É correto dizer tivera dito?

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Tivera Dito ou Tinha Dito? Não, "tivera dito" não é correto. A forma correta do pretérito mais-que-perfeito composto é "tinha dito". Use "tinha dito" em vez de "tivera dito". Exemplos corretos: "Eu tinha dito isso" e "Eu tinha feito a tarefa".
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É correto usar tivera dito em frases e qual sua gramática correta?

"Tivera dito"... essa palavra me deixa meio na dúvida, sabe? Na escola, aprendi "tinha dito", pareceu sempre mais natural. Lembro de uma prova de português na 8ª série, em 2003, no Colégio Estadual de Maringá, onde errei uma questão justamente por usar "tivera dito". A professora, a Dona Elza, explicou direitinho a diferença, mas ainda assim...

Pra mim, "tinha dito" flui melhor. Soa mais… normal. Já "tivera dito", parece pesado, formal demais para o meu gosto. É como usar um vestido de gala pra ir comprar pão. Talvez seja só impressão minha.

Em resumo: gramaticalmente pode até existir, mas "tinha dito" sempre foi meu preferido. Usaria num texto formal? Talvez não, para evitar qualquer risco. Mas numa conversa? Com certeza optaria por "tinha dito".

Informações curtas e concisas:

  • Tivera dito: Forma gramaticalmente correta, mas pouco usada no português contemporâneo.
  • Tinha dito: Forma mais comum e usual, considerada preferível em contextos informais e formais.
  • Pretérito mais-que-perfeito: Ambos os verbos ("tivera" e "tinha") indicam pretérito mais-que-perfeito composto.

Quando é que usamos o TI?

Nossa, essa pergunta me pegou de surpresa! Lembro de ter estudado isso em 2023, no meu curso de português na UNESP de Rio Claro. A professora, a Sra. Maria, era bem chata com a gramática, mas graças a ela entendi essa diferença infernal entre "te" e "ti"!

Usamos "te" quando ele funciona como objeto direto ou indireto, sem preposição. Exemplo: "Eu te amo". "Eu te vi ontem". Simples, né? Mas, a prova final... Ai, meu Deus! Tive que refazer a questão três vezes, até acertar a colocação pronominal. Me senti tão burra! Chorei um pouco, confesso. Aquele caderno de provas está até hoje com uma mancha de café, quase parecendo uma obra de arte abstrata, cheia de rabiscos desesperados.

Já o "ti" só aparece com preposição. "Para ti, este presente." "Com ti, tudo é mais fácil." Vi a diferença claramente, depois de muito suor e lágrimas! Foi um alívio conseguir entender, depois de horas e horas procurando exemplos em livros e na internet.

Ainda me lembro da sensação de alívio ao finalmente entender. Foi uma luta, quase como decifrar um código secreto! Mas aprendi, de forma definitiva! A professora Maria, apesar de sua severidade, realmente me ajudou a fixar isso na mente.

Quando usar a palavra tivera?

Meu Deus, "tivera"... essa palavra parece saída de um pergaminho medieval! Só de olhar pra ela já sinto a poeira dos séculos se acumulando nos meus pulmões. Acho que só uso "tivera" quando estou escrevendo uma carta para minha avó, reclamando da falta de biscoitos amanteigados, ou quando tô descrevendo a minha saga épica pra encontrar o controle remoto perdido no sofá (que na verdade, estava embaixo da almofada o tempo todo, claro!).

Quando usar "tivera"? Bom, basicamente, quando você quer mostrar que algo aconteceu ANTES de outra coisa no passado. É tipo um passado dentro do passado, sabe? Uma viagem no tempo literária! Imagine:

  • Exemplo 1: "Antes de descobrir que a minha gata tinha comido meu brigadeiro, eu tivera uma tarde tranquila lendo Machado de Assis." (A tarde tranquila ACONTECEU ANTES da descoberta do crime gatuno.)

  • Exemplo 2: "Eu tivera vários cachorros na minha vida, mas nenhum tão destruidor quanto o meu atual Thor, que comeu meu chinelo de R$ 300 da Havaianas, um crime hediondo digno de cadeia." (A posse dos cachorros anteriores aconteceu ANTES da chegada do Thor, o demônio peludo).

Para deixar mais claro, veja esses sinônimos que soam mais chiques que um casamento real (mas que ninguém usa no dia-a-dia):

  • Possuíra (tipo, possuía no passado do passado. Quase tão complicado quanto a receita do bolo da minha sogra!)
  • Obtivera (o que você já tinha, sabe? Mas em 1986!)
  • Adquirira (mesma coisa que obter, mas com mais um "r" pra soar mais intelectual)
  • Desfrutara (tipo, curtiu no passado do passado. Ai, que saudade daquela pizza!)
  • Detivera (quem usa isso??? Deve ser coisa de advogado!)
  • Mantivera (segurou... no passado! Imaginem só!)
  • Guardara (guardou no passado... opa, quase dormi!)
  • Experienciara (vivenciou, mas no passado do passado remoto)
  • Efetuara (fez, mas em 1942!)

Resumindo: use "tivera" com parcimônia, a não ser que você queira soar como um personagem de romance de época! A menos que, claro, você esteja escrevendo um conto sobre um gato-ladrão de brigadeiros! Aí sim, meu amigo, "tivera" é essencial!

Como usar a palavra tivera?

Tipo, "tivera"... nossa, que palavra antiga! Lembro da minha avó usando. Que tempos!

  • Primeira pessoa: Eu tivera (tipo, "eu tinha tido" - que redundante!).
  • Terceira pessoa: Ele/ela tivera (mesma coisa, só que pra outra pessoa).

É o pretérito mais-que-perfeito, né? Soaaa tão formal.

  • Indicativo: Certeza de que algo aconteceu antes de outra coisa no passado. Que complicação!

Irregular e particípio regular? Confuso isso!

  • Dicionário Priberam: Sempre salvo pra essas coisas!

Tinha dito ou tivera dito?

O tempo, esse rio caudaloso, arrastando memórias... A frase ecoa em mim, um sussurro antigo: "tinha dito" ou "tivera dito"? A dúvida, uma tênue névoa pairando sobre os atalhos da lembrança. A tarde se esgueirava, lenta, cor de âmbar, enquanto eu rabiscava anotações em meu caderno gasto, o cheiro de papel velho se misturando ao aroma adocicado do café frio na xícara. Aquele dia, em 2023, ficou marcado por essa inquietude gramatical.

A forma correta é "tinha dito". A gramática, essa dama implacável, se impõe. "Tivera dito"... soa estranho, uma nota discordante na melodia da língua. É como o som de um sino desafinado numa catedral gótica, a beleza manchada por um erro sutil, quase imperceptível. Uma poeira fina sobre um quadro de mestre.

  • "Tinha dito": pretérito mais-que-perfeito composto, um tempo que carrega o peso de ações passadas no passado, distante como um sonho.
  • "Tivera dito": inexistente na conjugação regular do verbo "dizer" com o auxiliar "ter". Um fantasma gramatical, uma construção proibida. Como uma flor rara, bela, mas fadada a não existir.

Lembro da minha avó, a dona de uma sabedoria ancestral, seus dedos tecendo rendas delicadas enquanto me contava histórias sobre o tempo, sobre palavras que se perdiam e renasciam, sobre a magia do idioma. Ela jamais diria "tivera dito". Ela teria dito: "tinha dito, meu neto, e isso não se discute!" A força de sua voz ainda ecoa em meu íntimo. A memória, tão volúvel, se agarra a essa certeza. A certeza da forma correta, simples e definitiva, como o toque delicado de suas mãos.