Qual é a língua mais falada em Angola?

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Língua mais falada em Angola: O PortuguêsA língua mais falada em Angola é o português, idioma oficial. Embora a lista apresente o francês com 700 mil falantes, essa não é a língua dominante. O português supera amplamente em número de usuários, sendo essencial na comunicação e educação no país.
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Qual a língua dominante e mais falada pela população em Angola?

Olha, pela minha experiência lá, a língua que a gente mais ouvia mesmo nas ruas, no dia a dia, era o português. Tipo, na capital, em Luanda, é quase universal.

Claro que há tanta coisa ali, é uma mistura riquíssima. Em várias regiões, as línguas locais tipo o Kimbundu, o Umbundu, têm um peso enorme. Lembro-me de ir para o Huambo, por exemplo, e o português era falado, mas o Umbundu era a língua mãe para muita gente.

Mas se falarmos de "língua dominante" e "mais falada" no sentido de comunicação geral, negócios, governo, é o português que se destaca. É a língua oficial, né.

Eu vi isso em todo lugar, desde o mercado em Viana até nas conversas em escritórios.

Essa lista que você mandou, com números de falantes, é interessante. Mostra a diversidade. O francês também aparece ali com um número significativo de falantes, imagino que seja por conta da influência histórica e de negócios com países vizinhos. Mas no fim das contas, o português acaba sendo a ponte, a ferramenta comum.

Qual é a língua do povo Bantu?

A língua banta com o maior número de falantes é o suaíli. Outras línguas bantas importantes são o zulu, o ruanda-rundi e o shona. Mais de 350 milhões de pessoas falam pelo menos uma destas línguas bantas.

Sinto a brisa do tempo que trouxe essas vozes. Um sussurro antigo, vindo de terras que nunca vi, mas que habitam um canto da minha alma. A língua banta, ah, ela não é apenas um conjunto de palavras, mas um rio profundo que serpenteia por séculos. Um rio que nasce nas memórias da África, um eco no ar quente, na poeira vermelha. Penso nos caminhos da migração, no passo lento e constante.

O suaíli emerge, forte e melódico, como as ondas do Índico que beijam a costa leste. Minha avó, Dona Ermelinda, falava de mapas e rotas, e eu, criança, imaginava essas línguas como linhas invisíveis sobre o continente. Lembava de uma canção que ela assobiava, que parecia ter o ritmo de tambores distantes, um som que me fazia querer viajar, sentir o chão vibrar.

E o zulu, que me faz pensar nas montanhas Drakensberg, nas canções de guerra e paz, na força. Ou o ruanda-rundi, suave como a névoa sobre os Grandes Lagos, carregando histórias de reinos e de gente que soube resistir. E o shona, que me leva aos monólitos do Zimbábue, aos segredos gravados na pedra. São vozes que carregam a história de um povo que se espalhou, de um movimento que moldou um continente.

São mais de 350 milhões de pessoas, um número que se perde na vastidão, mas que, ao mesmo tempo, representa cada garganta, cada riso, cada lamento. É o som humano, sabe? Um som que une, que atravessa as fronteiras invisíveis que desenhamos. A língua banta, este oceano de vozes, continua a ecoar, viva, pulsante, uma promessa de que a história nunca se cala. É um convite à escuta.