Quanto tem que se dar de entrada para uma casa?
Quanto tem que se dar de entrada para uma casa: 10%
Saber quanto tem que se dar de entrada para uma casa ajuda a planear as poupanças necessárias para a aquisição imobiliária em Portugal. Conhecer estes valores evita surpresas financeiras com encargos fiscais e operacionais, permitindo uma preparação adequada para o crédito habitação.
Quanto tem que se dar de entrada para uma casa?
Para comprar habitação própria e permanente em Portugal, a entrada minima comprar casa portugal exigida pelos bancos é de 10% do valor do imóvel.[1] Isso significa que, se você deseja adquirir uma casa de 250.000 euros, precisará de ter pelo menos 25.000 euros em capitais próprios para o valor inicial do financiamento.
No entanto, focar apenas nos 10% nominais é um erro comum que apanha muitos compradores desprevenidos. Além da entrada propriamente dita, existem impostos obrigatórios e despesas administrativas que elevam significativamente o valor necessário no dia da escritura.
O impacto oculto da avaliação bancária face ao preço de compra
Um dos maiores mitos no mercado imobiliário é pensar que os 10% de entrada incidem obrigatoriamente sobre o preço acordado com o vendedor. Na prática, os bancos calculam o limite máximo de financiamento com base no menor valor entre o preço de aquisição e o valor da avaliação efetuada pelo perito do banco.
Se você acordar comprar uma habitação por 200.000 euros, mas a avaliação bancária vier fixada em 180.000 euros, o banco vai financiar no máximo 90% sobre o valor mais baixo, ou seja, 162.000 euros. Isto obriga o comprador a cobrir a diferença de 20.000 euros do próprio bolso, somada aos 10% regulares, transformando o que parecia uma entrada simples num esforço financeiro bem maior.
Outros custos essenciais além da entrada inicial
A aquisição de um imóvel acarreta encargos fiscais e operacionais que não são financiados pelo crédito habitação. Em termos práticos, estes custos adicionais representam tipicamente entre 5% a 15% extra sobre o valor do negócio.
Entre as principais despesas destacam-se o Imposto Municipal sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis (IMT) e o Imposto do Selo sobre a aquisição e sobre o crédito. A estes valores somam-se ainda as comissões de abertura de processo do banco, a avaliação do imóvel e os custos inerentes aos registos de escritura.
Exceções e apoios para jovens na compra de casa
Existem mecanismos de apoio direcionados a públicos específicos que alteram substancialmente estas regras de financiamento. Jovens até aos 35 anos que preencham os requisitos legais podem beneficiar de isenções fiscais relevantes em sede de IMT e Imposto do Selo.
Adicionalmente, a garantia pública do Estado permite que o banco financie até 100% do valor do imóvel para este segmento jovem, cobrindo a parcela da entrada[3] que habitualmente exigiria poupanças avultadas. Contudo, mesmo nestes casos de financiamento total, as despesas de imposto remanescentes e os custos de dossier continuam a ser responsabilidade do comprador e a percentagem de entrada para credito habitacao pode variar conforme o perfil.
Comparativo de Custos para Imóvel de 200.000 Euros
Análise prática do capital próprio total necessário para avançar com a compra de uma casa avaliada em 200.000 euros, comparando um cenário padrão com o enquadramento de apoio jovem.Cenário Padrão (Sem Apoios)
Geralmente entre 24.000 e 28.000 euros disponíveis
20.000 euros exigidos por capitais próprios
Vários milhares de euros consoante o escalão aplicável
Entre 1.000 e 2.000 euros para despesas processuais e registos
Cenário Jovem com Garantia Pública ⭐
Aprox. 2.000 a 3.000 euros destinados estritamente a impostos residuais e taxas
0 euros caso aceda ao financiamento total via garantia do Estado
Isenção total de IMT e Imposto do Selo de aquisição para elegíveis
Custos operacionais mantidos, embora com menor pressão global
Enquanto o modelo tradicional exige uma almofada financeira robusta que ultrapassa largamente os 10% nominais de entrada, os apoios direcionados aos jovens reduzem drasticamente a barreira de entrada, embora mantenham obrigações fiscais menores e custos operacionais básicos.A surpresa de Carlos com a avaliação bancária em Lisboa
Carlos encontrou um apartamento em Lisboa anunciado por 210.000 euros e juntou exatamente 21.000 euros, acreditando que cobria com folga os 10% exigidos.
No entanto, durante o processo de crédito habitação, o perito avaliador do banco fixou o valor do imóvel em apenas 190.000 euros.
Como o banco financia unicamente 90% do menor valor, o empréstimo máximo aprovado desceu para 171.000 euros, deixando Carlos a braços com um défice inesperado.
Teoricamente, além dos impostos e da escritura, Carlos teve de arrancar com mais 19.000 euros do seu bolso para cobrir o fosso entre o preço de venda e a avaliação, provando que poupar apenas o mínimo previsto pode não ser suficiente.
Perguntas e respostas rápidas
Posso comprar casa sem dar qualquer entrada em Portugal?
Em termos gerais, os bancos não podem financiar a totalidade do valor de compra, exigindo pelo menos 10% de capitais próprios. A única exceção prática reside no acesso à garantia pública para jovens até 35 anos que cumpram todos os requisitos legais.
O dinheiro do PPR pode ser usado para pagar a entrada da casa?
Não de forma direta. Embora o Plano de Poupança-Retiro (PPR) possa ser mobilizado em condições específicas para amortizar prestações do crédito habitação, a lei não permite a sua utilização livre para liquidar o valor inicial de entrada junto do vendedor.
Porque é que o valor total necessário é sempre superior a 10%?
Porque os 10% referem-se estritamente à parcela não financiada do imóvel. A este montante somam-se obrigatoriamente despesas administrativas e impostos estatais pesados, como o IMT e o Imposto do Selo, que encarecem a operação logo no início.
Resumo rápido
A regra base dos 10%O Banco de Portugal obriga a uma entrada mínima de 10% do valor do imóvel para habitação própria e permanente.
Atenção à avaliação bancáriaO financiamento foca-se no menor valor entre o preço de compra e a avaliação, o que pode exigir mais dinheiro próprio se o banco avaliar a casa abaixo do preço real.
Custos acessórios inevitáveisDeve contar sempre com uma verba adicional de 5% a 15% para liquidar impostos como o IMT e despesas de escritura.
Esta informação tem caráter puramente educativo e não substitui o aconselhamento especializado por parte de instituições bancárias ou consultores financeiros credenciados. As condições de concessão de crédito variam consoante o perfil de risco de cada cliente e a legislação em vigor.
Fontes de Informação
- Quais são os instrumentos usados no alto mar durante a navegação?
- Quais são os países que foram colonizados pelos portugueses?
- Quais são as línguas oficiais do continente africano?
- Qual é o trajeto correto do alimento no sistema digestivo?
- Quem foi Dr. Antônio Augusto Neto?
- Qual foi o último país africano a se tornar independente?
- Quais são as línguas nacionais de Angola e as suas respectivas províncias?
- Quanto ganha um engenheiro em Moçambique?
- Quanto ganha um técnico em Angola?
- Quais são os cursos que mais empregam em Moçambique?
- Quanto custa a passagem de avião de Angola para Portugal?
- O que aconteceu no dia 7 de setembro para Moçambique?
- Qual é o cae de consultor imobiliário?
- Como ativar o corretor de texto do WhatsApp?
- O que fazer na Suíça grátis?
- Como conjugar o verbo de ser?
- Quais são as etapas de um pré-projeto?
- Quem são os membros da CPLP?
- Qual é a finalidade do texto apelativo?
- Quem é o pai da teoria atômica?
- O que é o universo na física?
- Quais são os defensores da negritude?
Comentar a resposta:
Obrigado pelo seu feedback! Seu comentário é muito importante e nos ajuda a melhorar as respostas no futuro.