Como se chamam as libras em Portugal?

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Apesar da semelhança linguística entre o português do Brasil e de Portugal, a Libras (Língua Brasileira de Sinais) e a LGP (Língua Gestual Portuguesa) são sistemas distintos. Ambas são línguas de sinais completas e independentes, com gramáticas e vocabulários próprios, evoluindo separadamente ao longo do tempo. Não são mutuamente inteligíveis.
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Desvendando a Comunicação Silenciosa: Como se Chamam as Libras em Portugal? E Por Que Não São "A Mesma Língua"?

A língua portuguesa, com sua riqueza e nuances, conecta o Brasil e Portugal de maneira inegável. No entanto, quando o assunto são as línguas de sinais, a história é bem diferente. Apesar do laço cultural e linguístico que une os dois países, a Língua Brasileira de Sinais (Libras) e a língua utilizada pela comunidade surda em Portugal são sistemas de comunicação distintos e independentes: a Língua Gestual Portuguesa (LGP).

É fundamental desmistificar a ideia de que Libras e LGP seriam como o português do Brasil e de Portugal – variações da mesma língua. A verdade é que elas se desenvolveram em contextos sociais e culturais separados, resultando em gramáticas, vocabulários e até mesmo expressões faciais e corporais únicos. Imagine tentar conversar com um falante de mandarim usando apenas o inglês: a barreira da compreensão seria enorme. A mesma dificuldade se aplica à comunicação entre um usuário de Libras e um de LGP.

Por Que São Línguas Diferentes?

Diversos fatores contribuíram para a divergência entre Libras e LGP:

  • Origens Históricas Distintas: Ambas as línguas de sinais evoluíram a partir de sistemas gestuais próprios, influenciados pelas culturas e comunidades surdas locais. A Libras, por exemplo, recebeu forte influência da Língua de Sinais Francesa (LSF), trazida ao Brasil por um professor surdo francês no século XIX. A LGP, por sua vez, seguiu um caminho evolutivo diferente em Portugal.

  • Desenvolvimento Independente: Ao longo do tempo, a Libras e a LGP se consolidaram como línguas independentes, com suas próprias regras gramaticais, estruturas sintáticas e léxico. Cada uma reflete a realidade cultural e social da comunidade surda em seu respectivo país.

  • Influências Culturais: A cultura, os costumes e as tradições de cada país moldam a maneira como as pessoas se comunicam, incluindo a linguagem de sinais. Gírias, expressões idiomáticas e até mesmo a forma como as histórias são contadas variam significativamente entre Brasil e Portugal, refletindo-se nas diferenças entre Libras e LGP.

A Importância do Reconhecimento e Valorização

Reconhecer a Libras e a LGP como línguas independentes é crucial para garantir o acesso à comunicação, à informação e à educação para a comunidade surda em cada país. Cada língua carrega consigo a identidade, a história e a cultura de um grupo social específico, e sua valorização é fundamental para promover a inclusão e a igualdade de oportunidades.

Portanto, ao se referir à língua de sinais utilizada em Portugal, lembre-se: ela se chama Língua Gestual Portuguesa (LGP), e não é uma variação da Libras. Celebrar a diversidade linguística e cultural é um passo importante para construir um mundo mais acessível e inclusivo para todos.