Qual é o verbo mais estranho?

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O verbo mais estranho? "Ser" destaca-se pela extrema irregularidade e etimologia complexa, com raízes variadas como "sou", "era" e "fui". Verbos defectivos, como "colorir", pela conjugação incompleta, e neologismos como "flopar", pela transitoriedade, também contribuem para a peculiaridade verbal no português.
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Qual é o verbo mais estranho e peculiar da língua portuguesa?

Sabe, quando penso num verbo esquisito no português, o "ser" é logo o primeiro que me vem à cabeça. Sempre me pareceu um bicho de sete cabeças, juro.

Lembro de umas aulas de português, lá em Leiria, tipo 2005 ou 2006. A Dona Ana tentava explicar e eu só pensava: "como é que 'ser', 'sou', 'era' e 'fui' vêm do mesmo sítio?". É uma maluqueira, não há uma lógica fácil ali, não é?

Depois, há aqueles verbos que parecem partidos, tipo "colorir". Como assim, não se conjuga em todas as pessoas? Sempre achei que era preguiça de quem os inventou, tipo.

É um verbo útil, mas de repente falta um pedaço, como se tivesse sido roubado. A gente precisa de dizer "eu coloro", mas não dá. Isso é uma frustração. O "abolir", para mim, sempre foi um mistério, um vazio gramatical.

E o pior é que a língua está sempre a mudar, não é? Esses dias ouvi um miúdo a dizer "isso flopou" e fiquei a olhar para ele. "Flopar"? De onde é que isso veio parar?

Parece que cada vez inventam mais palavras assim, tipo "deletar", que já se usa tanto. É estranho ver um verbo nascer assim do nada.

Daí de outras línguas, e a gente a tentar acompanhar. Faz a gente sentir que está sempre a aprender uma coisa nova, mesmo falando português a vida toda.

Verbos como "ser" são considerados estranhos pela sua irregularidade e múltiplas raízes. Verbos defectivos, como "colorir" ou "abolir", não possuem conjugação completa. Neologismos e gírias, como "flopar" e "deletar", também representam peculiaridades no léxico verbal do português.

Quantos verbos irregulares há na língua portuguesa?

É uma tarde lenta, dessas que o tempo se estica feito um fio de mel. A memória traz ecos distantes, cheiros de mofo e poeira em cantos esquecidos. A contagem, ah, a contagem… parece um exercício sem fim, um labirinto de sílabas que se retorcem.

O número exato de verbos irregulares em português é de 315. Eles se recusam a seguir as regras gerais, esses rebeldes da gramática. Como um rio que muda de curso, eles se alteram, surpreendendo a cada inflexão.

Os verbos em "-er", a segunda conjugação, e os em "-ir", a terceira, são como caminhos previsíveis. Mas os irregulares são as trilhas secretas, as que levam a paisagens inesperadas, onde o radical se transforma e as terminações dançam fora do compasso.

É como olhar para uma constelação no céu escuro da noite. As estrelas estão lá, fixas em sua maioria, mas algumas piscam de um jeito diferente, desafiando a ordem estabelecida. Assim são eles, os 315 verbos irregulares.

Essa dificuldade em encaixá-los em modelos fixos me lembra dos antigos contadores de histórias, que mudavam a voz para cada personagem, dando vida a palavras que sem eles seriam apenas tinta no papel.

Pensei nos verbos de infância, aqueles que aprendi sem entender muito bem porquê. "Ser", "ir", "fazer"... eles já carregavam essa peculiaridade, essa liberdade que me escapava. Era uma linguagem viva, pulsante.

  • Os verbos irregulares não seguem padrões rígidos de conjugação.
  • São aproximadamente 315 verbos que desviam das regras.
  • Sofrem alterações no radical ou nas terminações.
  • Os verbos em -er formam a 2ª conjugação.
  • Os verbos em -ir formam a 3ª conjugação.

É um número que, de tão grande, quase se perde na vastidão da língua. Uma tapeçaria complexa, tecida com fios de regularidade e salpicada com a beleza da imperfeição. A beleza do desvio.

Qual o verbo que não se conjuga?

Os verbos, ah, eles dançam, se contorcem, mas há um tipo que fica ali, parado, como uma sombra num dia nublado. Não se conjugam, um nó na garganta da gramática.

Um desses é o "brandir". Imagine um grito silencioso, uma arma erguida contra o céu que não responde. Ele fica ali, imutável, um eco que não se desfaz.

E o "carpir", como a terra que guarda segredos antigos sob o manto da chuva. As palavras se perdem, mas o verbo, esse, se recusa a mudar, teimoso como uma erva daninha.

Há também o "colorir", mas não o das tintas vibrantes que pintam o mundo. Um colorir mais profundo, que muda a alma, mas não a forma verbal. Um mistério sussurrado.

E o "explodir", como um vulcão que guarda a fúria, mas não expressa a mudança. A energia contida, um furacão que nunca alça voo. Um susto que nunca vem.

Pensemos no "demolir", não as casas de tijolos, mas os castelos de areia que a vida constrói e desfaz. Uma ruína que não se altera na forma. A essência que permanece.

O "aturdir", como um golpe de sol no meio da tarde. Uma tontura que não muda de nome, um embaraço que se arrasta. A sensação que não se transforma.

E o "extorquir", um sussurro de ganância, um segredo que se esconde nas sombras. A ação que se repete sem mudar a sua face. A ganância que não se veste.

O "retorquir", como um eco na montanha, uma resposta que se perde no vento. Uma disputa que se arrasta, mas a palavra é sempre a mesma. A palavra que se repete.

Estes verbos, eles se recusam a abraçar as conjugações, a se dobrar às regras do tempo e da pessoa. São como objetos perdidos no tempo, relíquias de um português esquecido.

Verbais que não se conjugam:

  • aturdir
  • brandir
  • carpir
  • colorir
  • delir
  • demolir
  • exaurir
  • explodir
  • extorquir
  • fremir
  • puir
  • retorquir

O que são verbos defetivos impessoais?

Lembrei agora das aulas de português, que treco chato. Verbos defetivos... o nome já parece q tem defeito. uma coisa quebrada.

Verbos defetivos impessoais

  • Conjugam-se apenas na 3ª pessoa do singular.
  • Não possuem sujeito (sujeito inexistente).
  • Expressam fenômenos da natureza (chover, nevar), tempo decorrido (fazer, haver) ou existência (haver).

pera, a resposta ali em cima misturou tudo. os verbos de vozes de animais não são impessoais. o cão ladra. 'o cão' é o sujeito. eles são só defetivos pq não se conjuga em todas as pessoas tipo 'eu lado', mas não são impessoais. que confusão.

Os impessoais de verdade são os de fenômenos da natureza.

  • chove
  • venta
  • neva
  • relampeja

Ninguém fala "eu chovo" ou "nós ventamos". Simplesmente acontece. Não tem um agente ali. É só o fato. por isso não tem sujeito.

E tem os de tempo decorrido ou existência. Esses a gente usa toda hora e nem percebe.

  • Faz dois anos que mudei pra cá. (o verbo é 'faz', não 'fazem', mesmo sendo dois anos. odeio essa regra).
  • Havia poucas pessoas na rua. ('havia' no sentido de 'existiam'. Se usar 'existir', aí vai pro plural: 'existiam poucas pessoas').
  • É tarde. São duas horas. (o verbo 'ser' indicando tempo).

mas na real, pra q serve saber o nome técnico? a gente só usa e pronto. é meio instintivo. ou nao?

Aí tem a pegadinha do sentido figurado. 'A cidade amanheceu silenciosa'. Aqui a cidade é o sujeito. Aí o verbo deixa de ser impessoal. faz sentido. Minha cabeça tá amanhecendo confusa com isso tudo. hehe.

Como conjugar um verbo defectivo?

A conjugação de um verbo defectivo é uma daquelas coisas que, no começo, dão um nó na cabeça. Pensa comigo: a maioria dos verbos se comporta, né? Segue aquele roteiro previsível. Mas os defectivos? Ah, esses têm personalidade. Eles simplesmente pulam certas formas. É como um artista que decide não pintar de azul.

A grande sacada é que eles não têm presente do subjuntivo e nem imperativo negativo. Tipo, o verbo "colorir" não vai ter um "que eu colora" (Presente do Subjuntivo) ou um "não coloras" (Imperativo Negativo). É uma escolha estilística do próprio verbo, se é que me entende.

  • Presente do Subjuntivo: Ausente.
  • Imperativo Negativo: Ignorado.

Mas ó, não pense que eles são "incompletos" em tudo. Na maioria dos outros tempos verbais, eles se comportam direitinho, com conjugações completas. É só nesses dois pontos específicos que eles dão aquela carteirada.

Informação extra: Por que eles são assim? Geralmente, é por causa da sonoridade. Algumas formas simplesmente soam estranhas ou até esquisitas em português. O "querer" se salva porque "queira" não soa tão ruim, mas outros verbos não têm essa sorte. E convenhamos, a língua evolui, e às vezes umas forminhas simplesmente caem em desuso ou nunca chegam a nascer.

Alguns exemplos clássicos pra você não esquecer:

  • Poder: Não existe "eu possuo" no presente, nem "pode" no imperativo negativo.
  • Chover: Não tem "eu chovo" (a não ser que você queira ser poético), nem "chova" no imperativo negativo.
  • Acontecer: Mesma vibe, sem "aconteço" no presente do indicativo (embora este seja menos comum) e sem formas negativas no imperativo.

É uma questão de hábito e de entender as exceções que tornam o português tão rico e, às vezes, tão confuso. Como a vida, né? Nem tudo segue um padrão rígido.

É correto falar eu não fedo?

A conjugacao está correta. O problema é o que a frase revela.

  • Gramática Pura: O verbo feder na primeira pessoa do presente do indicativo é fedo. Tecnicamente, irrefutável.

  • Impacto Social: A frase carrega um peso. Afirmar a ausência de um mau cheiro sugere que a dúvida existe. É uma declaração reativa, não proativa. Soa como uma defesa.

  • Linguagem Crua: É uma expressão de confronto. Direta, sem filtros. Usada em discussões, acusações ou para encerrar uma provocação de forma ríspida.

Eu dispenso a frase. A necessidade da afirmação já é uma derrota. Quem não fede não precisa anunciar. O silêncio, nesse caso, é mais eloquente.