Quantas formas verbais existem?

55 visualizações
Formas Verbais EssenciaisExistem três formas verbais primordiais: finitas, infinitivas e nominais. Finitas: Concordam em tempo, modo, número e pessoa. Exemplos: canto, cantávamos. Infinitivas: Incluem o infinitivo pessoal e impessoal. Exemplos: cantar, para cantares. Nominais: Particípio, gerúndio e infinitivo com função nominal.
Comentário 0 curtidas

Quais e quantas formas verbais existem na gramática portuguesa?

Então, a gente fala de formas verbais no português, né? São basicamente três jeitos de o verbo se apresentar: as finitas, as infinitivas e as nominais.

As finitas são as que se conjugam direitinho, sabe? Tipo "eu canto", "nós cantávamos". Elas mostram o tempo, o modo, quem fez a ação, quantas pessoas fizeram. É aí que a coisa muda de figura dependendo de quem e quando.

Já as infinitivas têm o infinitivo mesmo, que é "cantar", "comer", "dormir". E tem também o infinitivo pessoal, que é quando a gente especifica quem tá fazendo a ação, tipo "para eu cantar", "para tu comeres". Isso deixa a frase mais redonda.

E as nominais são mais como nomes, substantivos. O particípio, tipo "cantado", "comido", "dormido". O gerúndio, "cantando", "comendo", "dormindo". E o próprio infinitivo às vezes, quando ele funciona como um nome. Tipo, "Cantar é bom". Viu como ele virou um substantivo ali?

Por exemplo, quando eu tava escrevendo aquele meu conto no verão passado, lá pra agosto, em casa, senti a diferença. Usei um monte de verbos finitos pra dar aquele ritmo de ação, de momento. Mas quando descrevia a paisagem, parecia que usava mais o gerúndio, pra dar a sensação de continuidade, sabe.

E o preço disso tudo, o valor, nem se discute. É a riqueza da língua. É que nem pensar em comprar um dicionário. Tem o de bolso, rapidinho, que te dá o básico, mas o enciclopédico, ah, esse é que te mostra o universo.

E o mais legal é que a gente nem pensa nisso na hora de falar. A gente só usa. É meio instintivo, sabe. Como respirar. A gente sente quando uma coisa soa melhor, quando encaixa.

São essas três categorias básicas: verbos que se moldam com tempo e pessoa, os que ficam no infinitivo indicando ação ou quem faz, e os que viram quase substantivos. Simples assim, mas com um mundo de possibilidades.

Quais são as formas verbais exemplos?

As formas verbais são as diferentes apresentações de um verbo, resultantes da sua conjugação. Por exemplo, "amo, amei, comia, comerei, partiu e partira" são formas verbais dos verbos "amar", "comer" e "partir".

Olhando mais de perto, essa variedade surge quando o verbo se dobra a diferentes exigências gramaticais, mostrando quem faz a ação, quando e como. É quase como se o verbo fosse um camaleão, ajustando-se ao contexto, um espelho da nossa intenção comunicativa.

  • Pessoas verbais: Elas dão rosto à ação. A 1.ª pessoa ("Eu", "Nós") é o epicentro, quem fala, a partir de onde a experiência é contada. É o "eu" a projetar-se no mundo, o sujeito que observa e sente, ou o "nós" que partilha.

  • Já a 2.ª pessoa ("Tu", "Vós") é o nosso interlocutor direto, quem nos ouve. Lembro de minha avó, de Trás-os-Montes, que sempre corrigia meu "você" pra "tu". "É mais íntimo," ela dizia. A 3.ª pessoa ("Ele/Ela", "Eles/Elas") é quem não está na conversa, o foco, o palco dos acontecimentos. São os outros, os observados.

  • Tempos verbais: Marcam o momento da ação, um conceito que a humanidade sempre tentou dominar, organizando a nossa percepção da linha temporal. O Presente é o aqui e agora, a realidade palpável. Já o Passado (Pretérito) abarca as memórias, o que já foi: "Eu escrevi", "Eu escrevia", "Eu escrevera". A história que nos molda.

  • Pensar no pretérito mais-que-perfeito, por exemplo, é entrar numa camada profunda do tempo, um passado dentro de outro passado, uma nuance que nos desafia a olhar para trás com mais detalhe. O Futuro é o que virá, a esperança, as projeções: "Eu escreverei", "Eu escreveria". O amanhã incerto, mas sempre à espera.

  • Modos verbais: Indicam a atitude do falante perante a ação. O Indicativo é a certeza, o fato. "Eu estudo." É o modo da realidade. O Subjuntivo é a dúvida, o desejo, a hipótese. "Que eu estude." Um universo de possibilidades. O Imperativo é a ordem, o pedido. "Estuda!" A ação direcionada.

  • Formas Nominais: São as formas do verbo que não se conjugam em pessoas, atuando mais como "nomes" do verbo. O Infinitivo ("Estudar") é a essência pura. O Gerúndio ("Estudando") a ação em progresso, o fluxo contínuo. E o Particípio ("Estudado") a ação concluída, frequentemente como adjetivo, o resultado.

É fascinante como cada minúscula alteração num verbo não é só uma regra gramatical, mas uma ferramenta para esculpir a nossa percepção da realidade. A linguagem é, no fundo, o maior brinquedo de construção que temos. Pensar nisso me faz, por vezes, perder a noção do tempo, num bom sentido.

Como classificar as formas verbais?

É engraçado como certas coisas da escola voltam pra gente na madrugada. As regras, as caixas onde tentavam encaixar as palavras. Lembro da professora... o nome dela ja sumiu, mas o jeito de falar, não. Ela dizia que tudo tinha seu lugar.

Era tipo um mapa. Um jeito de organizar o caos da comunicação.

  • Modo verbal: Isso era sobre a intenção.

    • Indicativo: a certeza de algo. como quando eu digo que estou acordado agora.
    • Subjuntivo: a dúvida, o desejo. se eu dormisse...
    • Imperativo: a ordem. durma. uma ordem que eu nunca obedeço.
  • Voz verbal: Aqui era sobre quem faz a ação.

    • Ativa: o sujeito faz. eu escrevo.
    • Passiva: o sujeito sofre a ação. o texto é escrito por mim. parece mais distante, né?
    • Reflexiva: o sujeito faz e sofre. eu me machuco com essas lembranças.
  • Formas nominais: Os verbos quando não estão conjugados.

    • Infinitivo: o nome do verbo. amar. pensar. esquecer.
    • Gerúndio: a ação acontecendo. amando. pensando. esquecendo.
    • Particípio: a ação terminada. amado. pensado. esquecido.

E tinha a classificação deles, a parte que eu mais errava na prova. A personalidade de cada um.

  • Regulares: os que seguem o modelo. que chatice.
  • Irregulares: os que mudam o radical ou a terminação. tipo o verbo "ir". eu vou, ele foi. nada a ver um com o outro.
  • Defectivos: os que não têm todas as conjugações. como "falir".
  • Abundantes: os que têm mais de um particípio. tipo "aceito" e "aceitado".
  • Anômalos: os que mudam tudo. ser e ir são os clássicos. uma confusão.

No fim, são só nomes pra coisas que a gente sente e faz. Mas na escuridão do quarto, parecem tão importantes. Tão definitivos.