Qual foi o cognome atribuído à seleção portuguesa no Campeonato Mundial de Futebol de 1966?
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Cognome selecao portuguesa 1966: Conheca a alcunha
Descubra a historia por tras do cognome selecao portuguesa 1966 e o impacto desta denominacao no futebol. Esta alcunha celebra o feito historico em palcos internacionais de forma permanente. Entenda a origem do termo que imortalizou a lendaria geracao do desporto nacional.
Afinal, qual foi o cognome da selecao portuguesa em 1966?
A selecao portuguesa de futebol recebeu o cognome oficial de Os Magricos durante a sua participacao no Campeonato Mundial de Futebol de 1966, realizado na Inglaterra. Esta alcunha iconica, repleta de misticismo, simbolizou perfeitamente a bravura, o espirito de luta inabalavel e a determinacao historica de uma equipa estreante que desafiou as maiores potencias do futebol mundial e alcancou um brilhante terceiro lugar na competicao.
O termo nao surgiu por mero acaso ou escolha comercial moderna - e uma expressao carregada de peso historico e cultural. A adocao desse nome serviu para trancar a determinacao dos atletas dentro de uma narrativa de herois nacionais, criando uma ponte direta com o passado glorioso da literatura e da cavalaria medieval de Portugal.
A origem da alcunha: Da epopeia medieval aos relvados ingleses
O cognome Os Magricos e diretamente inspirado numa famosa lenda cavaleiresca do seculo XV, conhecida como a lenda dos Doze de Inglaterra. Este episodio mitico e semi-factual foi imortalizado pelo poeta Luis Vaz de Camoes no Canto VI da epopeia nacional Os Lusiadas. A narrativa conta a historia de doze damas da corte inglesa que foram insultadas por cavaleiros locais, os quais alegavam que elas careciam de virtude e honra. Sem defensores na sua propria patria, as damas recorreram ao Duque de Lencastre, que solicitou auxilio ao seu genro, o rei Dom Joao I de Portugal.
Prontamente, doze distintos cavaleiros portugueses aceitaram cruzar o mar para lutar em defesa do bom nome das damas ofendidas. Um desses homens era o beirao Alvaro Goncalves Coutinho, apelidado de O Magrico devido a sua fisionomia esguia e magra. Enquanto onze dos guerreiros partiram de navio a partir da cidade do Porto, O Magrico optou por realizar a viagem por via terrestre, atravessando o continente europeu a cavalo. Pelo caminho, envolveu-se em multiplas aventuras e duelos cavaleirescos, o que acabou por atrasar seriamente a sua chegada a Londres.
No dia do decisivo torneio em Smithfield, os onze cavaleiros portugueses entraram na arena preocupados, pois preparavam-se para enfrentar doze temiveis oponentes ingleses. A jovem dama que dependia da protecao do cavaleiro em falta chorava inconsolavelmente na tribuna, temendo ver a sua honra arruinada para sempre. Mas ha sempre um momento de reviravolta.
Mesmo no limite do tempo regulamentar, quando as trombetas ja soavam para o inicio do combate, Alvaro Goncalves Coutinho surgiu de rompante no campo de batalha. O Magrico juntou-se aos seus compatriotas e, atraves de uma demonstracao soberba de pericia com a espada e coragem indomavel, liderou a comitiva lusa para uma vitoria avassaladora e completa sobre os cavaleiros ingleses, restaurando a dignidade das damas.
Quando a comitiva futebolistica portuguesa aterrou em solo britanico em 1966 para disputar o Mundial pela primeira vez, a imprensa e os adeptos resgataram esta lenda. A analogia era perfeita: tal como no seculo XV, um grupo de bravos portugueses viajava ate a Inglaterra para travar batalhas epicas e demonstrar o seu valor perante o mundo. Confesso que, ao leer sobre isso pela primeira vez, achei a comparacao exagerada - afinal, e apenas futebol. No entanto, ao rever as imagens e a mística daquela epoca, percebe-se que a alcunha assentou que nem uma luva ao espirito daqueles homens.
A epica campanha de 1966 e o brilhantismo de Eusebio
A prestacao dos Magricos nos relvados de Inglaterra provou que o cognome era totalmente merecido. Sob o comando tecnico do treinador brasileiro Otto Gloria, a selecao portuguesa de futebol 1966 magricos assombrou a Europa e o mundo com um futebol ofensivo, dinamico e extremamente competitivo. Logo na fase de grupos, integrados no temivel Grupo C, Portugal venceu consecutivamente a Hungria, a Bulgaria e o poderoso Brasil - o entao detentor do titulo mundial de futebol.
A partida diante da selecao brasileira foi um marco monumental, terminando com uma vitoria clara dos portugueses por 3-1, resultado que acabou por ditar a eliminacao precoce dos sul-americanos da prova. Contudo, o momento maximo de superacao e que verdadeiramente cristalizou a lenda dos novos Magricos aconteceu nos quartos de final, num jogo absolutamente memoravel frente a surpreendente selecao da Coreia do Norte.
O jogo em Goodison Park comecou de forma terrivel e devastadora para as cores nacionais. Logo aos vinte e cinco minutos da primeira parte, a Coreia do Norte vencia por uns inacreditaveis 3-0, deixando Portugal a beira de uma eliminacao humilhante. Sentia-se o desespero no relvado. Mas ha momentos em que a genialidade pura de um homem muda o rumo da historia.
Foi entao que emergiu a figura colossal de Eusebio da Silva Ferreira, conhecido carinhosamente como o Pantera Negra. O jovem avancado do Benfica assumiu a responsabilidade total do encontro e assinou uma exibicao genial que ficaria para sempre gravada nos anais do desporto-rei. Com uma determinacao imparavel, Eusebio apontou quatro golos consecutivos - um poquer historico - operando uma reviravolta inacreditavel no marcador.
A equipa uniu-se em torno do seu lider e Jose Augusto fechou o resultado final numa expressiva vitoria por 5-3, carimbando a passagem as meias-finais. Lembro-me de ouvir o meu avo descrever a emocao desse jogo via radio. Os olhos dele brilhavam ao falar da raca daqueles jogadores. Ninguem acreditava na reviravolta. Mas eles acreditaram.
Nas meias-finais, a caminhada rumo ao titulo mundial seria travada pela anfitria Inglaterra, num jogo muito disputado no Estadio de Wembley que terminou com a derrota lusa por 2-1. As lagrimas de Eusebio no final da partida correram o mundo, convertendo-se numa das imagens mais emotivas da historia das Copas do Mundo. Apesar do duro golpe, a equipa reagiu com orgulho e venceu a Uniao Sovietica por 2-1 na atribuicao do terceiro lugar, garantindo a medalha de bronze, que continua a ser o melhor registo de sempre do futebol portugues em mundiais.
Como o nome impactou o futuro das alcunhas desportivas
A atribuicao do nome Os Magricos em 1966 abriu um precedente importante na cultura desportiva do pais. Antes desse torneio, muitas pessoas queriam saber qual o cognome de portugal em 1966 para designar a comitiva. O sucesso e a enorme popularidade daquela campanha demonstraram o poder de uma identidade coletiva forte ligada a raizes historicas ou simbolos nacionais. Nas decadas seguintes, sempre que Portugal se qualificava para uma grande competicao desportiva, a imprensa e os adeptos procuravam replicar essa formula de sucesso literario.
Surgiram assim novos cognomes ao longo dos anos, variando consoante a geracao de atletas e o contexto historico de cada torneio. Nomes como Os Infantes, Os Navegadores ou a celebrada Geracao de Ouro passaram a fazer parte do vocabulario comum, embora nenhum tenha alcancado o mesmo impacto mitico e puro dos herois de 1966. Hoje em dia, a expressao Selecao das Quinas e a designacao mais estavel e abrangente, mas desvendar a origem alcunha magricos selecao portugal permanece guardado como o padrao de ouro da raca e da alma lusa em campo.
Evolucao dos cognomes da selecao portuguesa
Ao longo das suas participacoes em fases finais de grandes torneios internacionais, a equipa nacional de futebol foi batizada com diferentes nomes pela imprensa e adeptos, refletindo a mística e o contexto de cada epoca.Os Magricos (1966)
- Bravura, resiliencia extrema e capacidade de operar reviravoltas epicas
- Conquista do historico terceiro lugar com Eusebio a sagrar-se artilheiro
- Inspirado na lenda medieval dos Doze de Inglaterra descrita por Camoes
- Primeira participacao absoluta de Portugal num Campeonato do Mundo
Os Infantes (1984/1986)
- Irreverencia, talento puro, mas alguma instabilidade organizativa interna
- Presenca marcante nas meias-finais do Campeonato da Europa de 1984
- Alusao direta aos filhos de Dom Joao I e aos primordios dos Descobrimentos
- Regresso as grandes competicoes internacionais apos dezoito anos de ausencia
Geracao de Ouro (2000-2006)
- Futebol bonito, alta qualidade tecnica e afirmacao global definitiva
- Final do Euro 2004 e presenca nas meias-finais do Mundial de 2006
- Referencia aos sucessos mundiais das selecoes jovens de sub-20
- Grupo de atletas liderado por figuras como Luis Figo e Rui Costa
A odisseia dos adeptos na era das transmissoes via satelite
Antonio, um jovem carpinteiro de trinta anos a residir numa pequena aldeia no interior de Portugal, desejava ardentemente acompanhar a estreia da selecao nacional de futebol no Mundial em Julho de 1966. A sua maior frustracao residia no facto de nao possuir um aparelho de televisao em sua casa, um luxo inacessivel para a grande maioria das familias rurais daquela epoca.
A sua primeira tentativa para resolver o problema foi juntar-se a dezenas de vizinhos na taberna local para ouvir o relato da primeira partida atraves de um velho e ruidoso aparelho de radio. Contudo, as interferencias constantes na frequencia e o barulho ensurdecedor da multidao tornavam quase impossivel perceber quem tinha a posse da bola ou o desenrolar das jogadas principais.
Foi entao que Antonio teve uma epifania e decidiu caminhar doze quilometros a pe debaixo de um calor sufocante ate a vila mais proxima, onde a junta de freguesia havia instalado uma televisao publica para exibir os jogos transmitidos via satelite. Ele chegou mesmo no limite do inicio da segunda parte da partida historica contra a Coreia do Norte.
Ao ver as imagens a preto e branco de Eusebio a fintar os adversarios e a fustigar as redes coreanas, Antonio esquecu por completo o cansaco da longa caminhada e a dor nos pes. Aquela experiencia visual comunitaria marcou a sua vida, transformando o futebol numa paixao eterna e ensinando-lhe que nenhum obstaculo geografico e grande demais para quem apoia a patria.
Conceitos importantes
Cognome mitico imortalizadoA alcunha de Os Magricos dada a selecao de 1966 estabeleceu um vinculo emocional indissociavel com a grande epopeia literaria de Luis Vaz de Camoes.
Eusebio no topo do mundoO poquer memoravel de Eusebio diante da Coreia do Norte simboliza a raca e a capacidade de superacao maxima do futebol de Portugal.
Melhor registo historico mantidoO terceiro lugar conquistado em solo ingles em 1966 mantem-se inabalavel como o maior feito coletivo da historia da equipa lusa em fases finais de mundiais.
Próximas informações relacionadas
Qual e a origem exata do cognome Os Magricos?
O cognome tem origem na lenda de cavalaria do seculo XV intitulada Os Doze de Inglaterra. O nome e uma homenagem direta ao cavaleiro português Alvaro Goncalves Coutinho, cuja alcunha era O Magrico, e que viajou ate solo ingles para defender com sucesso a honra de doze damas locais.
Quem foi o grande heroi da campanha da selecao portuguesa em 1966?
O grande heroi foi o lendario avancado Eusebio da Silva Ferreira. O Pantera Negra rubricou uma exibicao imortal ao apontar nove golos ao longo de todo o torneio, feito que lhe valeu a conquista da Chuteira de Ouro como o melhor marcador destacado do Mundial de 1966.
Qual foi a classificacao final obtida por Portugal nesse Campeonato do Mundo?
Portugal alcancou um historico terceiro lugar na prova, garantindo a medalha de bronze apos derrotar a selecao da Uniao Sovietica por 2-1 no jogo de atribuicao do podio. Esta continua a ser, ate aos dias de hoje, a melhor prestacao de sempre da selecao A em campeonatos mundiais.
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