Quais são os tipos de formação?

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A formação profissional divide-se em três modalidades principais. A formação inicial destina-se a jovens que procuram uma primeira qualificação para o mercado de trabalho. A formação contínua foca na atualização de competências para ativos empregados ou desempregados. Por fim, a dupla certificação confere simultaneamente um nível de escolaridade e uma qualificação profissional reconhecida. Estas tipologias definem quais são os tipos de formação profissional em Portugal.
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Quais são os tipos de formação profissional: 3 áreas

Entender as diferentes modalidades de ensino qualificado auxilia trabalhadores e estudantes a escolherem o caminho certo para o sucesso na carreira. Escolher a modalidade correta evita a perda de tempo e aumenta as chances de inserção rápida no mercado. Aprenda a distinguir quais são os tipos de formação profissional para tomar uma decisão mais consciente.

Quais são os tipos de formação profissional em Portugal?

A formação profissional em Portugal organiza-se para responder às necessidades do mercado de trabalho e ao desenvolvimento pessoal. Pode ser dividida em três eixos principais: Formação Inicial, Formação Contínua e a Educação e Formação de Adultos (EFA), cada uma desenhada para públicos e objetivos distintos.

Formação Inicial: A porta de entrada no mercado

A formação inicial destina-se principalmente a jovens que procuram a sua primeira qualificação profissional ou que pretendem completar a escolaridade obrigatória com uma vertente prática. Em Portugal, estes cursos, como os Cursos Profissionais e os Cursos de Aprendizagem, representam frequentemente o primeiro contacto com uma carreira técnica.

Estes programas possuem uma taxa de empregabilidade elevada nos meses seguintes à conclusão,[1] pois o currículo é desenhado em estreita colaboração com as necessidades das empresas locais.

Formação Contínua: A atualização constante

Já a formação contínua foca-se em quem já está no mercado de trabalho e precisa de se atualizar, adquirir novas competências digitais ou especializar-se numa área técnica. Pode assumir formatos como as Formações Modulares Certificadas (FMC) ou os Cursos de Especialização Tecnológica (CET), sendo uma das principais respostas à diferença entre formação inicial e contínua.

Para muitos profissionais, esta atualização é o que permite subir na carreira. Estudos indicam que trabalhadores que investem em formação contínua veem os seus rendimentos crescer ao longo do tempo, comparativamente com quem não procura formação regular. [2]

Formação de Dupla Certificação e EFA

Uma das grandes dúvidas é a diferença entre dupla certificação e equivalência escolar. A formação de dupla certificação confere ao formando tanto a qualificação profissional como a equivalência a um determinado ano de escolaridade (geralmente o 9º ou 12º ano), sendo o pilar central dos cursos EFA.

O papel dos Centros Qualifica e do RVCC

O Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências (RVCC) é a via rápida para adultos que aprenderam a trabalhar na prática, mas não têm o título escolar. É um processo que reconhece o saber acumulado durante anos de experiência, complementando as modalidades de formação certificada.

O sucesso desta modalidade é notável; milhares de portugueses conseguem concluir o 12º ano por esta via todos os anos. É uma forma de valorizar a experiência de vida - muitas vezes mais valiosa do que qualquer teoria escolar.

Comparativo de modalidades de formação

Escolher a formação certa depende do seu objetivo de vida e profissional.

Formação Inicial

Jovens em idade escolar ou início de carreira

Primeira qualificação profissional

Formação Contínua

Trabalhadores no ativo

Especialização e atualização

EFA / RVCC

Adultos sem certificação escolar/profissional

Certificação escolar e profissional

A principal diferença reside na maturidade do formando. A formação inicial constrói a base, a contínua sustenta o crescimento e o EFA corrige trajetórias interrompidas.

A mudança de rumo do João: De operador a técnico qualificado

João, 35 anos, trabalhava há uma década num armazém em Aveiro, mas sentia que o seu salário estava estagnado. Ele queria mudar, mas não podia deixar de trabalhar para estudar.

A primeira tentativa foi tentar inscrever-se num curso noturno, mas as horários chocavam com o turno da fábrica. João sentiu frustração e quase desistiu.

Descobriu o processo RVCC através de um Centro Qualifica local. O processo focou-se em validar as competências que ele já tinha adquirido na gestão de stocks.

Após 6 meses, obteve o 12º ano e a certificação profissional. Hoje, é chefe de equipa na mesma empresa, com um aumento salarial de 20% e uma rotina muito mais satisfatória.

Compilação de perguntas

A formação profissional tem validade escolar?

Sim, caso seja uma formação de dupla certificação, ela confere equivalência a um ano de escolaridade, tal como o 9º ou 12º ano.

Como saber se um curso é certificado pela DGERT?

Deve consultar o catálogo nacional de qualificações ou o portal da entidade formadora, que deverá exibir o selo de certificação atualizado.

Os pontos mais importantes

A formação é para a vida toda

Não existe idade limite para aprender; o sistema de ensino português está desenhado para absorver adultos com diferentes ritmos.

Se deseja saber mais sobre as opções disponíveis no mercado, descubra quais são os cursos que tem no IEFP?
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Fontes de Referência Cruzada

  • [1] Iefp - Estes programas possuem uma taxa de empregabilidade elevada, situando-se frequentemente acima dos 70% nos meses seguintes à conclusão
  • [2] Factorialhr - Estudos indicam que trabalhadores que investem em formação contínua veem os seus rendimentos crescer ao longo do tempo, comparativamente com quem não procura formação regular.