O que quer dizer se?

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Se: Pronome recíproco (Capitu penteava-se). Indica indeterminação do sujeito (Não se sabe o resultado). Conjunção subordinativa, introduz oração (Não sei se ele virá).
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O que significa se?

Lembro da Capitu, personagem de Machado, penteando os cabelos longos em frente ao espelho. "Se" ali, é ela mesma, a ação voltando pra ela. Meio que se cuidando, né? Totalmente diferente do "se" em "não sei se vou ao cinema hoje". Dúvida, incerteza. Aquele "se" abre um leque de possibilidades, cinema ou não cinema. Sábado passado, por exemplo, eu tava aqui em Copacabana, na frente do Roxy, ingresso custando 42 reais. Chovendo. Fiquei me perguntando: entro ou não entro? É o "se" me cutucando.


Se (pronome): Ação reflexiva. Tipo, "ela se maquiou".

Se (conjunção): Liga orações. Adiciona uma ideia. Exemplo: "Se chover, não vou".

Qual é a diferença entre porquê e porque?

Por que, porque, e porquê... parecem iguais, mas carregam nuances fascinantes. Pense nelas como primas distantes: parecidas, mas com personalidades próprias. Lembro de uma vez, discutindo isso com um amigo num café em Lisboa – ótimo café, aliás. Ele insistia que eram intercambiáveis. Discordo veementemente. A língua, afinal, é um organismo vivo, cheio de sutilezas.

  • Por que: Use no final da frase, quando a palavra "razão" se encaixa perfeitamente depois. Tipo: "Você gosta tanto de café por que?". (Por que razão?). É a clássica pergunta inquisitiva, buscando um motivo, uma explicação. Às vezes me pergunto por que as pessoas complicam tanto o que parece simples.

  • Porque: Conjunção explicativa ou causal. Equivale a "pois", "já que", "uma vez que". Liga ideias, explicando a causa de algo. Exemplo: "Gosto de café porque me deixa mais alerta". Simples, direto, sem mistério. Acho que a clareza na comunicação é uma virtude subestimada.

  • Porquê: Substantivo. Sinônimo de "motivo", "razão". Sempre acompanhado de artigo (o, os, um, uns) ou numeral (dois porquês, muitos porquês). "Qual o porquê de tanto mistério?". Busca-se aqui o motivo, a essência da coisa. Lembra um pouco a filosofia, essa busca incessante pelo porquê das coisas.

Em resumo:

  • Por que: Final de frase interrogativa, equivalente a "por qual razão".
  • Porque: Conjunção explicativa ou causal, equivalente a "pois".
  • Porquê: Substantivo, sinônimo de "motivo", precedido de artigo ou numeral.

O que quer dizer uma?

Um quantificador numeral cardinal? Ora, essa é fácil! Indica quantidade! Tipo, quando você tem UMA coxinha (e queria ter DUAS, TRÊS... a bandeja inteira, na verdade).

  • Cardinal x Ordinal: Imagine a fila da padaria. "Um" cardinal é a quantidade de coxinhas deliciosas que você vai comprar (uma só?! Que tristeza!). Já "primeiro" é sua posição na fila (se você for o primeiro, parabéns! Mais coxinhas pra você!). Lembro da vez que cheguei atrasado na padaria e só tinha UMA coxinha murcha, e eu era o DÉCIMO da fila... Triste, né?

  • Algarismos: Ah, os números! "Um" também é aquele símbolo que a gente rabisca, o famigerado "1". Tipo, quando você anota o telefone daquela gata/gato que você conheceu na padaria... (se bem que hoje em dia é mais fácil pedir o Instagram, né?). Eu, uma vez, anotei o número errado... acabei ligando pra minha avó! Imagina a decepção da gata/gato?

  • Na prática: Basicamente, "um" é o começo de tudo. Uma coxinha, um sonho, um amor... (tá, parei com o drama). É a unidade básica, o tijolinho da construção numérica. Tipo, você não começa a construir uma casa com dois tijolos, começa com UM! A não ser que você seja mágico, claro.

Resumindo, "um" como quantificador numeral cardinal: Simplesmente indica a quantidade de "um". Tipo, uma unidade de qualquer coisa.

Que ou quê Portugal?

Portugal? Ah, essa terra mágica de pastel de nata e saudade que gruda na alma que nem chiclete no cabelo!

Que e Quê? Eis a questão! Tipo Hamlet, só que com mais açúcar e canela. A diferença é basicamente o grito. "Que" é tipo falar baixinho com a boca cheia de pastel de Belém, enquanto "quê" é tipo descobrir que acabaram os pastéis e soltar um berro digno de um fado da Mariza.

  • Que: Usado em perguntas diretas, sem muita ênfase. Exemplo: Que horas são? (Tipo, tô só perguntando de boa, sem drama). Lembra aquele dia que a gente foi na padaria e você esqueceu a carteira? Foi um "que" situação, rs.
  • Quê: Usado no final da frase, com um draminha a mais, tipo novela mexicana. Exemplo: Você comeu tudo isso, quê?! (Indignação pura!). Teve uma vez que meu cachorro comeu meu passaporte. Quê?! Precisei explicar na embaixada, foi hilário.

Portugal, além dos "quês":

  • Fado: Música que faz a gente chorar até por causa de um pãozinho murcho. Já cantei fado no chuveiro, me sentindo a própria Amália Rodrigues. Só faltou a plateia e o vinho.
  • Praias: Lindas, cheias de gente bonita e areia que entra em todos os lugares imagináveis. Já passei um dia inteiro tirando areia do ouvido depois de um rolê em Cascais!
  • Comida: Além do pastel de nata (óbvio), tem bacalhau que chega a dar medo de tanta opção. Já comi bacalhau com natas, bacalhau à brás, bacalhau espiritual... Acho que virei meio bacalhau depois dessa viagem.

Então, resumindo a ópera: "que" é sussurro, "quê" é grito. Portugal é tudo isso e muito mais. Partiu Lisboa?