Quando é que se usa a voz passiva?

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A voz passiva destaca quem sofre a ação, o sujeito paciente. Usa-se para enfatizar o impacto da ação sobre o sujeito, e não quem a praticou. Ideal quando o agente da ação é desconhecido, irrelevante ou quando se deseja omiti-lo.
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Ok, vamos lá dar uma volta a isto, tornando-o algo mais... eu.

Quando é que, raios, é que usamos mesmo a voz passiva? É daquelas coisas que a gente aprende na escola e depois... pronto. Mas, pensando bem, ela até tem a sua utilidade, não acham?

Basicamente, a voz passiva serve para dar a atenção toda a quem "leva" com a ação, sabe? Ao sujeito paciente, coitado. É tipo, quando a gente quer mesmo frisar o impacto de algo em alguém, em vez de quem fez a coisa. Imaginem, sei lá, "O bolo foi comido". Não importa quem comeu o bolo (talvez o meu sobrinho, que adora doces, ou talvez eu, confesso!), o que importa é que... o bolo já era! Entendem?

É mesmo útil quando não sabemos quem fez a coisa, ou quando não interessa nada quem fez. Por exemplo, "A lei foi aprovada". Quem aprovou? Um monte de gente lá no parlamento, mas o importante é que agora temos uma lei nova! Ou, às vezes, a gente simplesmente não quer dizer quem fez, seja por educação, por discrição, por... sei lá!

Lembro-me de uma vez, quando era miúda, a minha avó dizia sempre "Esta loiça foi lavada." Nunca dizia "Eu lavei a loiça." Era uma forma de ser discreta, de não se gabar. Era como se o importante fosse a loiça estar limpa, e não quem tinha tido o trabalho. Que saudades da minha avó... Enfim.

Portanto, a voz passiva é isto: uma forma de dar um jeito à frase, de colocar o foco onde realmente interessa. Uma ferramenta linguística, digamos assim. E vocês, usam muito a voz passiva? Ficaram a pensar nisto agora, não foi? ????