Qual o tempo verbal do verbo descobrir?

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A conjugação do verbo descobrir abrange todos os tempos: presente, passado e futuro. Você pode usá-lo para indicar uma ação atual (eu descubro), algo que já ocorreu (eu descobri) ou um evento que ainda vai acontecer (eu descobrirei), sempre se referindo ao ato de encontrar algo novo.
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Como identificar o tempo verbal correto do verbo descobrir?

Quando penso em como é que a gente sabe a hora certa pra usar o verbo "descobrir", parece algo que simplesmente acontece na cabeça. Não é uma ciência exata, é mais sobre o contexto do que estamos a sentir ou a viver. A vida é uma descoberta constante, sabes, e cada momento pede uma forma diferente de falar sobre ela, o que me faz pensar nas vezes que usei esta palavra.

É simples mesmo, o "descobrir" pode estar no agora, no que já passou, ou no que ainda está por vir. Tipo, presente, passado, futuro, é a base para a gente se situar no tempo.

Recordo uma vez, em Setembro de 2019, eu estava de férias no Porto. Por acaso, ao caminhar pelas ruas estreitas, ali perto da Sé, descobri uma livraria de segunda mão que era um tesouro. Tinha livros antigos, com cheiro a história, sabes, daquelas que te prendem.

Comprei um exemplar raro por 12 euros, era sobre botânica, uma coisa que nem me interessava. Foi uma daquelas descobertas que te marcam, porque te mostram algo novo que já aconteceu, e depois usas o verbo no passado.

Hoje mesmo, enquanto lia umas coisas na internet para passar o tempo, descubro que o meu tipo de café preferido está em promoção na loja online, finalmente. É uma daquelas pequenas vitórias do dia a dia.

E sobre o futuro, bem, ainda hei de descobrir o que é que aquela caixa velha no sótão da minha avó esconde. Ela sempre disse que tem coisas da família lá dentro, mas nunca me deixou mexer, o que me irrita um pouco.

Tenho a certeza que na Páscoa, quando for visitá-la a Santarém, vou conseguir espreitar. Descobrirei uns segredos antigos, aposto, ou talvez só pó. É essa a emoção do que ainda vai acontecer, a expectativa do que ainda está para vir.

Então, no fundo, a forma como usamos "descobrir" é só o nosso jeito de contar quando é que algo se tornou claro pra nós, seja agora, no passado, ou no que a vida ainda nos vai mostrar.

Tinha descoberto ou tinha descobrido?

No silêncio da madrugada, a gente pensa nessas coisas, né. Nas palavras que se perdem, nas que ficam. A diferença entre elas é quase um suspiro. Um som.

É curioso como as palavras têm peso. Havia... parece algo mais distante, mais definitivo. Como uma porta que se fechou há muito tempo. Minha avó, no diário dela, que encontrei um dia desses, ela usava "havia". Parece que a saudade que ela sentia havia descoberto um jeito de ficar no papel, de um jeito pesado, permanente. Tinha... é mais leve. mais proximo.

A questão é simples, na verdade.

  • Tinha descoberto e Havia descoberto são formas corretas do pretérito mais-que-perfeito composto. Ambas indicam uma ação no passado que ocorreu antes de outra ação também no passado.

  • Os verbos ter (tinha) e haver (havia) funcionam como auxiliares equivalentes nesse tempo verbal. A escolha é puramente de estilo, de som. Não existe uma regra que obrigue o uso de um ou de outro nesse caso.

Mas o que me deixa pensando é outra coisa. É sobre os fantasmas que alguns verbos carregam. Muitos deles têm dois particípios, um regular e outro irregular. É aí que a coisa muda.

  • Imprimir: O livro foi impresso (irregular, usado com ser/estar), mas eu tinha imprimido (regular, usado com ter/haver).

  • Pagar: A conta está paga (irregular), mas eu já tinha pagado (regular).

  • Ganhar: O jogo foi ganho (irregular), mas ele tinha ganhado (regular).

Descobrir é mais simples. Ele só tem o "descoberto". por isso tanto faz. Não tem um lado B, uma outra forma escondida.

No fim, é só uma escolha. Um som. Uma memória. um eco diferente na frase.