Quem criou o esquema da comunicação?

0 visualizações
Ao pesquisar sobre quem criou o esquema da comunicação, a resposta exata aponta para o linguista russo Roman Jakobson. Ele estruturou o chamado modelo clássico da comunicação moderna durante o ano de 1960. A formulação final elaborada pelo autor define os seis elementos essenciais do processo comunicativo de maneira estruturada.
Comentário 0 curtidas

Quem criou o esquema da comunicação? Jakobson e 6 elementos

Entender quem criou o esquema da comunicação ajuda a compreender as bases das interações humanas na sociedade atual. O conhecimento desta estrutura clássica facilita a identificação de falhas na troca de mensagens diárias. Descubra os detalhes desta teoria fundamental para melhorar a sua expressão verbal de forma clara.

Quem criou o esquema da comunicação?

O esquema clássico da comunicação moderna, que divide o processo em seis elementos fundamentais, foi criado pelo linguista russo Roman Jakobson em 1960. No entanto, a forma como entendemos e esquematizamos a troca de mensagens evoluiu drasticamente ao longo dos séculos, passando por contributos cruciais da filosofia antiga, da propaganda de massas e da engenharia telefónica.

Se procuras uma resposta direta, Jakobson é o nome central da linguística moderna. Mas a história real tem vários intervenientes que moldaram esta área passo a passo.

As origens na Antiguidade: O modelo de Aristóteles

Muito antes de existirem rádios ou computadores, o filósofo grego Aristóteles criou a base mais antiga da retórica. O seu esquema era intencionalmente simples, focado na persuasão e na oratória pública, estruturando-se em três pilares básicos: quem fala, o que diz e quem escuta.

Nessa altura, o objetivo principal era entender como convencer um auditório numa praça pública. Não havia preocupação com canais digitais ou códigos complexos, mas a estrutura inicial estava lançada.

A explosão dos meios de massa: Harold Lasswell em 1948

Com o surgimento do rádio, do cinema e da propaganda política em larga escala no século XX, o modelo aristotélico tornou-se insuficiente. Em 1948, o cientista político Harold Lasswell desenvolveu um modelo linear direcionado para a comunicação de massas.

O esquema de Lasswell respondia a cinco perguntas essenciais que ainda hoje usamos nas notícias: Quem diz o quê, através de que canal, a quem e com que efeito? Este modelo focava-se fortemente na intenção de quem enviava a mensagem e no impacto direto sobre o público recetor.

A engenharia por trás do sinal: Shannon e Weaver

Em 1949, Claude Shannon e Warren Weaver criaram a Teoria Matemática da Comunicação enquanto trabalhavam na Bell Telephone. O propósito inicial não era explicar a conversa humana, mas sim melhorar a eficiência técnica na transmissão de dados via telefone e telégrafo.

Eles introduziram conceitos vitais que usamos até hoje, como fonte, transmissor, sinal, recetor e destino. Foi também este modelo que cunhou o termo ruído para descrever qualquer interferência que corrompesse a mensagem no canal.

Quando comecei a estudar estes modelos, julgava que a engenharia de telecomunicações pouco ou nada se relacionava com a teoria da linguagem. Na prática, contudo, os conceitos de ruído técnico ajudam a compreender perfeitamente as falhas e os mal-entendidos que ocorrem na nossa comunicação diária.

O modelo definitivo de Roman Jakobson em 1960

Aproximando todas estas peças, o linguista Roman Jakobson adaptou e aperfeiçoou os estudos anteriores para o campo da linguística. Ele estabeleceu o esquema definitivo da comunicação humana, dividindo o processo em seis elementos essenciais: emissor, receptor, mensagem, canal, código e contexto.

O grande mérito de Jakobson foi ir mais além do que a simples transmissão mecânica. Ele associou cada um dos seis elementos a uma função específica da linguagem: emotiva, apelativa, poética, fática, metalinguística e referencial.

Resumo dos elementos atuais da comunicação

Para compreenderes perfeitamente o autor do esquema da comunicação, vale a pena detalhar o papel de cada componente no dia a dia: Emissor: Quem envia ou produz a mensagem. Receptor: Quem recebe, decifra e interpreta a mensagem. Mensagem: O conteúdo informativo transmitido. Canal: O meio físico ou virtual que transporta o sinal, como o ar, o papel ou a internet. Código: O sistema de signos utilizado, por exemplo, a língua portuguesa ou o código Morse. Contexto: O ambiente, assunto ou situação de referência que envolve a comunicação.

Quando um destes elementos falha - como um código desconhecido ou um canal com muito ruído -, a comunicação quebra-se. É por isso que este modelo da comunicação continua a ser estudado em escolas e universidades de todo o mundo.

Comparação dos Modelos Históricos de Comunicação

Ao longo do tempo, diferentes autores adaptaram o conceito de comunicação às necessidades da sua época. Vê as principais diferenças entre eles:

Aristóteles (Antiguidade)

Retórica, persuasão e oratória pública.

Comunicação verbal direta, sem suportes tecnológicos.

Extremamente simples, focada no orador e no auditório.

Harold Lasswell (1948)

Comunicação de massas e efeitos da propaganda.

Auge do rádio, cinema e jornais impressos.

Linear, baseada em cinco perguntas essenciais (quem, o quê, canal, quem, efeito).

Claude Shannon e Warren Weaver (1949)

Eficiência técnica na transmissão de sinais e dados.

Telefone, telégrafo e eletrónica inicial.

Matemática e de engenharia, introduzindo o conceito de ruído.

Roman Jakobson (1960) ⭐

Linguística estrutural e funções da linguagem humana.

Consolidação das ciências humanas e da teoria da linguagem moderna.

Completa, definindo emissor, recetor, código, canal, mensagem e contexto.

Enquanto os modelos iniciais priorizavam a transmissão de ordens ou propaganda de forma linear, o modelo de Jakobson trouxe uma visão multifacetada, unindo a estrutura técnica à riqueza das funções expressivas da língua.

O mal-entendido na empresa de tecnologia de Carlos

Carlos, gestor de projetos num escritório em Lisboa, enviou uma mensagem urgente via chat para a sua equipa sobre uma mudança de código num software, usando termos altamente técnicos e siglas internas.

A equipa mais nova não conseguiu decifrar o pedido devido ao código complexo e à instabilidade da ligação de internet naquele dia, gerando um ruído gigante na transmissão.

Em vez de insistir no mesmo formato, Carlos percebeu que o canal e o código escolhidos falharam, decidindo fazer uma chamada rápida para clarificar o contexto.

Após ajustar a abordagem, o índice de falhas na entrega reduziu consideravelmente, provando que dominar os elementos da comunicação evita crises profissionais graves.

Compilação de conhecimento

Quem criou o esquema clássico da comunicação moderna?

O esquema clássico com os seis elementos fundamentais foi criado pelo linguista russo Roman Jakobson em 1960. Ele aperfeiçoou os modelos anteriores de engenharia e retórica para aplicá-los à linguística.

Quais são os seis elementos da comunicação de Jakobson?

Os elementos essenciais são o emissor, o receptor, a mensagem, o canal, o código e o contexto. Cada um desempenha um papel único na forma como interpretamos qualquer tipo de texto ou fala.

Qual é a diferença entre o modelo de Shannon-Weaver e o de Jakobson?

O modelo de Shannon-Weaver foi criado com um foco puramente técnico e de engenharia para evitar perdas de sinal em chamadas. Jakobson expandiu essa lógica para o comportamento humano e para a análise das funções da linguagem.

Resumo em tópicos

A evolução histórica importa

O conceito de comunicação evoluiu de uma simples retórica grega na Antiguidade para modelos matemáticos e linguísticos complexos no século XX.

Se quiseres aprofundar os teus conhecimentos sobre teoria da linguagem, descobre o que é emissor e receptor de forma simples.
O modelo definitivo é de Jakobson

A estrutura com emissor, receptor, mensagem, canal, código e contexto foi consolidada por Roman Jakobson em 1960.

O ruído afeta qualquer canal

Qualquer falha no código, no meio físico ou na interpretação do contexto gera ruído e compromete a eficácia da mensagem.