010, na loja de bicicletas ali perto da estação. Ele pedalou com ela por uns anos e depois vendeu. Acabou, a ação de comprar e pedalar aquela bicicleta específica naquela altura, ficou lá no passado, concluída, arquivada. Não há mais nada ali a acontecer com aquela ação em si. É um ponto final mesmo.
Como distinguir o pretérito perfeito do pretérito imperfeito?
Distinguir o pretérito perfeito do imperfeito é tipo separar o joio do trigo linguístico, sacou? Um é o tiro certeiro, o outro é a novela que nunca acaba.
- Pretérito Perfeito é pra ações que começaram e T-E-R-M-I-N-A-R-A-M no passado, ponto final, sem discussão, tipo um mic drop verbal. Exemplo: "Eu comi pizza ontem." (A pizza foi, o prato está limpo, a dieta já era.)
- Pretérito Imperfeito é para ações contínuas, habituais ou que não tiveram um fim claro no passado, sabe, aquela coisa que ficava se arrastando. Exemplo: "Eu comia pizza todo dia." (Era um ritual, uma saga, a pizza era parte da mobília.)
Então, bicho, pensa assim: o Pretérito Perfeito é tipo aquele convidado que chega, come um salgadinho e puf! desaparece da festa antes da conta do estacionamento. Ele chegou e partiu, num instante. É igual quando eu quebrei o braço jogando bola em 2005. Foi um evento, doloroso pra caramba, mas aconteceu e acabou. Pronto, tá na história, virou lenda pessoal.
Já o Pretérito Imperfeito, ah, esse é o parente que muda pra sua casa de favor e fica lá por tempo indeterminado, com a escova de dentes no seu banheiro. Ele estava sempre fazendo alguma coisa, sem pressa de ir embora. Tipo meu primo que morava aqui do lado e vivia pedindo açúcar.
Ele estudava na mesma escola que eu por anos, sabe? Não era um evento único, era a trilha sonora da minha juventude meio blasé, o pano de fundo da bagunça. É a repetição que vira rotina, tipo quando a gente viajava pra praia todo verão, a mesma coisa sempre.
Pensa assim, mano: Perfeito é o raio que caiu, fez o estrago e sumiu. Imperfeito é aquela chuvinha fina que te molha o dia inteiro, sem você nem perceber. Quando minha mãe falava pra eu arrumar o quarto, era todo dia. Mas quando ela disse 'vai pro castigo', aí sim, foi uma ação perfeita, um trauma pontual. Fiquei bolado!
A grande sacada é que o Perfeito tem começo e fim definidos, tipo o prazo do imposto de renda. Já o Imperfeito é o drama da novela: você sabe que acontece, mas nunca tem um 'e viveram felizes para sempre' explícito ali, né? É só o 'continuava... continuava...', até você cansar. Um é o gol de placa, o outro é só o passe pro lado, tá ligado?
Quantos tipos de passado existem?
Caramba, passado... tantas memórias, né? Tipo, como se o tempo fosse um rio e a gente estivesse sempre nadando contra ou a favor, sei lá. O português tem um jeito chato de classificar tudo, né?
Pretérito Perfeito: Esse é tipo "aconteceu e acabou". Tipo quando eu comi aquele bolo ontem, pronto, já foi. Ação concluída.
Pretérito Imperfeito: Ah, esse é mais suave. É o que acontecia, o hábito, a descrição. Tipo "eu brincava na rua quando era criança". Não tem fim definido, era rotina.
Pretérito Mais-que-Perfeito: Esse é o mais confuso pra mim. É quando algo já tinha acontecido antes de outra coisa no passado. Tipo "quando ele chegou, eu já tinha saído". Entendeu? Complica!
Às vezes penso se o passado realmente acaba. Será que ele fica guardado em algum lugar? Minha avó falava que as lembranças são como fantasmas, sempre por perto.
No final, o que importa é o agora, né? Mas o português gosta de dar nome pra tudo.
O pretérito é só um jeito de falar do que já passou. O que a gramática diz é que tem esses três jeitos de expressar o passado:
- Perfeito: Ação terminada.
- Imperfeito: Ação em andamento ou habitual.
- Mais-que-perfeito: Ação anterior a outra no passado.
Sei lá, é o jeito que a gente aprende na escola pra não se perder. Meu pai sempre falava que pra escrever bem, tem que saber as regras, mas pra viver, às vezes a gente só sente.
Quando se utiliza o pretérito imperfeito?
Era uma vez, num tempo que já foi, mas que a gente ainda se lembra de contar, o pretérito imperfeito reinava! Sabe aquele momento em que você está lá, de boa, fazendo alguma coisa, e pimba! algo acontece e muda o curso da história? Pois é, esse é o palco perfeito pra ele.
Pense assim: Ele é o "enquanto isso" da vida. Ele descreve aquilo que acontecia (não aconteceu, acontecia!), como um filme que ainda não chegou ao fim, mas que a gente tá assistindo. É a ação que tava em andamento, que podia ter durado mais, mas que foi dada uma pausa forçada, tipo quando o carregador do celular acaba bem na hora do joguinho.
- O vizinho conversava com a gente na calçada... (a conversa podia continuar, mas a gente entrou pra almoçar).
- O sol brilhava intensamente no céu... (até as nuvens decidirem dar uma palhinha).
- Eu estudava pra prova, mas meu gato decidiu que era hora de caçar um brinquedo. (a prova, coitada, ficou em segundo plano).
É o passado que não fecha o ciclo, sacou? Ele mostra a continuidade, o hábito, ou simplesmente uma cena que estava rolando antes de outra coisa mais importante (ou não) dar as caras.
Como se fosse uma novela:
- O protagonista chorava no episódio anterior... (e a gente fica na expectativa pra ver o que acontece depois).
- A vilã planejava sua vingada... (mas o plano podia dar errado a qualquer momento).
Essa é a mágica do imperfeito: ele deixa um gostinho de "e se?". Mostra que as coisas estavam em movimento, em desenvolvimento, e não simplesmente "aconteceram e pronto". Ele dá vida às cenas, aos sentimentos e às rotinas do passado.
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