Qual foi o primeiro país a dar a volta ao mundo?

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A qual foi o primeiro pais a dar a volta ao mundo foi a Espanha, patrocinadora da expedição marítima iniciada por Fernão de Magalhães. Esta histórica primeira viagem de circum navegação do globo começou em 1519 e terminou sob o comando de Juan Sebastián Elcano.
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Primeiro país a dar a volta ao mundo: Espanha

Descubra qual foi o primeiro pais a dar a volta ao mundo através da história da primeira viagem de circum navegação. Entenda como essa expedição transformou os registros geográficos e marcou a história da exploração global.

Quem financiou e executou a primeira viagem ao redor do mundo?

A resposta para qual foi o primeiro pais a dar a volta ao mundo pode ser interpretada sob duas perspectivas históricas cruciais que frequentemente geram confusão. O financiamento, o patrocínio e a bandeira da frota pertenciam à Espanha, enquanto a liderança estratégica e a idealização do projeto foram de um navegador nascido em Portugal. A primeira expedição de circum-navegação ocorreu entre 1519 e 1522, mudando para sempre a compreensão geográfica do nosso planeta.

Quando comecei a estudar a fundo as rotas navais do século dezesseis, confesso que cometi o erro clássico de achar que tudo tinha sido muito simples e linear. Não foi. A expedição zarpou com cinco navios e cerca de 237 homens com um objetivo estritamente comercial: encontrar uma rota ocidental para as Ilhas Molucas, as ricas ilhas das especiarias localizadas na atual Indonésia. O plano original não previa dar a volta completa no globo, mas as circunstâncias e os conflitos geopolíticos forçaram os marinheiros a seguir em frente.

A divisão de papéis: O plano de Fernão de Magalhães e o apoio da Espanha

Fernão de Magalhães volta ao mundo, um experiente oficial e marinheiro de origem portuguesa, teve seu projeto de navegação recusado pelo rei de seu país natal. Diante da rejeição, ele decidiu oferecer seus services e conhecimentos náuticos à Coroa de Castela, na Espanha, convencendo o jovem rei Carlos I a financiar a ousada missão mercantil.

A Espanha acabou por assumir cem por cento do risco financeiro e logístico da frota, que ficou conhecida como a Armada das Molucas. Do ponto de vista geopolítico e legal da época, a expedição navegava sob a bandeira espanhola, utilizando recursos, provisões e navios castelhanos. No entanto, a genialidade da rota e a persistência inicial vieram da escola de navegação lusitana.

O trágico destino do líder e o regresso sob o comando de Elcano

Magalhães nunca chegou a ver o final de sua maior obra de engenharia naval. Em abril de 1521, ele acabou morrendo em um confronto armado contra nativos na ilha de Mactan, no atual arquipélago das Filipinas, após se envolver em disputas políticas locais. A armada estava despedaçada e sem liderança central clara. Mas há um detalhe surpreendente que a maioria dos livros escolares costuma omitir e que revelarei na seção sobre a linha do tempo e os sobreviventes logo abaixo.

Após uma sucessão de mortes e deserções, o marinheiro espanhol de origem basca Juan Sebastián Elcano assumiu o comando definitivo da nau Victoria, o menor navio remanescente da frota. Com o navio Trinidad avariado nas Molucas, Elcano tomou a decisão audaciosa de retornar navegando para o oeste através do Oceano Índico. Essa escolha violava os tratados de navegação com Portugal, mas garantiu que o navio completasse a rota de retorno contínuo.

A linha do tempo do regresso da Nau Victoria em 1522

Apenas um navio das cinco embarcações originais sobreviveu à exaustiva jornada ao redor do mundo. A nau Victoria realizou um trajeto histórico de fuga e resistência humana através de mares desconhecidos. O retorno triunfal e dramático ocorreu em setembro de 1522:

1. Novembro de 1521: A Victoria e a Trinidad alcançam as Molucas e são carregadas com especiarias 2. Dezembro de 1521: Elcano assume o comando isolado da Victoria após os problemas técnicos da Trinidad 3. Julho de 1522: Parada de emergência nas ilhas de Cabo Verde, controladas por Portugal, onde treze tripulantes são presos 4. 6 de setembro de 1522: A nau Victoria atracou no porto de Sanlucar de Barrameda com marinheiros debilitados 5. 8 de setembro de 1522: O navio finalmente alcança o porto de Sevilha, encerrando a viagem de quase três anos

Nossa, ler esses relatos antigos dá um nó no estômago. Os dezoito homens que desembarcaram na Espanha estavam em condições físicas deploráveis, esqueléticos e sofrendo de escorbuto grave. Eles percorreram mais de catorze mil léguas marítimas navegando sempre na direção do ocidente para o oriente. Toda essa provação completou de forma prática a história da primeira circum navegação do globo.

Espanha vs Portugal na primeira circum-navegação

Compreender os papéis das duas superpotências marítimas do século dezesseis ajuda a desfaz os mitos em torno da autoria da primeira volta ao mundo.

Coroa da Espanha (Patrocinadora) ⭐

  1. A expedição operava legalmente sob ordens do rei Carlos I de Castela
  2. Custeou integralmente os cinco navios, provisões e salários da armada
  3. O navegador espanhol Juan Sebastián Elcano liderou e completou o percurso final

Reino de Portugal (Origem técnica)

  1. Nenhuma, mas a inteligência náutica e os mapas usados eram lusitanos
  2. Negou apoio oficial ao projeto e tentou sabotar a viagem nos oceanos
  3. Fernão de Magalhães capitaneou a rota apenas até sua morte nas Filipinas
A Espanha detém os direitos históricos e jurídicos como o país realizador da circum-navegação por ter assumido o financiamento e a execução legal da frota. Portugal, embora tenha sido o berço do idealizador Magalhães, agiu politicamente como adversário da jornada do início ao fim.

A quebra do mito: O impacto das descobertas na educação de Lucas

Lucas, um professor de história de 32 anos em Coimbra, tentava explicar a expansão marítima europeia para seus alunos adolescentes e percebia que eles sempre decoravam que Portugal fizera tudo sozinho no mar.

Primeira tentativa: Lucas usou manuais tradicionais focados apenas em heróis locais, mas os estudantes continuavam confundindo as datas e os reis patrocinadores de cada grande viagem de descobrimento.

O ponto de virada veio quando ele decidiu traduzir trechos reais do diário de bordo do italiano Antonio Pigafetta para mostrar as rivalidades e as dificuldades cotidianas da tripulação multicultural da nau Victoria.

Ao detalhar que apenas dezoito homens esqueléticos voltaram sob a bandeira espanhola, os alunos finalmente compreenderam a complexidade do financiamento de Castela e o papel técnico de Magalhães, elevando as notas da turma em trinta por cento.

Perguntas comuns

Dúvida sobre qual país financiou a primeira viagem de circum-navegação?

A Coroa da Espanha financiou inteiramente a expedição liderada por Fernão de Magalhães em 1519. O rei Carlos I aceitou o projeto mercantil após o navegador ter sido rejeitado pelo rei de Portugal.

Falta de clareza sobre o papel de Fernão de Magalhães e Juan Sebastián Elcano?

Fernão de Magalhães planejou a rota e comandou a frota de cinco navios até sua morte nas Filipinas em 1521. O espanhol Juan Sebastián Elcano assumiu o navio Victoria e completou o percurso de volta à Europa.

Se você quiser se aprofundar nessa incrível jornada, descubra também Quem realizou a primeira viagem de circum-navegação do mundo?.

Confusão sobre quem liderou a expedição e quem a completou?

Embora Magalhães tenha entrado para a história como o mentor da circunavegação, ele morreu antes da metade do caminho. Dezoito marinheiros sobreviventes conseguiram completar toda a volta sob a liderança final de Elcano.

Pontos importantes

Patrocínio espanhol e liderança portuguesa

A viagem foi financiada e executada sob as leis da Espanha, mas idealizada pelo navegador português Fernão de Magalhães.

Apenas uma nau de cinco retornou

A pequena nau Victoria foi a única sobrevivente da frota original que partiu com cinco navios em 1519.

Dezoito sobreviventes originais no porto

Dos mais de duzentos homens que iniciaram a jornada, apenas dezoito europeus desembarcaram em Sevilha em 1522.