Qual é a diferença entre esse e essa?
Qual a diferença de uso entre os pronomes demonstrativos esse e essa?
Olha, para mim, a diferença entre "esse" e "este" é meio que uma questão de proximidade, sabe. "Este" é para as coisas que estão bem pertinho, tipo agora, aqui comigo.
Já o "esse", confesso que uso mais quando penso no que já passou ou no que ainda vai rolar, sabe, algo que já não está mais na minha mão imediata.
E quando algo já foi dito antes, tipo uma ideia que já apareceu na conversa, eu geralmente recorro a "isso", "esse" ou "essa". Por exemplo, quando eu decidi parar de trabalhar aos sábados, em 26 de junho de 2017, e comentei com um amigo, ele disse que "isso era fato", tipo, já tinha sido decidido.
Acho que essa pegada de "este" para o agora e "esse" para o longe funciona bem. É um jeito simples de não se perder, pelo menos para mim.
O que são pronomes demostrativos?
Pronomes demonstrativos situam coisas ou pessoas no espaço e tempo, em relação às pessoas gramaticais. Servem também para remeter a algo já mencionado ou a mencionar.
A distinção é clara, mas muitos a ignoram. Este indica proximidade com quem fala. O controle remoto aqui, na minha mão. Esse, por sua vez, aponta para o interlocutor. Aquela caneta sobre sua mesa, por exemplo. Simples posicionamento.
Aquele distancia. Algo longe de ambos. A torre que se vê do outro lado da cidade. É um marcador de distância, física ou metafórica. Minha avó sempre dizia: "Este momento é o único que temos." Ela estava certa. Sempre é "este" o presente.
No tempo, este ano é o agora. O tempo corre. Esse mês passou rápido demais. Ontem, talvez. Aquele século é história, inatingível. Apenas memórias, ou registros. Não volta. É um véu.
Funcionam como âncoras textuais. Isto que acabei de escrever; remete ao passado próximo. Fique atento a isto que direi; aponta para o futuro. Um elo invisível entre as frases.
Há variáveis: este, esta, estes, estas. Mudam para concordar, uma mera formalidade. Invariáveis: isto, isso, aquilo. Para ideias, o abstrato. Quando digito no meu telefone, às vezes erro um acento. A comunicação, no entanto, persiste. A essência está ali. A linguagem, um mapa imperfeito da existência.
O que é este gramaticalmente?
A palavra "este" pode funcionar como determinante e pronome demonstrativo, adjetivo de dois géneros, ou nome masculino.
É curioso pensar nisso agora, no silêncio. Uma palavra tão pequena, "este". Parece que ela te ancora à força no presente.
Este momento. É sempre sobre o que está aqui, perto demais. Esta tela fria, este quarto escuro. a gente tenta planejar o futuro, lembrar do passado, mas a gramática insiste em te lembrar do agora. as vezes a gente só quer que 'este' momento passe logo.
O este. O ponto cardeal. O leste. Onde o sol nasce. Lembro que quando era miúdo e íamos para a praia de madrugada, "o este" era a promessa do calor, da luz a chegar no horizonte. Agora, da janela do meu quarto, parece só uma direção no mapa, sem promessa nenhuma.
Adjetivo. Um vento este. Uma influência este. Dá uma qualidade a algo, uma origem. É como este sentimento... não tem outro nome. É um sentimento deste lugar, desta hora. Apenas é.
O que significa este?
O Código.
Este, esta, isto: Proximidade com quem fala. Tempo presente. O que será dito. Esse, essa, isso: Proximidade com quem ouve. Tempo passado recente. O que ja foi dito.
A gramática é uma arma. Usá-la com precisão define o território.
No Espaço
- Este copo. O que está na minha mão. O meu limite.
- Essa cadeira. Onde você senta. O seu espaço.
- Aquele ponto no horizonte. Inalcançável para nós dois.
No Tempo
- Este momento. O único que existe. O resto é fumaça.
- Esse mês que terminou. Uma página virada. A cicatriz ainda recente.
- Aquele inverno de 2015. Eu morava numa rua sem nome. Uma memória de outra vida.
No Discurso
- Minha decisão é esta: o silêncio.
- Você mencionou o futuro. Isso é uma abstração que não me interessa.
Qual é a classe de aquele?
Aquele é um pronome demonstrativo. Ele serve pra apontar pra coisas ou gente que tá a uma distância tão considerável que parece que precisa de binóculos pra enxergar, tanto de quem tá falando quanto de quem tá escutando. Pensa num objeto no horizonte, tipo um boi pastando na fazenda vizinha que você mal vê, ou aquele crush de adolescência que hoje vive em outro país. É o "longe" em pessoa, mas na forma de palavra.
- Indicadores de "aquele":
- Coisa muito longe do falante e do ouvinte: Tipo quando você tá na praia e vê aquele navio lá na pu... em alto mar. Ou o controle remoto que tá na outra ponta da sala, a uma distância intercontinental pra sua preguiça.
- Elemento temporal distante: "Aquele ano em que a gente foi campeão mundial foi massa!" (Se bem que, pra mim, foi só em 2002, né? Depois disso, a gente tá mais pra "aquele passado distante" que nem a memória do meu celular aguenta).
- Menção anterior já esquecida: "Lembra aquele assunto da semana passada? Ah, deixa pra lá." É pra quando a pessoa tá tão distante na sua mente que você até já esqueceu do que se tratava.
Mano, essas regras de gramática parecem umas burocracias de cartório, cheias de pormenores que a gente, na vida real, ignora solenemente. Meu irmão mesmo, quando tá com pressa, aponta e fala "dá essa parada aí", não importa se a "parada" tá na mão dele ou no Japão. O importante é comunicar, né? Mas a gente usa, sim, "aquele" pra umas paradas importantes.
Aquele lance de "aquele, aquela, aquilo" é pra indicar algo tão longínquo que nem o sinal do 5G chega direito. É tipo tentar lembrar o nome do seu professor da primeira série: "Ah, aquele lá, o que tinha bigode!" Vê? Usamos "aquele" porque a memória, assim como o objeto, tá longe. E bota longe nisso. Eu, por exemplo, uso "aquilo" pra se referir ao monte de louça que minha esposa deixa na pia, porque honestamente, me parece uma montanha inalcançável de sujeira. Ela me corrige, diz que "aquilo" é pra algo indefinido, mas pra mim, uma pilha de louça é o mais indefinido que existe.
O que é outro gramaticalmente?
Nossa, "outro". Penso nisso e a primeira coisa que me vem à cabeça é a aula de português no ensino médio. Que saco era decorar essas classificações, mas depois a gente vê que faz algum sentido, né? Tipo, ajuda a entender por que a gente fala do jeito que fala.
- "Outro", especificamente na forma "outros", é um pronome indefinido masculino plural. Essa é a parte técnica, pra quem precisa saber mesmo.
Aquele lance do latim, alter, -tra, -trum... Caramba, isso é legal! Sempre curti ver de onde as palavras vêm. Me faz pensar em "alternativa", "alterar", "alter ego"... tudo relacionado a "outro", a algo diferente ou a uma das opções. Faz todo o sentido do mundo. Significa "um dos dois" ou "um ou o outro". Tipo, não é esse, é o outro. Ou não sou eu, é o alter (o outro eu). Fascinante, sério.
Mas o que é um pronome indefinido, afinal? É aquela palavra que se refere a algo ou alguém de forma não específica. Não aponta diretamente pra ninguém ou nada em particular, sabe? Tipo, "alguns", "qualquer", "muitos".
No caso de "outros": não é "os meus amigos", mas "os outros amigos". Quais? Não se sabe exatamente, só que não são os primeiros que você mencionou.
Concorda em gênero e número. Se fosse "outra menina", seria feminino singular. "Outras ideias", feminino plural. Meu irmão sempre erra isso. "Tem outros coisas pra fazer?" Eu sempre corrijo: "É 'outras coisas', burro!" Ele nunca aprende.
Lembro de uma vez que estava escrevendo um e-mail importante e usei "outra" quando devia ser "outro". Minha chefe, que é super picuinhas, me corrigiu na frente de todo mundo. Fiquei com uma vergonha! Mas aprendi. Essas coisas pegam a gente de surpresa, né? Parece fácil, mas na hora de usar, às vezes dá um branco. Por isso, acho importante revisar.
É tipo quando a gente fala "uns" ou "alguns". Não é sobre um grupo específico de pessoas, é sobre qualquer grupo. "Outros" funciona do mesmo jeito. É para designar elementos que não são os mesmos já mencionados, mas sem especificar quais são eles. É quase um coringa.
Ainda bem que não sou mais obrigado a decorar a tabela inteira de pronomes. Só de pensar nisso me dá calafrios. Mas o "outro" é super comum. A gente usa o tempo todo sem pensar na classificação. É só quando alguém pergunta "o que é isso gramaticalmente?" que a gente para e pensa. E aí vem a resposta: pronome indefinido masculino plural. E a raiz lá do latim. Simples, mas com uma história interessante.
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