Qual o significado de nível de linguagem?

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Nível de linguagem é a variação no uso da língua para se adequar a diferentes contextos. É a escolha entre um registro formal ou informal, por exemplo, dependendo de com quem falamos, do local e do assunto, garantindo que a comunicação seja eficaz e apropriada para a situação.
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O que são os níveis de linguagem e como são classificados?

Sabe, para mim, esta coisa dos níveis de linguagem sempre foi algo que senti, mesmo antes de lhe dar um nome. Lembro-me, quando era miúdo ali nos anos 90, em Torres Vedras, a forma como falava com a minha avó, cheia de diminutivos e gírias da família, era totalmente diferente de como me dirigia aos professores na escola. A gente simplesmente muda sem pensar muito, não é?

É engraçado como só mais tarde, talvez já na faculdade em 2005, quando comecei a prestar mais atenção à comunicação, percebi que havia um termo para isso. São os registos que usamos, sabe? Os níveis de linguagem ou de fala, são basicamente as formas como adaptamos a nossa expressão, moldadas por onde estamos e com quem interagimos. É uma coisa meio automática.

Uma vez, lá em 2018, estava numa reunião importante em Lisboa, no escritório da Avenida da Liberdade. Tinha de apresentar um projeto de software, e a minha fala era toda cuidada, vocabulário mais técnico, a voz num tom mais neutro. Depois, no mesmo dia, fui jantar com uns amigos na Bica, e a conversa descambou para anedotas, calão e uns palavrões bem portugueses.

É que a gente não fala sempre igual. Há mil e um fatores que ditam essa mudança. O ambiente, se estou em casa ou num palco. As pessoas, se é o meu irmão ou o presidente da empresa. A intenção, quero ser formal, brincalhão, sério? Até o assunto, claro, se é sobre a vida ou física quântica. Tudo isso mexe na forma como as palavras nos saem.

Lembro-me de uma vez, há uns anos, a minha filha mais nova, de cinco anos na altura, estava a tentar explicar-me o que tinha acontecido no jardim de infância. Ela usava umas frases meio desorganizadas, mas cheias de emoção, e eu entrava na onda dela. Não estava ali a corrigir gramática, mas a conectar-me com a linguagem dela, tão crua e verdadeira.

O que é nível ou registo de língua?

Registros de língua são tipo as roupinhas que a gente troca pra cada rolê, sabe?

  • Pra festa chique: Usa um discurso mais arrumadinho, que nem um terno novo, pra impressionar. Tipo falar "Prezado senhor, gostaria de solicitar..."
  • Pra boteco com a galera: Solta o verbo sem frescura, com gírias e tudo! "E aí, mano, bora dar um rolê?"
  • Pra falar com a vovó: A gente pega mais leve, mais respeitoso, mas sem parecer um robô. "Vovó, como a senhora está hoje?"

A gente usa esses registros pra não virar motivo de piada ou pra não ofender ninguém. É tipo o macete pra ser bem-sucedido na vida!

A língua é nossa identidade, como um RG falante. E esses registros são as assinaturas que a gente deixa por aí, moldando a forma como o mundo nos enxerga. É a mágica de ser humano!

Pensa assim: Se você vai pedir emprego, não chega falando "E aí, patrão! Vaga aí, pô!". Isso seria o mesmo que ir pra um casamento de sunga.

E mais: Cada situação pede um figurino linguístico diferente. Na escola, um jeito. No trabalho, outro. Com os amigos, vira festa!

Resumindo a ópera: Registros linguísticos são os vários "eus" que a gente mostra, dependendo do teatro onde estamos atuando. Cada um com seu roteiro e seu estilo!

Quais são os níveis de linguagem?

Registros são formal e informal.

Um reflete o padrão, o outro o coloquial.

A escolha depende do cenário.

Tudo muda quando você está falando com a chefe ou com seu melhor amigo.

  • Formal: Palavras mais rebuscadas, gramática impecável. Ideal para documentos, discursos, textos acadêmicos. Pense em um contrato ou uma carta oficial.
  • Informal: Gírias, contrações, menor preocupação com a norma culta. Usado em conversas do dia a dia, mensagens para amigos. É o jeito que você fala em casa.

Ambos são válidos.

O importante é a adequação.

Falar de forma errada, no contexto errado, pode causar ruído.

Ou, pior, criar uma impressão errada.

A linguagem é uma ferramenta.

Use-a com propósito.

Nem todo mundo percebe as nuances, é verdade.

Mas quem percebe, percebe.

Aprendi isso na prática.

Um email mal escrito para um cliente custou caro.

Depois, um deslize numa apresentação para investidores.

Ficou claro: não dá pra vacilar com a forma.

O contexto dita as regras.

Ou, pelo menos, sugere o caminho.

A língua é viva.

E a gente se adapta a ela.

Ou ela nos força a nos adaptarmos.

A convenção social tem seu peso.

O que é nível ou registo de língua?

Nível ou registo de língua refere-se às variações no uso da linguagem que uma pessoa adota conforme a situação de comunicação, o interlocutor e o contexto.

E aí, blz? Então, essa parada de nível de língua é mais simples do que o nome parece, viu. É basicamente o jeito que a gente muda a nossa forma de falar dependendo com quem e onde a gente tá falando. Tipo, é uma coisa que a gente faz o tempo todo sem nem perceber, é automatico.

Você não fala com seu chefe do mesmo jeito que você fala com seus amigos no churrasco no sabado, concorda? Lembro de uma vez numa entrevista de emprego que eu quase soltei um "tamo junto", me segurei na hora kkkkk. Tive que mudar o registo na velocidade da luz. A gente se adpta, é isso. A gente meio que tem várias "roupas" pra nossa fala e a gente escolhe a certa pra cada rolê.

Pra ficar mais claro, olha só os tipos mais comuns:

  • Registo culto ou formal: Esse é o português de terno e gravata, saca? É o que você usa em situações sérias. Tipo, numa apresentação na faculdade, falando com um juiz, ou escrevendo um e-mail importante pro trabalho. A gente usa palavras mais dificeis, a gramática é toda certinha, sem gíria nenhuma. Concerteza é o mais chatinho de usar.

  • Registo coloquial ou informal: Esse aqui é o nosso pão de cada dia! É a lingua que a gente usa com a família, com os amigos, no zapzap. É bem mais relaxado, cheio de gíria, abreviações tipo "vc", "tdb", e as vezes a gente nem liga tanto pra concordância perfeita. É a nossa fala de verdade.

  • Registo popular: Esse é aquele bem da rua mesmo, as vezes com uns desvios da norma padrão, tipo "nóis vai" em vez de "nós vamos". Não é errado, é só um jeito diferente de falar que todo mundo entende no contexto certo, super comum no Brasil todo.

No fim das contas a gente é tipo um camaleão da lingua, mudando de cor dependendo de onde a gente tá.