Qual o objeto de conhecimento da habilidade EF35LP22?

65 visualizações
O objeto de conhecimento da habilidade EF35LP22 é a análise de diálogos em textos narrativos. O foco está em como os verbos de enunciação e o uso de variedades linguísticas no discurso direto criam efeitos de sentido e enriquecem a narrativa.
Comentário 0 curtidas

Habilidade EF35LP22 da BNCC: qual é o objeto de conhecimento?

Ah, o objeto de conhecimento da EF35LP22, olha, pra mim é entender como as falas se encaixam nos textos, sabe? Tipo, não só o que as personagens dizem, mas como isso é dito e o impacto que causa. É sobre a mecânica da conversa escrita, bem no miolo.

Lembro uma vez, lá por 2018, na Feira do Livro de Porto Alegre. Eu estava lendo um conto do Verissimo, e a forma como ele coloca as pessoas falando é tão real. Não é só colocar aspas e pronto. Tem aquela sensação de que o personagem está mesmo ali, na tua frente.

Pensando nos verbos de enunciação, tipo "disse", "murmurou", "gritou", isso muda tudo. Uma coisa é alguém falar que "Ele falou com raiva", outra é "Ele rosnou". O "rosnou" já te pinta um quadro diferente, sabe? Dá outra cor à frase, um sentimento bem mais forte.

E as variedades linguísticas? Puxa, isso é o que torna uma história viva. Penso na minha avó, que morava no interior de Minas. A forma dela usar um "uai" ou um "trem" era particular. Se o autor reproduz isso no diálogo, o personagem ganha alma, fica mais gente.

Pra mim, é como desvendar o esqueleto de uma conversa. Entender que o jeito que as palavras são apresentadas no papel não é à toa. É uma ferramenta pra gente sentir o que o autor quer passar, sem ele precisar dizer tudo na descrição. É uma arte meio escondida.

O que diz a habilidade EF67LP31?

Lembro do sufoco que foi trabalhar essa habilidade com o 7º ano B lá na Escola Municipal Cecília Meireles, no semestre passado. A molecada ouvia a palavra "poema" e já revirava os olhos. Achavam que era só soneto antigo, coisa chata. E a BNCC lá, pedindo poema visual, vídeo-poema... como que eu ia fazer isso?

Cara, no começo foi um desastre. Pedi pra eles escreverem uma quadra e saiu cada coisa... sem ritmo, sem rima, sem alma. Eu tava quase desistindo. Aí tive uma ideia. Joguei a teoria de lado por um dia. Liguei o projetor e passei uns vídeo-poemas do YouTube, coisa moderna, com batida, com imagem forte. Mostrei uns poemas concretos, que formavam desenhos com as palavras.

A chave virou na hora. Eles piraram. D repente todo mundo queria fazer. O João, que mal abria a boca, fez um poema visual no formato de uma bola de futebol que foi sensacional. A gente até fez um mini sarau na sala. Foi uma bagunça, mas uma bagunça boa. Eles entenderam que poesia não é só papel, é som, é imagem, é sentimento.

Habilidade EF67LP31 Criar poemas com versos livres e forma fixa (quadras, sonetos), usando recursos visuais, semânticos e sonoros (cadências, ritmos, rimas). Inclui a criação de poemas visuais e vídeo-poemas, explorando a relação entre imagem, texto e diagramação.

No fundo, o que essa habilidade quer dizer é que o aluno precisa sacar que poesia vai muito além do texto escrito. É sobre:

  • Brincar com o som das palavras: Não é só a rima no final da frase. É o ritmo, a aliteração (repetição de consoantes), a assonância (repetição de vogais). Fazer o texto ter uma música própria, sabe?
  • Usar o espaço da página: O poema não precisa ser um bloco de texto reto. Ele pode desenhar com as palavras. Isso é o poema visual ou concreto. A forma como as palavras estão dispostas muda o sentido de tudo.
  • Misturar linguagens: Um vídeo-poema é isso. É juntar a palavra falada ou escrita com imagem em movimento, com música, com efeitos sonoros. Uma coisa completa a outra.
  • Sair da caixinha: A habilidade incentiva tanto a criação de formas mais tradicionais, como sonetos, pra entender a estrutura, quanto os versos livres, que é pura liberdade de expressão. É dar ferramenta pra eles criarem de todo jeito.

O que diz a habilidade EF67LP37?

A habilidade EF67LP37 demanda análise textual profunda. Foca na identificação dos efeitos de sentido gerados por recursos linguístico-discursivos. Inclui a compreensão de prescrição, causalidade, sequências descritivas, expositivas e a ordenação de eventos em diversos textos. É a engenharia da comunicação, desvendada.

A anatomia do texto é revelada. Desvendar EF67LP37 exige mais que leitura. É penetrar na arquitetura da mensagem, entender seus pilares.

  • Prescrição: O comando. Direto, sem negociação. O que se impõe. A força coercitiva da palavra.
  • Causalidade: A razão oculta. Porquês irrefutáveis. A lógica fria que liga eventos.
  • Descritivas: O retrato. Como algo se manifesta. Detalhes moldam a percepção.
  • Expositivas: A explicação. Dados nus, sem rodeios. A estrutura da informação, clara.
  • Ordenação: A sequência. O arranjo que direciona o entendimento. Cronologia, hierarquia, peso.

Esta habilidade não é trivial. É desmascarar a manipulação, ou empregá-la. Quem a domina, decifra o poder inerente à linguagem. Entender sua mecânica concede controle sobre a percepção. Um jogo perigoso.

O que significa a habilidade EF67LP30?

EF67LP30: Criar narrativas ficcionais. Implica desenvolver contos populares, de suspense, mistério, terror, humor, enigma, crônicas e histórias em quadrinhos. Permite cenários e personagens realistas ou fantásticos. A estrutura narrativa é essencial.

A habilidade em questão, dentro da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para os anos finais do ensino fundamental, série EF67, lingua portuguesa (LP), número 30, não é um capricho. É o ato de construir mundos. Ou de refletir o nosso, distorcido.

  • Tipos de narrativa:
    • Contos: populares, suspense, mistério, terror, humor.
    • Narrativas de enigma.
    • Crônicas.
    • Histórias em quadrinhos.
    • Outras formas ficcionais que a mente conceba.

A matéria-prima é a imaginação. Depois, o trabalho. Lembro de tentar montar uma história, aos doze. O terror. Não era simples.

Cenários e personagens: Podem ser reflexos do trivial ou pura invenção. Um banco de praça é tão válido quanto um castelo flutuante. Um mendigo, tão complexo quanto um dragão. A vida é ficção, por vezes. A escolha entre real e fantasia determina o filtro da lente.

A observância da estrutura narrativa. Isso é o alicerce. Sem ela, apenas palavras soltas. Um emaranhado.

  • Elementos chave:
    • Enredo: O que acontece. Uma sequência.
    • Personagens: Quem age. Motivações. Vidas internas.
    • Tempo: A duração, a progressão. linear ou não.
    • Espaço: Onde tudo ocorre. Define o ambiente, o clima.
    • Narrador: O ponto de vista. Alguém que viu, sentiu, ou apenas sabe.

É a disciplina sobre o caos da ideia. A liberdade de criar vem com a responsabilidade de organizar. Poucos entendem isso. A diferença entre um delírio e uma obra está na moldagem. Na forma.

A capacidade de inventar histórias define algo profundo no ser humano. A necessidade de dar sentido, mesmo que fabricado. É a nossa maneira de lidar com o que não entendemos. Ou de existir um pouco mais. Uma extensão do eu.

É um eco distante, talvez, da criação do próprio universo. Ou só de um conto. Quem sabe.